Archive for August, 2008

O café mais caro do mundo

Saturday, August 30th, 2008

Quem assistiu ao filme Antes de Partir provavelmente já sabe: o café mais caro do mundo chama-se Kopi Luwak, originário da Indonésia.

Luwak

Luwak

Kopi é a palavra Indonésia para “café”, e Luwak é como os indonésios chamam esse pequeno mamífero da foto ao lado, parecido com o quati.

Os Luwaks alimentam-se de grãos de café nos cafezais da Indonésia; esse país é conhecido pela alta qualidade de seu café (a linguagem de programação Java tem como símbolo uma pequena xícara de café, referência a uma das variedades produzidas na Indonésia), e o Luwak é conhecido por escolher somente os melhores grãos para se alimentar.

Uma vez no estômago do Luwak, a camada externa dos grãos é digerida, e o animal expele a parte interna junto com suas fezes. Aparentemente, os ácidos gástricos e as fezes do animal têm o poder de eliminar partes menos nobres do grão, deixando apenas as partes mais aromáticas e saborosas do café. Os indonésios reviram as fezes, selecionam os grãos e revendem para os milionários do mundo.

O Kopi Luwak custa US$ 600 a libra, ou aproximadamente US$ 1300 o kilo (pelo câmbio atual, mais de R$ 3.000 o kilo). Na Inglaterra, ele chega a ser vendido por £ 50 (US$ 70, ou R$ 150) a xícara. O preço é alto porque apenas 450 kg do produto chegam ao mercado global por ano, e a demanda dos milionários é maior do que isso.

Voltando ao filme: os protagonistas Jack Nicholson, um milionário, e Morgan Freeman, um mecânico pobre de gosto refinado, conhecem-se num hospital e são desenganados pelos médicos; decidem então elaborar uma lista de desejos que desejam concretizar antes de morrer.

Um dos desejos era “rir até chorar”. Nicholson apreciava e idolatrava o Kopi Luwak, mas desconhecia sua origem. Com Nicholson acamado, Freeman, segurando o riso, explica-lhe que o café que o amigo tanto valorizava era catado de entre as fezes de um quati. Incrédulo, Nicholson pergunta: “Are you shitting me?” e Freeman, soltando a gargalhada, responde “I am not, but that animal is”, e ambos, de fato, riem até chorar.

O Kopi Luwak não é vendido no Brasil, mas pode ser encontrado na internet aqui. No Brasil, embora não exista o Kopi Luwak, existem diversas máquinas de café expresso que ajudam a ressaltar o gosto do café; confira preços de máquinas de café expresso à venda no Brasil.

Dubai

Saturday, August 30th, 2008

Até a década de 1950, o emirado de Dubai (um dos sete que compõem os Emirados Árabes Unidos) não passava de um pequeno entreposto comercial, que sobrevivia da pesca e da coleta de pérolas. Em 1958, os britânicos encontraram petróleo em Abu Dhabi e, oito anos depois, em Dubai.

A maior parte das reservas estava em Abu Dhabi; Dubai tinha reservas muito pequenas, as quais foram rapidamente exploradas: estima-se que a última gota seja tirada em menos de uma década. Segundo a mitologia nacional fervorosamente repetida , o grande feito da família Al Maktoum, que comanda o lugar há quase 200 anos, foi ter visão para perceber a necessidade de criar fontes alternativas de riqueza.

Em 1979, o xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum ordeou a criação de uma zona franca e a construção de um porto artificial em Jebel Ali; hoje, esse porto é um dos dez mais movimentados do mundo. Com isso, Dubai conseguiu se livrar da petrodependência e se abriu para o espírito empreendedor que o tornou um lugar único. Em anos recentes, a economia de Dubai cresceu a taxas superiores às da China; ver esse relatório sobre a economia de Dubai e dos Emirados Árabes Unidos.

Diz a lenda que o xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, antes de morrer, fez com que lhe prometessem que, em sua rota irrefreável rumo ao desenvolvimento econômico, Dubai ao menos não cederia à construção de cassinos. Todo o restante cardápio de tentações do consumismo e do liberalismo que os radicais islâmicos consideram atávico ao Ocidente, no entanto, pode ser encontrado ali. Isso inclui prostitutas de luxo e, com um certo esforço, drogas; bebidas alcoólicas são permitidas nos hotéis, para consumo apenas de estrangeiros.

Dubai é o lugar onde as mais exacerbadas alucinações arquitetônicas se tornam realidade. Só na construção das três ilhas artificiais de Palm Jumeirah, Palm Jebel Ali e Palm Deira será utilizado um volume de areia e pedras que seria capaz de soterrar dezenas de vezes a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Já começou a sair do papel Hidrópolis, o primeiro hotel resort subaquático do mundo, e o Burj Dubai, candidato a edifício mais alto do mundo, tem entrega marcada para 2009.

Dubai prepara-se também para ser sede dos dois maiores shopping centers do mundo. Num lugar onde as compras são paixão nacional e atração turística, os shopping centers funcionam ainda como centro da vida social, inclusive por razões climáticas – no verão, a temperatura durante o dia chega a quase 50 graus e não há quem agüente ficar na rua, longe do ar-condicionado. Resultado: os shoppings de Dubai levam ao extremo o conceito de centros de entretenimento, mais do que simplesmente de compras.

O Emirates Mall, além de oferecer hotel cinco estrelas e uma seleção das melhores lojas de luxo do mundo, terá como requinte uma pista de esqui indoor que reproduz o ambiente dos Alpes; no futuro, aliás, Dubai tem a pretensão de sediar os Jogos Olímpicos de Inverno, já que outra pista de esqui ainda maior será construída em um gigantesco parque temático chamado Dubailândia (onde os turistas poderão apreciar uma réplica dos Jardins Suspensos da Babilônia e uma da Torre Eiffel – 20 metros mais alta que a original).

O dinheiro para essas lucrativas excentricidades vem em sua maior parte do governo, que cria estatais para tocar os projetos; estima-se que os Emirados tenham mais de US$ 1 trilhão investidos no exterior, e parte dessa montanha de petrodólares está sendo investida no próprio país. Recentemente, mais e mais estrangeiros estão investindo em Dubai, graças à perspectiva de crescimento e à solidez da economia, que levam a projeções de que no futuro Dubai será um centro mundial de finanças e turismo.

Moscou, capital dos bilionários

Saturday, August 23rd, 2008

Atualização, 18 de setembro de 2008. A reportagem abaixo está desatualizada. Ela foi publicada na revista Veja de 6 de agosto de 2008. Em 15 de setembro de 2008, o banco americano Lehman Brothers faliu, demarcando o início da maior e mais abrupta crise financeira desde 1929.

O post abaixo fica como uma registro de como era a fartura econômica em países emergentes antes da crise.

Em nenhum outro lugar do mundo a palavra novo-rico faz tanto sentido quanto na capital da Rússia, Moscou. Segundo a Forbes, a cidade tem a maior concentração de bilionários do planeta; são 74, contra 71 em Nova York (ver lista dos bilionários, publicada pela Forbes em 2008; nessa reportagem, na qual a Veja parece ter se baseado, a Forbes confirma que Moscou é a cidade com mais bilionários no mundo).

A maioria dos 103 mil milionários russos, cuja fortuna total é avaliada em 670 bilhões de dólares, vive na capital. Tanto dinheiro se traduz na exuberância do comércio de luxo. As lojas da Gucci, da Dolce & Gabbana e da Chanel em Moscou estão entre as três maiores em volume de vendas de suas cadeias internacionais. A Brioni, grife italiana de roupas masculinas cujos ternos custam 5 000 dólares, tem na cidade sua principal loja (ironicamente, a Brioni era a marca que vestia James Bond, um dos grandes inimigos dos russos).

Os ricaços moscovitas gostam de exibir o seu novo estilo de vida: a cidade é uma das seis do mundo que abrigam a Feira do Milionário, um evento anual de luxo. Na edição do ano passado, foram vendidos, em apenas quatro dias, 750 milhões de dólares em apartamentos no emirado de Dubai, iates, celulares incrustados de diamantes e outros bens. Quando viajam para o exterior, os russos também fazem questão do melhor que o dinheiro pode comprar; eles são os turistas que mais gastam com hospedagem: em média, 227 dólares por dia.

Moscou aparece, pelo terceiro ano consecutivo, como a cidade mais cara do mundo. O estudo, elaborado pela consultoria americana Mercer, leva em conta o preço de 200 itens em 143 cidades, incluindo alimentação, transporte, vestuário e habitação. Os preços em Moscou são em média doze por cento mais altos que os de Tóquio, no Japão, a segunda colocada.

Em Moscou, os estabelecimentos comerciais vazios dos tempos do comunismo foram substituídos por ornamentadas lojas de grifes estrangeiras. A vida noturna é agitada e há refinadas e caras opções de restaurantes. O dinamismo econômico e a taxa de desemprego inferior a 2% atraem para a capital da Rússia novos moradores, que aumentam a população de 13 milhões de habitantes; isso elevou a demanda por moradia e fez dobrar o preço dos imóveis nos últimos três anos - o caro aluguel residencial em Moscou só é superado pelo de Hong Kong. O rublo valorizou-se em relação ao dólar, encarecendo ainda mais o custo de vida dos moscovitas. O cafezinho sai por 10 dólares, em média.

A exuberância da capital é um retrato do crescimento econômico do país, o maior produtor mundial de gás natural e o segundo maior de petróleo (nota do blog: foi justamente essa dependência que fez da Rússia um dos países mais afetados pela crise, à medida que os preços de gás e óleo despencaram). Sob o comando do presidente Vladimir Putin, que deixou recentemente o cargo, e impulsionada pela alta no preço de gás e petróleo, a Rússia cresceu em média 7% nos últimos oito anos. A economia já apresenta sinais de superaquecimento – a inflação chegou a 12% em 2007 –, mas deve continuar crescendo mais de 6% ao ano até 2010. Estima-se que, até lá, o orçamento da prefeitura de Moscou ultrapasse o de Nova York. Desde 2003, o salário médio dos russos cresceu 30% ao ano.

É surpreendente lembrar que há apenas duas décadas a maioria dos moscovitas morava em kommunalkas, apartamentos comunitários divididos por duas ou mais famílias. Nos mercados, filas enormes disputavam os poucos produtos disponíveis. Viva o capitalismo.

Marcas de luxo brasileiras

Thursday, August 21st, 2008

Não é surpresa que entre as dez marcas de luxo mais famosas do mundo nenhuma seja brasileira; e se expandirmos a amostra, é provável que mesmo entre as cem marcas de luxo de mais peso no mundo nenhuma seja brasileira.

Existem diversas barreiras para se alcançar o status de marca de luxo global. O mais importante de todos os critérios é oferecer um produto ou serviço de indiscutível alta qualidade, que seja aprovado pelo consumidor mais exigente, consumidor esse do tipo que tem facilidades para conhecer o mercado de Paris, Nova York, Toquio, São Paulo. Depois, esse padrão de qualidade deve ser mantido por longo tempo, de forma que conquiste a confiança e fidelização dos consumidores; e para solidificar essa fidelização, é conveniente manter a marca na mente dos usuários por meio de campanhas impactantes de marketing.

No Brasil, uma barreira adicional é a distribuição desigual de renda. Apenas o topo da pirâmide social brasileira é mercado potencial para produtos de alto luxo, e esse topo é pouco numeroso (em países com melhor distribuição de renda, existe uma classe rica mais numerosa).

Mesmo com essas barreiras, há algumas marcas que, embora sem o mesmo prestígio dos grandes nomes internacionais, como Louis Vuitton, Ferrari ou Rolex, estão bastante associadas ao mercado de alto luxo.

A joalheria H. Stern é provavelmente a marca brasileira mais conhecida no exterior, graças à estratégia da empresa de emprestar jóias a atrizes para uso em aparições públicas (em 2004, Angelina Jolie apareceu na cerimônia do Oscar com uma jóia H. Stern no valor de 10 milhões de dólares, e em 2008 foi a vez, entre outras, de Helen Mirren, que ganhou o Oscar em 2007). A H. Stern foi fundada pelo alemão Hans Stern no Rio de Janeiro em 1945, e graças à beleza das pedras brasileiras, já em 1960 tinha atuação internacional.

Outra marca associada ao luxo é a do Copacabana Palace; embora talvez já não seja o cinco estrelas mais requintado do Rio (pois há aqui certa subjetividade por conta das necessidades de cada hóspede), é certamente o hotel mais conhecido e procurado por milionários estrangeiros. Não é à toa que Madonna ficou no Copa na turnê recente pelo Brasil, e não por acaso foi lá também que os Rolling Stones se hospedaram no mega show de 2006; além deles, diversos reis, rainhas e presidentes já se hospedaram no Copacabana Palace.

No mercado brasileiro, a marca de luxo mais conhecida é a Daslu. A Daslu começou como uma boutique que importava e vendia grifes internacionais, mas sua imagem ficou tão associada àquelas marcas que logo se tornou ela própria uma grife de luxo. Atualmentet, a Daslu vende tambem produtos com sua própria marca.

Outras marcas brasileiras começam a despontar como preferidas entre os ricaços brasileiros, mesmo os que poderiam optar por concorrentes estrangeiros. É o caso, por exemplo, da Schaefer Yachts, de Santa Catarina, que especializou-se no projeto de iates adaptados à costa brasileira; ou, para continuar no terreno dos meios de transporte, do Phenon 100, jatinho executivo da Embraer eleito o mais luxuoso de sua categoria; ou da Chocolat du Jour, que produz chocolates comparáveis aos melhors do mundo; ou ainda da Cyrela, construtora de imóveis de alto padrão que tornou seu proprietário, Elie Horn, um dos membros do restrito clube dos bilionários brasileiros.

É de se esperar que, à medida que a economia brasileira aumente sua importância global, essas marcas conquistem, consolidem ou ampliem seu prestígio como marca de luxo global.

Marca de relógio mais exclusiva - e cara - do mundo

Wednesday, August 20th, 2008

Qual a marca de relógio de luxo preferida pelos realmente ricos? Rolex? Cartier?

Em 2006, o Luxury Institute, instituto com sede em Nova York que realiza pesquisas sobre os hábitos dos consumidores mais ricos dos Estados Unidos, conduziu um estudo para aferir qual marca de relógio de pulso gozava de maior prestígio entre os milionários (apenas pessoas com patrimônio superior a US$ 5 milhões foram entrevistadas).

A Cartier ficou na 13ª posição; a Rolex ficou em 10º; em quinto, ficou a Breguet. A marca de maior prestígio foi a suíça Franck Muller.

Franck Muller Aeternitas

Franck Muller Aeternitas

Não fique surpreso se você não conhecer a Franck Muller. Muito pouca gente a conhece. Mesmo nos Estados Unidos, são vendidos aproximadamente 4.500 relógios por ano.

Os relógios são encontrados apenas em butiques exclusivas. E as vendas são feitas apenas por indicação. “Poderíamos vender muito mais”, afirmou o Presidente da empresa nos Estados Unidos; “mas não é de nosso interesse massificar nossos produtos”.

O Franck Muller mais barato, feito de quartzo e aço inoxidável, custa US$ 4.800. Os modelos mais caros custam por volta de US$ 600 mil.

Em 2006, a empresa prroduziu em série especial e limitada o relógio Aeternitas, com um calendário permanente e cronômetro de frações de segundos. Ele indicará os dias da semana, datas, meses e fases da lua pelos próximos mil anos (incluindo, claro, os anos bissextos). Preço: US$ 736 mil.

Quer mostrar que é mesmo rico? Esqueça Rolex, Piaget, Patek Philippe. Consiga um Franck Muller.

Pacote de viagem de US$ 1 milhão

Thursday, August 14th, 2008

Você está disposto a pagar US$ 1 milhão por um pacote turístico?

O Emirates Palace Abu Dhabi, hotel de altíssimo padrão situado em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, está oferendo um pacote turístico de 1 milhão de dólares.

Emirates Palace Hotel

Emirates Palace Hotel

Tradução da página do site do hotel:

Emirates Palace lança um extravagante Pacote de Um Milhão de Dólares

A estonteante grandeza de um dos hotéis mais caros jamais construídos exige que se ofereçam serviços ultra-luxuosos aos hóspedes, incluindo confortos incomparáveis e incríveis pacotes feitos sob medida. O Emirates Palace excede todas as expectativas em sua última iniciativa: um fantástico pacote, a ser lembrado por toda a vida, ao pesado custo de US$ 1 milhão.

O pacote incorpora pura opulência, e inclui o seguinte, para dois hóspedes:

  • Viagem ida e volta em primeira classe até Abu Dhabi a partir de qualquer destino servido pela Etihad Airlines (infelizmente, essa companhia não voa para o Brasil; entretanto, há vôos diretos entre São Paulo e Dubai, pela Emirates, companhia aérea de Dubai).
  • Sete noites de estada na Palace Suite, com 680 metros quadrados, no Emirates Palace Hotel, com tudo incluído
  • Um Maybach com motorista à disposição durante toda a estada em Abu Dhabi
  • Tratamento todos os dias no Ananpara Spa
  • Viagem de um dia em jatinho particular até o Irã, para criação de um tapete persa individualizado, feito pelo mais exclusivo e renomado tapeceiro Iraniano
  • Viagem de um dia em jatinho particular até o Mar Morto, na Jordânia, para visitar o famoso mar e experimentar uma tarde de tratamento de Anantara spa no Kempinski Hotel Ishtar
  • Viagem de um dia em jatinho particular até o Bahrein, para uma pesca de pérola em águas profundas; as pérolas serão posteriormente trabalhadas a mão para transformação em jóias
  • Jogar golfe no Adu Dhabi Golf Club
  • Produzir o próprio perfume com experts da YAS Perfumes
  • Pesca em águas profundas
  • Diversos agrados, incluindo: champanhe ao pôr do sol; passeios em ilhas desertas; coleção das pérolas mais raras do mundo, trabalhadas por Robert Wan; coleção de armas esportivas da Holland & Holland.

Interessados, ligar para 00 971 6908888

As marcas de luxo mais poderosas do mundo

Sunday, August 10th, 2008

A revista Forbes publicou recentemente um artigo chamado As Mais Poderosas Marcas de Luxo do Mundo (World’s Most Powerful Luxury Brands).

Esse tipo de lista depende de diversos fatores; nesse trabalho da Forbes (que a própria revista declara ter sido baseada em outro trabalho de uma agência de publicidade que tem contratos com diversas das marcas escolhidas), o principal fator foi supostamente a força da marca, ou seja, o quanto elas conseguem influenciar seus consumidores (o usuário é fiel? ele continuará consumindo a marca? ele acredita no futuro da marca?). Além disso, embora isso não tenho ficado explícito, a Forbes levou em conta também o faturamento de cada marca (a reportagem informa qual foi o volume total de vendas de cada marca).

De qualquer forma, é evidente que as dez marcas escolhidas, se não são as mais poderosas, estão certamente colocadas entre as marcas de mais prestígo no mundo, e por isso vale a pena conhecê-las.  ei-las, em ordem decrescente, com alguns comentários:

10) Fendi. Marca italiana de bolsas. O modelo Baguette ganhou fama no final dos anos 90, e atualmente a principal peça é a B Bag. A Baguette ganhou nova vida graças ao Sex and the City, onde a bolsa é usada pela protagonista.

9) Moet Chandon. Champanhe. Enquanto outras marcas vêm e vão, a Moet continua presente nas principais festas e eventos do mundo (por exemplo, é sempre uma Moet que os vencedores dos GPs de Fórmula 1 estouram).

8) Armani. Embora sofra concorrência e assédio de grandes marcas, o bilionário estilista Giorgio Armani consegue manter sua própria empresa individual. Recentemente, Armani cedeu seu nome para a Samsung, e também abriu restaurantes e hotéis com sua marca.

7) Hennessy. Conhaque. Apresenta grande crescimento entre novos milionários da Rússia, China e Vietnam; uma garrafa de Hennessy é um presente muito bem recebido por noivos chineses.

6) Rolex. A famosa marca de relógios suíça é possivelmente, de acordo com a Forbes, o produto mais falsificado do planeta. Sua força depende também muito dos novos ricos russos e chineses.

5) Chanel. A marca francesa de alta costura, acessórios, perfumes e produtos de beleza continua a manter suas fiéis clientes de meia idade, e consegue atrair mais e mais clientes jovens. Os produtos de alta costura estão vendendo como nunca, enquanto o setor de acessórios deve beneficiar-se da recente união com a Luxottica.

4) Cartier. Os diamantes da Cartier são provavelmente os mais brilhantes de todos. A Cartier é dona de outras marcas como Van Cleef e Arpels.

3) Gucci. Embora o faturamento recente tenha diminuído, a marca permanece uma das mais poderosas do mundo. A Gucci é dona de outras marcas de prestígio como Alexander McQueen, Stella McCartney (estilista inglesa, filha de Paul McCartney) e Bottega Veneta.

2) Hermès. A empresa tem ações na bolsa, mas o controle ainda é da família Hermès, o que seria, segundo especialistas, garantia da qualidade da marca. As bolsas são ainda projetadas, cortadas e costuradas manualmente na França, o que explica por que uma versão básica da conhecida Birkin custa US$ 8.000.

1) Louis Vuitton. A marca Louis Vuitton é apenas a mais conhecida do grupo LVHM, que inclui também, entre outras, a Fendi, a Moet Chandom e a Hennessy. Segundo a Forbes, a Louis Vuitton foi fundada em 1834, e desde então tem feito sucesso porque se dedica a produzir artigos de qualidade, e não produtos da moda.

Livro: Riquistão

Friday, August 8th, 2008

Título: Riquistão. Como vivem os novos-ricos e como construíram suas megafortunas.

Original em inglês: Richistan: a journey through the American wealth boom and the lives of the new rich.

Autor: Robert Frank. Editora Manole. ISBN 978-85-204-2727-9.

Confira preço do livro Riquistão à venda pela internet.

O livro tem aproximadamente 230 páginas e 11 capítulos.

Abaixo, os títulos dos capítulos e breve resumo dos seis primeiros.

Cap. 1. Campo de treinamento de mordomos. Os novos ricos são exigentes com mão de obra; “se os patrões tiverem quatro residências, provavelmente exigirão que as gavetas das cômodas e os armários dos banheiros sejam organizados exatamente da mesma forma em todas as casas para que não tenham de perder tempo procurando meias ou comprimidos.” Diversos negócios surgiram para dar treinamento aos serviçais de milionários; a Starkey International dá treinamento militar aos futuros mordomos (salário estimado para um mordomo: US$ 80 mil mensais).

Cap. 2. A Terceira Onda. Até hoje, houve dois períodos que viram o surgimento de muitos milionários nos Estados Unidos: a Era da Corrida do Ouro e a Década de 20; na primeira, formaram-se as fortunas dos milionários das ferrovias, do petróleo e do aço, enquanto na segunda vieram os milionáris do rádio, dos automóveis e dos telefones. A onda atual é devida principalmente aos setores do mercado financeiro e de novas tecnologias (internet), que permitem um livre fluxo de informações e dinheiro ao redor do mundo.

Cap 3. Construindo a riqueza. No quadro atual, os milionários podem surgir em qualquer segmento econômico ou social. O livro cita exemplos de pessoas e famílias que se tornaram milionários em setores tão díspares como materiais para telhado (John Menard), comércio de batatas (J. R. Simplot), açougues (família Tyson), padarias (família Schwebel),  bichos de pelúcia (Ty Warner).

Cap. 4. Aproveitando a riqueza. “Pouco antes do amanhecer, Tim Blixseth está parado no convés de seu iate de 157 pés em seu roupão de banho. No dia seguinte ele acordou em seus aposentos de 280 m2 no Yellowstone Club, clube privado de golfe e esqui fundado por ele em Montana Rockies. No dia seguinte, acordou nas luxuosas instalações de sua fazenda de pesca, de 1.200 hectares, em Wyoming”. Como os ricos fazem para ganhar e dinheiro e ao mesmo tempo desfrutar dele.

Cap. 5. Perdendo a riqueza. O capítulo fala de diversos bilionários como Pete Musser, que perderam a maior parte de sua fortuna.

Cap. 6. Bárbaros no salão de baile. Os ricos tradicionais vêem com reservas a chegada dos novos ricos. Em Palm Beach, lar dos mais ricos entre os ricos, a tradicional festa da Cruz Vermelha era organizada há décadas por Marjorie Merriweather Post, até que há alguns anos o novo-rico Simon Fireman fez uma doação milionária e tornou-se o novo patrono. Diversos ricos das antigas deixaram de frequentar a festa.

Cap. 7. Tamanho é documento.

Cap. 8. Filantropia performática.

Cap. 9. Abra Alas, Coalizão Cristã.

Cap. 10. Os Ricos preocupados.

Cap. 11. Aristokids.

Cap. 12. Desigualdade Social e o Futuro do Riquistão.

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