Archive for December, 2008

Clive Christian - o perfume mais caro do mundo

Wednesday, December 31st, 2008

O perfume mais caro do mundo é produzido pela Clive Christian: trata-se do Clive Christian Imperial Majesty, uma versão estilizada do perfume Christian Nº 1.

O Nº 1 é o mais tradicional da casa Christian. Os ingredientes do Nº 1 são da mais alta qualidade e mais alta concentração existentes, o que significa que a produção é limitadíssima; apenas 1000 frascos para mulheres e 1000 frascos para homens são produzidos por ano, o que faz desse perfume um dos mais exclusivos, desejados e caros do mundo (a imagem abaixo, na qual se lê “O Perfume Mais Caro do Mundo”, foi retirada do site da Clive).

Para os ainda mais exigentes, a Christian oferece o Nº 1 Imperial Majesty, em uma apresentação especial. O perfume (com 16 onças, ou 473 ml) vem em um frasco de cristal Baccarat, encrustado com um diamante branco de 5 quilates, com adornos da coroa da Rainha Vitória, tudo envolto em um colar de ouro.

O preço do frasco é £ 115.000 (mais de R$ 500 mil); a entrega é personalizada, com um Bentley. Apenas dez frascos foram produzidos; um dos frascos está à venda na beautique.com.

A página da beautique com informações está aqui. Como é possível que página seja removida (após as vendas se esgotarem), segue abaixo uma imagem da mesma.

Perdas bilionárias

Wednesday, December 31st, 2008

O que você diria se visse seu patrimônio diminuir US$ 30 bilhões em nove meses?

Foi isso o que aconteceu com o empresário indiano Anil Ambani, controlador do grupo Reliance, que tem forte participação em diversos setores de infra-estrutura na India, como comunicações, energia, etc. Em março de 2008, a fortuna de Ambani era avaliada em US$ 42 bilhões; nesse final de ano, de acordo com esse artigo sobre perdas dos bilionários, o valor encontra-se em “apenas” US 12 bilhões.

Segundo o artigo, mais de 300 pessoas perderam mais de US$ 1 bilhão com a crise. Na India, um grupo de apenas quatro pessoas (Anil, seu irmão Mukesh, o magnata do aço Lakshmi Mittal e o barão de terras K.P. Singh) perdeu um total de US$ 100 bilhões. Outro país fortemente afetado foi a Rússia, que depende fortemente dos preços do petróleo; Oleg Deripaska, o mais rico dos russos, viu seu patrimônio diminuir de US$ 28 bilhões para US$ 10 bilhões.

E esse fenômeno ocorreu também no Brasil, conforme descreve essa recente reportagem da revista Exame. Dos 39 novos bilionários que surgiram no Brasil nos últimos quatro anos, 34 perderam o status com a recente crise (ou seja, viram seu patrimônio reduzir-se a menos de R$ 1 bilhão).

O caso mais notório foi o de José Auriemo, controlador da construtora JHSF, focada na construção de imóveis comerciais e residenciais de alto padrão, como o recente complexo Cidade Jardim; Auriemo viu seu patrimônio diminuir 90%, caindo de R$ 2,2 bilhões para R$ 220 milhões.

Assim como lá fora, a maioria das grandes perdas bilionárias no Brasil foi decorrência da queda das bolsas de valores; bilionários tradicionais, brasileiros e estrangeiros, parecem ter sido menos afetados.

LVMH, PPR, Richemont : oligopólio no mercado de luxo

Friday, December 26th, 2008

Todos conhecem algumas razões pelas quais produtos de luxo custam caro: a alta qualidade dos produtos, o prestígio conferido a quem compra, o marketing intensivo, etc.

Mas há outra razão que contribui para o aumento de preços, essa não tanto conhecida: os oligopólios. Um oligopólio fica caracterizado quando, num certo mercado, existem muitos compradores e poucos vendedores, permitindo a esses últimos uma liberdade na determinação de preços; isso explica, por exemplo, por que, no oligopolístico mercado brasileiro de refrigerantes, Coca-Cola e Guaraná Antarctica custam muito mais caro do que uma Tubaína (ou sua equivalente nordestina, a cajuína).

Se um rico achar cara uma garrafa de Moet et Chandon e resolver, por protesto, comprar uma Veuve Clicquot, estará na verdade comprando do mesmo fornecedor, a LVHM, dona também da Louis Vuitton, e maior conglomerado de produtos de luxo do mundo.

São três os principais grupos detentores de marcas de luxo no mundo: LVHM, PPR e Richemont.

LVMH são as iniciais de Louis Vuitton, Moet et Chandon e Hennessy (não por coincidência, essas três estão incluídas entre as dez mais famosas marcas de luxo do mundo). A LVMH é proprietária também das seguintes marcas, entre diversas outras (para conhecer todas as marcas, visite essa página da LVMH): Veuve Clicquot, Chopin vodka e Mercier (bebidas); Dior, Tag Heuer, Zenith e Hublot (jóias e relógios); Louis Vuitton, Fendi, Donna Karan, Emilio Pucci, Givenchy, Kenzo e Marc Jacobs (moda e alta costura); Dior, Guerlain, Kenzo, Givenchy (perfumes).

PPR são as iniciais de Pinault-Printemps-Redoute, grupo criado pelo bilionário francês François Pinault (recentemente,  a Printemps foi vendida e desmembrou-se do grupo). Entre as marcas pertencentes à PPR, incluem-se (apenas as mais conhecidas no Brasil): Gucci, Yves Saint Laurent, Boucheron, Bottega Veneta, Alexander McQueen, Stella McCartney, Balenciaga, Fnac e Puma.

A Richemont foi criada em 1988 por um bilionário sul-africano, Johann Rupert, com o propósito de agregar marcas de luxo. Entre as marcas do grupo, incluem-se: Cartier, Van Cleef, Piaget, Vacheron Constantin, Jaeger-LeCoultre, Baume et Mercier, MontBlanc, Chloé e Polo Ralph Lauren.

Como se vê, boa parte do dinheiro gasto por consumidores do luxo acaba indo para os bolsos de algumas poucas pessoas.

Concurso público: salário mais alto do Brasil

Wednesday, December 24th, 2008

Notícia de ontem do portal Terra informa que surgiram questionamentos judiciais sobre o concurso para um cargo público com salário superior a R$ 100 mil; o tal cargo é o de Prático, profissional que auxilia os grandes navios na aproximação e ancoragem nos portos. O concurso é promovido pela Diretoria de Portos e Costas, subordinada à Marinha do Brasil; os aprovados no concurso são empossados como Praticante de Prático (ver edital do concurso de 2008).

E por que os práticos podem ganhar mais do que o teto salarial do serviço público (o teto é o salário dos Ministros do Supremo Tribunal Federal). Na verdade, não se trata de emprego nem de cargo público, e sim de uma função pública (daí a exigência de um concurso público); os práticos recebem pagamento de terceiros (os responsáveis pelos navios), e não dos cofres públicos; é uma situação semelhante à dos donos de cartórios (que também devem ser aprovados em concursos).

E isso significa também que nem todo prático ganha salários astronômicos. A renda do prático segue regulamentações da Marinha, e depende do volume de tráfego de navios, de seu tamanho, do valor da carga que transportam, da dificuldade de navegação nos arredores do porto, etc. Práticos em grandes portos, como Santos, podem ter salários (anuais) milionários.

Concentração de lojas de luxo em São Paulo

Tuesday, December 23rd, 2008

Embora o recente período de crescimento econômico tenha possibilitado o surgimento de novos milionários por todo o Brasil, é em São Paulo que se ainda se concentra grande parte do mercado de luxo do país; isso não é de surpreender, já que a abertura de novos pontos de marcas de luxo é muito mais seletiva do que o observado nos outros ramos do comércio (o Carrefour pode abrir uma nova unidade para atender a classe média de Fortaleza, mas a Ferrari certamente aguardará um crescimento maior).

Segundo a revista Exame 933, de dezembro de 2008, do total de US$ 1,66 bilhões do mercado de luxo, 70% são gastos em São Paulo. Mais do que isso: a maior parte desses 70% estão concentrados em quatro pontos de venda da cidade de São Paulo.

O mapa abaixo mostra o Quadrilátero do Luxo em São Paulo:


Exibir mapa ampliado

Nesse quadrado de pouco mais de 5 km de largura por 4 km de extensão, concentram-se os seguintes pontos:

Shopping Cidade Jardim (marcador azul). Principais lojas: Armani, Hermès, Louis Vuitton, Rolex, Tiffany & Co., Montblanc, Chanel, Ermenegildo Zegna, Salvatore Ferragamo, Gant e H.Stern.

Villa Daslu (marcador vermelho). Principais marcas: Louis Vuitton, Prada, Gucci, Tom Ford, Jimmi Choo, Dolce & Gabbana, Tod’s, Chanel, Valentino, Manolo Blahnik e Miu Miu.

Shopping Iguatemi (marcador verde). Principais marcas: Louis Vuitton, Gucci, Salvatore Ferragamo, Dolce & Gabbana, Ermenegildo Zegna, Bvlgari e Tiffany & Co.

Rua Oscar Freire e adjacências (marcador amarelo). Principais lojas: Cartier, Dior, Gant, Armani, H. Stern, Louis vuitton, Montblanc, Versace e Salvatore Ferragamo.

Abertura de loja Chanel

Monday, December 22nd, 2008

Em dezembro de 2008, a Chanel abriu sua nova loja no Brasil, situada dentro da Daslu do Shopping Center Cidade Jardim (a Chanel tem outra loja dentro do Villa Daslu, e a parceria entre as marcas vem desde a década de 90).

A nova loja foi desenhada e mobiliada por Paris; o chão é em mármore bege, a mobília em preto, estilo clássico e sofisticado. Em comparação com a loja da Villa, nessa nova haverá maior oferta de acessórios, incluindo relógios; destaque também para a seção de cosméticos e maquiagem, que poderão ser provados em um estúdio.

Os preços das bolsas variam de R$ 4.680 a R$ 13.460 (um modelo com pêlo de pônei); para algo com preço mais módico, mas sempre ostentando o símbolo da Chanel, o broche de tecido em formato de camélia sai por R$ 680.

E como será a receptividade do público a essa nova loja, nesses tempos de crise?

O jornal O Estado de São Paulo este presente à abertura da nova loja e escreveu artigo com o título: Muita Festa, Pouco Consumo. Segue um trecho: “A abertura de uma loja das grandes grifes internacionais é motivo de euforia entre os brasileiros da classe A. As festas são abastecidas de espumante e canapés e a clientela costuma se esbaldar e sair carregada de sacolas. Mas o clima foi outro na abertura da Chanel no Shopping Cidade Jardim, um dos endereços do luxo de São Paulo. O que se via na semana passada era muita gente e poucas compras. Sinal de alerta na alta renda. A aversão ao endividamento nesses dias de crise econômica global, mesmo diante de modelos Chanel, é fácil de entender.”

Mas Eliana Tranchesi, dona da Daslu, afirmou não estar sentindo a crise, numa entrevista recente à Gazeta Mercantil: “Essa semana tivemos três mil pessoas na Villa Daslu, e quase mil na loja do Shopping Cidade Jardim. E nós temos uma porcentagem altíssima de vendas: 40% de quem entra na Daslu passa no caixa; no comércio em geral, essa porcentagem é muito menor”, garante Eliana. E ela tem explicação: “Em tempos de crise, a mulher que vai gastar não pode errar. Ela tem de apostar em qualidade por melhor preço. Além de ter a garantia que está realmente comprando moda e tendência. Por isso ela procura a Daslu e outras grifes de renome internacional”.

Livro: A Bola de Neve - Warren Buffett e o negócio da vida

Sunday, December 21st, 2008

Já está disponível nas livrarias a biografia de Warren Buffett. O livro chama-se A Bola de Neve - Warren Buffett e o Negócio da Vida. Confira preços do livro à venda pela internet no Brasil.

Warren Buffett - Bola de Neve

Warren Buffett - Bola de Neve

O título deriva de um dos pensamentos de Buffett: “A vida é como uma bola de neve. O importante é encontrar neve úmida e uma colina bem longa.”

A autora é Alice Schroeder, uma ex-analista de Wall Street; Alice não apenas foi autorizada por Buffett, como teve todo seu apoio, e foi ainda orientada a “quando se deparar com duas versões sobre um mesmo fato, registrar no livro a menos lisongeira delas”.

Duas características do livro chamam de imediato a atenção: a grossura (950 páginas) e o baixo preço. Na Saraiva, o livro sai por R$ 55,90; vários livros com muito menos volume (custo menor) e muito menos relevância (menos valor) costumam ter preço mais alto.

Após ler o livro, apresentarei minha opinião. Por enquanto, confira as resenhas, em inglês, da Amazon e da Barnes&Noble.

Confira preços do livro à venda pela internet no Brasil.

Copacabana Palace

Friday, December 19th, 2008

O Copacabana Palace é o hotel brasileiro mais conhecido no mundo, certamente um dos mais luxuosos, e possivelmente o hotel mais caro do Brasil.

O Copacabana foi construído pelo empresário Octavio Guinle e foi inaugurado em 1923; um dos sobrinhos de Octavio foi o playboy Jorginho Guinle, falecido em 2004 num quarto do Copabacana Palace, que se gabava de jamais ter trabalhado na vida. O Palace foi o primeiro edifício de grandes dimensões em Copacabana; à época de sua inauguração, estava rodeado apenas de casas e mansões.

O projeto arquitetônico seguiu o estilo de dois renomados hotéis europeus: o Negresco, em Nice, e o Carlton International, de Cannes. A decoração empregou os mais nobres dos materiais existentes, como mármores de Carrara e cristais da Boêmia.

Na década de 1980, o Copa e os Guinle passaram por um período de decadência, e cogitou-se inclusive a demolição do hotel. Em 1985, o hotel foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Em 1989, o Copa foi vendido para a cadeia de hotéis de luxo Orient Express, e retomou sua trajetória de glamour e sucesso.

Atualmente, o hotel tem 240 acomodações, sendo 112 quartos e 128 suítes, distribuídas entre o prédio principal (Main Building) e um anexo nos fundos (Tower Wing).

O valor das diárias vai de US$ 455 (mais barato, quarto no prédio principal com vista para a cidade) até US$ 2400 (penthouse, no sexto e último andar do prédio principal). A diária varia com o tamanho do quarto, andar, vista (para o mar ou cidade), conforto e serviços. O preço não inclui café da manhã, e será acrescido de taxas de serviço (10%), impostos municipais (5%) e uma taxa turística opcional de R$ 9; uma criança de até doze anos fica como cortesia no mesmo quarto dos pais; animais de estimação são admitidos, desde que pequenos e silenciosos, a uma taxa de US$ 230 por animal.

Por ocasião do show de Madonna, o Copa apresentou algumas fotos da penthouse. Segundo a revista Caras, Madonna alugou todas as sete penthouses do Copabana Palace, a um custo de R$ 35.000 por dia (valor condizente com a tabela do hotel). Abaixo, algumas fotos:

Copacabana Palace

A maior das suites penthouses tem mais de 100 m2 de área. As sete suítes podem ser conjugadas, atingindo uma área de 220 m2. Hóspedes da suíte têm acesso a privilégios como obras de arte nos quartos, piscina exclusiva, balcão com vista para o mar, serviços de mordomo 24 horas.

O whisky mais caro do mundo

Sunday, December 14th, 2008

De acordo com a Forbes, o whisky mais caro do mundo é o Macallan Fine & Rare, safra 1926. A Macallan já vendeu todas as garrafas que produziu, ao preço de US$ 36.000.

No Brasil, o whisky mais caro é provavelmente o Johnnie Walker Blue Label. Confira o preço do Johnnie Walker Blue Label.

Segundo o site Vintages, especializado na venda de bebidas finas, a última garrafa da safra de 1926 foi vendida por US$ 54.995; há ainda, entretanto, garrafas de diversas outras safras, por preços mais módicos (entre US$ 1.695 e US$ 11.995). Se você fizer questão de provar da safra de 1926, contudo, visite o restaurante Old Homestead, no Hotel e Casino Borgata, em Atlantic City, onde cada dose custa US$ 3.300.

Whisky mais caro do mundo

Whisky mais caro do mundo

A The Macallan é uma das mais antigas e tradicionais marcas de whisky da Escócia (a História da Macallan, segundo o site da empresa, começou no século 16). A Macallan é a mais renomada produtora de whisky “single malt” no mundo; single malt significa que o whisky é produzido em uma única destilaria (outras marcas produzem whisky “blended malt”, o que significa que o malte utilizado provém de diversas destilarias).

Se você acaso tiver a oportunidade de provar um Macallan, siga as sugestões da própria sobre “como melhorar apreciar um Macallan“:

“Pegue seu copo e coloque uma dose de Macallan. Levante o copo contra a luz e perceba a cor esplendorosa. Agora agite a incomparável bebida gentilmente no copo para liberar os complexos aromas. Agora a parte mais importante da degustação, leve o copo próximo ao nariz e sinta o perfume, uma experiência sensorial única.

Nesse momento você deve adicionar um pouco de água ao whisky. Assegure-se de que a água não tem gás, está gelada e fresca. Agite o copo e sinta o perfume do Macallan novamente. Delicie-se com as sutis mudanças do buquê, à medida que a água ajuda na liberação de um novo conjunto de aromas.

Finalmente, é hora de provar e saborear o Macallan. Se você preferir, pode colocar gelo, como é a escolha de muitos apreciadores conhecedores. Mas quer seja puro, com água, com ou sem gelo, você perceberá por que o Macallan é o whisky single malt com o qual todos os outros tentam se comparar.”

No Brasil, o whisky mais caro é provavelmente o Johnnie Walker Blue Label. Confira o preço do Johnnie Walker Blue Label.

O diamante mais caro do mundo

Sunday, December 14th, 2008

Em 10 de dezembro, a casa de leilões inglesa Christie’s leiloou o diamante mais caro já vendido no mundo: o joalheiro inglês Laurence Graff pagou £ 16.393.250 (ou  US$ 24.311.191 ou algo mais de R$ 50 milhões) pelo diamante Wittelsbach.

O Wittelsbach é um diamante azul de 35,56 quilates encontrado na India. A jóia fez parte das coroas de diversos reinos europeus. Em 1664, o Rei Felipe da Espanha comprou o diamante e o ofereceu como dote de casamento de sua filha Margarete Teresa com o príncipe Leopoldo da Austria; foi por meio dessa ramificação austríaca que a pedra chegou à família Wittelsbach, uma casa real européia da Baviera (sul da Alemanha, próxima a Munique).

Por séculos, a pedra passou por várias famílias reais européias; em 1921, ela foi vista em público durante os funerais do Rei Ludwig III da Baviera. A partir daí, segundo esse relato do catálogo de diamantes, o Wittelsbach foi envolto em mistério. Após a Primeira Guerra, a situação esteve turbulenta na região da Alemanha, quando diversos reinos desapareceram e deram surgimento à República de Weimar; nesse período, o diamante desapareceu. Em 1931, a Christie’s anunciou o leilão do diamante, mas não houve comprador (o lance inicial foi de £3000); após o leilão, a pedra em exposição teria sido substituída por uma falsa, enquanto a verdadeira teria desaparecido.

Em 1962, um famoso joalheiro belga, Joseph Komkommer, recebeu um pedido para que cortasse um diamante em pedras menores. Komkommer reconheceu o diamante azul como sendo o então desaparecido Wittelsbach, e, em vez de cortá-lo, conseguiu formar um consórcio com joalheiros americanos e belas e comprar a jóia por £180.000 (os vendedores não foram identificados). Em 1964, o diamante foi vendido para um colecionador; desde então, ficou em coleções privadas, até surgir para leilão na Christie’s.

O diamante tem formato quase circular, com 24,40 mm de diâmetro e 8,29 mm de profundidade. Tem 82 faces, cuidadosamente trabalhadas.

O preço alcançado pelo Wittelsbach o torna o diamante mais caro já vendido no mundo. Entretanto, isso não o torna o diamante mais valioso do mundo; alguns diamantes como o Hope (44,50 quilates) provavelmente jamais serão colocados à venda (ao menos em público), e se o fossem, provavelmente alcançariam valores mais altos.