Archive for January, 2009

Ouro: refúgio em tempos de crise

Monday, January 19th, 2009

Por que os ricos gostam de ouro (e outros metais e pedras preciosos, como platina e diamantes)?

Os ricos e os poderosos gostam de ouro e diamantes porque estes são símbolos históricos de riqueza, fáceis de transportar e fáceis de dividir (quem assistiu a A Lista de Schindler se lembrará de que são exatamente esses argumentos que Schindler utilizou para subornar os alemães com diamantes), cujo valor está pouco sujeito a intervenções de Governos ou a descumprimentos de contratos (em tempos de crises, Governos e contratos tornam-se imprevisíveis).

O gráfico abaixo deixa isso mais claro. O gráfico mostra, a partir do início do século, o valor nominal do ouro nos Estados Unidos (linha azul) e o valor que deveria ter caso fosse ajustado pela inflação corrente (gráficos equivalentes para platina e diamante teriam aspecto semelhante).

A primeira coisa que se observa é que o ouro NÃO foi um seguro contra a inflação: o valor nominal foi sempre menor do que o valor ajustado pela inflação.

Mas se observa facilmente também que, até o início da década de 1970, o valor do ouro oscilava muito pouco. Isso ocorria porque durante todo esse período vigorou o chamado padrão ouro: o Governo dos Estados Unidos fixava qual o valor de um dólar em onças de ouro (e portanto fixava o preço do ouro em dólares); até 1933, uma onça de ouro valia US$ 20,67, e de 1933 até 1971 passou a valer US$ 35. O dólar em papel era simplesmente uma equivalência de uma determinada quantia de ouro.

Esse comportamento do governo americano era repetição do que outros governos e impérios poderosos faziam desde tempos ante-cristãos: as moedas eram feitas de ouro (ou prata), e portanto o valor das moedas era atrelado ao valor do ouro. Esse hábito milenar solidificou na mente de muitas pessoas (especialmente aquelas muito ricas) a idéia de que riqueza e ouro são intimamente associadas. Leia o histórico sobre o padrão ouro na wikipedia.

Em 1971, o Presidente Nixon resolve acabar, ou melhor, é forçado a acabar com o padrão ouro. O valor nominal estava muito abaixo do valor real, o que por um lado dava valor excessivo ao dólar perante outras moedas, e por outro lado estava permitindo que países estrangeiros comprassem o ouro americano a preços muito baixos; Nixon acabou com o padrão ouro quando o Presidente francês Charles de Gaulle anunciou que pretendia trocar todas as reservas em dólares da França em ouro americano (ver relato sobre a ação de de Gaulle na segunda metade desse artigo).

A partir de então, o ouro passou a oscilar de acordo com o mercado; e nota-se que o valor do ouro subiu em períodos de turbulências políticas, e desceu em períodos de calmaria.

O ouro deu seu maior salto relativo (subiu mais de seis vezes) durante as crises do petróleo, em 1973 e 1975; subiu novamente quando houve uma revolução no Irã, em 1979; caiu no longo período entre 1980 e 2000, que marcou o declínio do bloco soviético e o fim da Guerra Fria; e voltou a subir após o ataque terrorista de 2001.

Fica claro que, em períodos de incertezas políticas, tanto as pessoas como os Governos passam a acumular ouro, como forma de preservar a riqueza (em tempos de incerteza, uma promessa de um Governo estrangeiro perde valor); é algo semelhante ao que ocorre com os títulos do governo americano, com a vantagem de que o ouro pode ser mais facilmente negociado em qualquer lugar do mundo. E em períodos de calmaria, as pessoas preferem vender ouro e investir em títulos e ações, correndo o risco (que se supõe seja baixo) de que seus investimentos se desvalorizem.

Na atual crise financeira, quando muitos investidores perderam muito dinheiro e se viram perdidos no mercado de títulos e ações, o ouro acentuou a escalada que vinha desde 2002 (ver notícias aqui e aqui). Mas o gráfico abaixo, que cobre os últimos cinco anos, mostra que o preço está se acomodando, ou seja, os investidores (e os ricos) já ajustaram seus estoques de ouro às suas percepções de incertezas (essa página mostra a cotação do ouro em tempo real e nos últimos anos).

Mas o que é certo é que por todo o futuro previsível, o ouro e as pedras preciosas continuarão sendo símbolo de riqueza e, em consequencia, objetos de desejo.

Lacoste

Monday, January 19th, 2009

Lacoste é uma marca de luxo francesa que vende peças de vestuário, tênis e sapatos, perfumes, relógios, óculos, artigos em couro e, principalmente, camisas esporte.

La Chemise Lacoste (A Camisa Lacoste, em francês) foi fundada por Jean René Lacoste, um dos maiores tenistas franceses de todos os tempos; René tinha o apelido de “o crocodilo”, em razão de seu nariz alongado e de seu comportamento agressivo nas quadras. René foi um dos quatro mosqueteiros, tenistas franceses que dominaram os circuitos nos anos de 1920 e 1930; René ganhou diversos torneios de Grand Slam, e foi o número um do ranking em 1926 e 1927.

Após aposentar-se das quadras, René fundou a Lacoste em 1933, em parceria com André Gillier, dono da então maior empresa de camisas esportivas da França. As camisas de tênis da Lacoste logo fizeram sucesso, em razão do prestígio de René e da alta qualidade do produto. O crocodilo verde, presente desde o início, foi o primeiro símbolo a ser estampado no lado externo de uma peça de vestuário. Em 1952, a Lacoste começou a ser exportada para os Estados Unidos, onde logo estabeleceu-se como “símbolo de status dos esportistas de sucesso”.

Entretanto, logo a Lacoste conheceria contratempos no mercado norte-americano, dos quais somente viria a se recuperar no final do século (ver o artigo espécie em extinção). Para aumentar a rede de distribuição, a Lacoste firmou parceria com a General Mills (grande empresa do ramo alimentício), e juntas lançaram a marca Izod, que ficou firmemente associada à da Lacoste (os produtos eram vendidos sob a marca Izod Lacoste); e para ganhar mercado, a Izod passou a lançar produtos de baixo preço, com sacrifício da qualidade (por exemplo, as camisas deixaram de ser feitas em algodão puro e passaram a ser produzidas com partes de poliéster).

Em 1993, a Lacoste terminou a parceria com a Izod e readquiriu exclusividade sobre a própria marca. A empresa voltou a focar-se em produtos de alta qualidade; foi contratado o designer Christophe Lemaire, estilista de luxo; foram assinados contratos de marketing com esportistas famosos, como o tenista Andy Roddick e o golfista José Maria Olazábal. A Lacoste, como outras marcas de luxo, aproveitou o crescimento econômico global dos últimos anos para firmar-se como marca referência de status.

A Lacoste atua em diversos países, tanto em lojas próprias como em espaços de lojas maiores. A fabricação de diversos produtos é licenciada a terceiros; por exemplo, a Procter & Gamble é licenciada para produção de perfumes Lacoste, e a Samsonite tem licença para produção de bolsas e produtos em couro da Lacoste.

H. Stern : pedregulhos de ouro

Monday, January 19th, 2009

A joalheria brasileira H. Stern lançou sua mais nova coleção de braceletes com pedras de ouro; a peculiaridade é que as pedras têm todas formato irregular, reproduzindo os pedregulhos que se formam lentamente, ao longo dos anos, sendo banhados pela água de rios.

Os braceletes parecem formados por pedras apanhadas casualmente à beira-rio; as pedras, entretanto, são na verdade ouro branco de 18 quilates, com acabamento para dar o visual de pedras.

O bracelete acima tem 112.4 gramas de ouro, custa US$ 11.500 e pode ser comprado online.

A H. Stern é uma marca de luxo brasileira, com status comparável às grandes joalherias do exterior.

Coco Chanel

Sunday, January 18th, 2009

Coco Chanel foi uma das mulheres mais importantes na História da alta costura; ela foi a única pessoa do ramo de moda, homem ou mulher, a ser eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais importantes do século 20 (na rubrica Artistas e Entretenimento).

Seu nome era Gabrielle Bonheur Chanel (bonheur é a palavra francesa para “Felicidade”); nasceu em 1883 e faleceu em 1971.

Sua presença no mundo da moda foi tão forte que deixa traços até hoje. Fãs fazem como que uma peregrinação ao apartamento onde Chanel viveu em Paris, o qual foi preservado da forma como ela o deixou; costumes da estilista, como o estilo monocolorido e a atração por pérolas e pulseiras tamanho grande, são permanentemente relembrados e retomados; como a própria Chanel disse: “a moda passa, mas o estilo fica para sempre”.

Coco marcou presença por suas criações e também por suas opiniões. Para ela, as mulheres deveriam vestir-se com beleza, elegância e - principalmente - conforto, e não usar o vestuário como forma de exibição. Ela e seus quatro irmãos ficaram órfãos de mãe quando ela tinha seis anos, e foram abandonados pelo pai logo em seguida; entre outras ocupações, Chanel foi cantora em cafés (quando adotou o apelido Coco) e serviu como enfermeira durante a Primeira Guerra Mundial.

Abriu sua primeira loja em 1910; seus influentes casos amorosos ajudaram na conquista de clientes entre as altas sociedades francesa e inglesa. Coco nunca se casaria, embora tivesse relacionamentos com pessoas ilustres como Igor Stravinsky e o Duque de Westminster (então o homem mais rico da Europa).

Desde 1983, os produtos da Chanel têm sido desenhados por Karl Lagerfeld. O estúdio de Lagerfeld fica na mesma casa em que Coco trabalhava, que foi adquirida pela Chanel em 1920; o primeiro piso da casa abriga uma loja da marca, e no segundo piso trabalham cem costureiras de alta costura, produzindo peças exclusivamente à mão.

Em 1922, Chanel lançou seu primeiro perfume, o Chanel 5, que se tornaria o mais famoso da marca, sendo até hoje um dos perfumes mais vendidos do mundo.

Bebidas mais caras do Rio

Sunday, January 18th, 2009

O jornal O Globo publicou uma excelente reportagem sobre as bebidas mais caras servidas nos bares e restaurantes do Rio de Janeiro; o jornal pesquisou preços de bebidas como água mineral, cafezinho, whisky, etc. e encontrou resultados interessantes.

Entretanto, assim como a maioria dos grandes jornais, O Globo tem o mau hábito de não colocar links para sites externos, que possam enriquecer a reportagem; assim, segue abaixo um trecho da reportagem d’O Globo, comentado e complementado por esse blog.

Cerveja. Apesar do nome, a cerveja Falke Tripel Monasterium é brasileira (produzida pela Falke Bier), e ainda é difícil de ser encontrada no Rio - o boteco Aconchego Carioca, na Praça da Bandeira, é um dos poucos lugares onde ela é encontrada, ao preço nada convidativo: R$ 75 a garrafa de 750ml. Quando a Falke chega à mesa, porém, vê-se logo parte da razão do seu preço: para começar, a garrafa é de champanhe, com rolha e tudo; além disso, ela é feita com ingredientes importados e fermentada na própria garrafa por muito mais tempo que uma cerveja tradicional, afirma Kátia Lopes, uma das sócias.

Café. O café Jacu Bird é produzido de forma semelhante ao Kopi Luwak, o café mais caro do mundo, com a diferença de que em vez de um mamífero, é um passáro, o Jacu, quem come e expele os grãos de café; depois de colhidos à mão entre as fezes e devidamente processados, viram a iguaria, que custa R$ 8 a xícara, no restaurante Intervinos. Existe também um café orgânico normal produzido pela mesma fazenda - a Camocim, no Espírito Santo - sai a R$ 3,50, menos da metade daquele cujos grãos são selecionados pelo jacu.

Água mineral. No cardápio do Cipriani, restaurante no Copacanaba Palace, o que chama atenção é preço o da água mineral. A nacional de 330ml mais barata custa R$ 7 (com direito a rótulo personalizado do hotel). As mais caras são as italianas Panna e San Pellegrino, com meio litro, a R$ 18. E, no meio, a clássica Perrier, francesa, sai a R$ 15 (330ml).

Conhaque. Imagine beber tão somente 50ml de um conhaque e, por esse efêmero prazer, pagar estratosféricos R$ 1.002. É o preço de uma dose do conhaque Louis XIII, produzido pela destilaria francesa Rémy Martin, no Antiquarius. Há, claro, razões alegadas para esse preço: a bebida é o resultado da combinação de 1.200 conhaques diferentes, envelhecidos por temporadas entre 40 e cem anos em barris de carvalho limousin.

Whisky. O Ballantine’s 30 anos custa R$ 110, a dose, no Esplanada Grill (essa foi a única referência a whisky na reportagem do Globo; com alguma persistência, provavelmente teriam encontrado algum Johnnie Walker Blue, que certamente custaria mais caro). Leia também: o whisky mais caro do mundo.

Cachaça. A cachaça Havana tem história. Segundo se conta, quando o produtor Anísio Santiago foi impedido de usar o nome, substituiu os rótulos por outros; rResultado: as já vendidas viraram raridade. Em 2004, dois anos depois da morte de Santiago, o restaurateur Marcelo Torres arrematou um lote de seis delas em um leilão - e pôs a dose a R$ 59,60 no Bar do Grill.

Tequila. A exclusividade de uma garrafa da tequila Jose Cuervo Reserva de la Familia é um dos fatores que fez com que o Hotel Fasano estipulasse o preço de uma dose a R$ 81. Servida no Fasano Al Mare e no Londra, a Reserva de la Familia é a única tequila do hotel que vem em taça de cristal.

Viagem à India - melhores hotéis

Saturday, January 17th, 2009

A estréia da nova novela da Globo, Caminho das Indias, pode estimular a vontade dos brasileiros de viajar para aquele país. Como se sabe, a India é um país extremamente populoso e com grandes disparidades sociais; mesmo o turismo é mais focado nos atrativos espirituais e naturais, quando comparado a destinados como Nova York e Dubai, muito centrados em atrativos materiais e comerciais.

Isso não significa que não haja excelentes hotéis na India. Abaixo, algumas recomendações (fonte: Forbes) para aqueles que queiram conhecer o caminho das Indias com o máximo de conforto possível.

Até o final do século passado, não havia hotéis de luxo na India; existiam alguns hotéis espaçosos, situados até mesmo em antigos palácios, mas não havia luxo.

O primeiro hotel de luxo na India foi o Oberoi Rajvilas, inaugurado em 1997 na província de Jaipur; o Rajvilas tem 54 acomodações (algumas são tendas, com ar condicionado), com camas king size, lençóis de seda, banheiros em mármore, tudo em meio a imensos jardins. À época da inauguração, as diárias saíam por volta de US$ 300, muito mais do que qualquer outro hotel indiano até então; hoje, as diárias se iniciam por volta de 30.000 rúpias (US$ 600), e chegam a até sete vezes esse valor.

Movido pelo sucesso do Rajvilas, o grupo Oberoi Hotels construiu outras vilas pelo país. O Amarvilas, em Agra, fica a menos de dois quilômetros do Taj Mahal (mais conhecido ponto turístico da India, foto acima); o Udaivilas, em Udaipur, à beira do Lago Pichola, faz o hóspede sentir-se um verdadeiro marajá desde a chegada. O Oberoi tornou-se a maior cadeia de hotéis de luxo da India.

Mas logo o Oberoi ganhou a concorrência do Amanresorts, uma das maiores cadeias de hotéis de luxo no mundo (que tem planos de abrir resorts Aman no Brasil). A Aman construiu o Amanbagh em Alwar, numa área que pertencia a um verdadeiro marajá; o hotel tem 40 quartos com área de quase 100 metros quadrados, e está localizado nas proximidades de um santuário ecológico, onde vivem tigres e panteras.

Com o crescimento do setor de hotelaria de alto padrão, aqueles palacetes rústicos do século passado resolveram também disputar um espaço do mercado. O maior exemplo é o Devi Garh Fort Palace (foto à direita), que conseguiu combinar uma moderna decoração minimalista com a imponente arquitetura do século 18; olhando-se para esse Palácio Fortaleza, é difícil acreditar que ele acomode tão somente 39 suítes.

E para completar, recentemente chegaram os americanos e seus serviços de alto padrão. O Four Seasons Mumbai (Mumbai, antiga Bombaim, é a capital financeira da India), inaugurado em 2008, apresenta o costumeiro padrão cinco estrelas da rede Four Seasons aliado a uma gama de serviços voltados principalmente para homens de negócios; por exemplo, hóspedes podem alugar um dos BMW série 7 para se locomover com conforto pelo conturbado trânsito indiano.

Definitivamente, se dinheiro não for problema, é possível conhecer toda a India com muito conforto.

Hotel de luxo em Nova York

Friday, January 16th, 2009

Não é muito fácil se determinar qual O quarto de hotel com a diária mais cara do mundo: as acomodações mais caras são do tipo Real ou Presidencial, e os preços variam de acordo com fatores como demanda sazonal ou serviços extras.

Mas certamente a cobertura do hotel mais luxuoso da cidade mais capitalista do mundo é forte candidata ao título de quarto de hotel mais caro do mundo; trata-se da Ty Warner Penthouse, situada no último andar do Hotel Four Seasons em Nova York (Ty Warner é um bilionário americano que fez fortuna na indústria de brinquedos e hoje é proprietário do Four Seasons Nova York).

A cobertura de vista de 360 graus de Manhattan (uptown, downtown, midtown, Central Park, Estátua da Liberdade, todas as pontes), pé direito de 7,6 metros (e teto de catedral), nove ambientes (quarto principal, salas de estar, jantar e café da manhã, biblioteca, jardim interno, etc) com elevador privativo, área total de 400 metros quadrados (o balcão tem 213 metros de comprimento).

A decoração emprega os melhores mármores, pérolas, candelabros, pinturas. Hóspedes contam com um spa privativo, mordomo e personal trainer privativos, um Rolls Royce ou um Maybach com motorista.

As diárias do hotel iniciam-se a partir de US$ 855, mas não há preço divulgado para a Ty Warner Penthouse; sites de renome como o Wealth Bulletin e a Marie Claire mencionam o valor de US$ 34.000, ou aproximadamente R$ 80.000 por dia (para comparação: cada uma das sete penthouses do Copacabana Palace sai por aproximadamente R$ 7.000 a diária).

Ricos gastam mais com diversão e entretenimento

Tuesday, January 13th, 2009

O gráfico abaixo foi preparado pela Euromonitor International, e mostra como as pessoas em diversos países do mundo estão gastando seu dinheiro (clique na imagem para ampliá-la). O estudo considera apenas os gastos em que as pessoas incorrem por escolha própria: diversão, vestuário, produtos eletrônicos, bebida e fumo e produtos para o lar - gastos obrigatórios, como os com alimentação, habitação e despesas médicas não estão incluídos.

O gráfico mostra que em todos os países ricos pesquisados, o item que responde pela maior parte dos gastos é diversão; na maioria dos países ricos, o segunto item é produtos para o lar, enquanto produtos eletrônicos ficam em último.

Já nos países pobres, o item em que mais se gastou foi vestuário. O Brasil é o único país em que a maior parte da renda foi destinada a bebidas e fumo.

Rolex

Sunday, January 11th, 2009

A História da Rolex mostra por que a marca é conhecida por oferecer produtos de alta qualidade, não sujeitos a modismos, reservados para poucas pessoas que atingem o sucesso.

Essa busca obsessiva pela qualidade vem desde o fundador, Hans Wilsdorf, um alemão nascido em 1881, casado com uma inglesa, que abriu em 1905 em sociedade com seu cunhado a Wilsdorf and Davis, em Londres; em 1919, pressionado pelos altos custos de importação ingleses, a empresa de Wilsdorf mudou-se para a Suíça, onde adotou o nome Rolex. Rolex é um nome sonoro, pronunciável em diversos idiomas, e curto o suficiente para caber no mostrador de um relógio.

No início do século 20, o costume ainda era usar relógios de bolso, pois faltava aos relojoeiros habilidade manual para trabalhar com mecanismos em espaços reduzidos, para formar relógios de pulso; pois Wilsdorf demonstrou ser um dos mais habilidosos relojoeiros do mundo, e foi dos primeiros a apresentar relógios de pulso de alta qualidade. Em 1910, relógios de pulso de Wilsdorf foram os primeiros no mundo a receberem da Escola de Relojoaria da Suíça a categoria de cronômetros, um atestado de que eles marcavam o tempo com precisão.

Mas Wilsdorf queria, além de precisão, confiabilidade. Os relógios da época eram movidos a corda (o usuário tinha que girar uma mola para dar energia ao mecanismo), e a abertura do parafuso era entrada para poeira e umidade que afetavam as partes internas do relógio. Wilsdorf criou um sistema no qual, após o usuário dar corda, o parafuso era empurrado para um encaixe que vedava completamente a entrada; estava criado o primeiro relógio à prova d’água do mundo. O encaixe perfeito entre as partes lembrava uma ostra, que se veda completamente para impedira a entrada da água; a série, portanto, foi batizada de Rolex Oyster.

Entretanto, restava um problema: a permanente necessidade de se dar corda no relógio resultava em danos, pois dependia de cuidados do usuário. Wilsdorf criou um revolucionário sistema em que a própria movimentação natural do relógio no pulso do usuário era suficiente para prover energia aos mecanismos, evitando assim a necessidade de se dar corda. O relógio, portanto, poderia funcionar para sempre; estava nascendo a série Rolex Oyster Perpetual.

A Rolex tirou proveito publicitário de sua superior qualidade. No primeiro grande lance publicitário da empresa, a imprensa registrou que uma nadadora britânica falhou ao tentar atravessar o Canal da Mancha a nado, mas o Rolex que levava não deixou de funcionar. Por várias décadas, era comum ver relógios Rolex dentro de aquários, para comprovar que era à prova d’água (técnica que poucas marcas ousaram adotar).

A Rolex esteve no mergulho submarino mais profundo, na escalada da montanha mais alta, no primeiro vôo super sônico, nos astronautas das naves espaciais - e sempre funcionando perfeitamente. Wilsdorf mostrou patriotismo (e os Rolex mostraram qualidade) ao fornecer gratuitamente relógios para os oficiais britânicos que serviram na Segunda Guerra; os oficiais americanos encarregaram-se de divulgar a qualidade dos Rolex nos Estados Unidos.

Até hoje, antes de sair de Genebra, cada um dos Rolex é submetido a uma intensa bateria de testes. Cada Rolex passa pelas mãos de mais de duzentos relojoeiros especializados antes de receber a certificação final. Cada detalhe da moldura, do mostrador, do bracelete, é checado e re-checado com lupa em busca das mínimas imperfeições. A microscópica distância entre os ponteiros será exaustivamente calibrada para garantir que eles estejam perfeitamente paralelos entre si. Uma câmara de pressão garantirá que os relógios são à prova d’água até, no mínimo, 100 metros (modelos para mergulhadores podem chegar a mais de mil metros). E todos os relógios passam por um teste de precisão, comparados contra um relógio atômico que perde não mais que dois segundos durante um século.

Para garantir a qualidade, apenas 650.000 Rolex são produzidos por ano. Todos os relógios são avidamente disputados por uma clientela que reconhece que a qualidade superior, demonstrada ao longo do tempo (semelhante ao que ocorre com outras grandes marcas de luxo como Louis Vuitton e Ferrari), justifica o preço cobrado.

iPhone em ouro e diamante

Friday, January 9th, 2009

No Brasil, ter um iPhone já é um privilégio para poucos (tanto é que o lançamento do iPhone ocorreu numa loja da Daslu). Mas os que querem realmente se diferenciar, podem contactar a empresa britânica Goldstriker e encomendar um iPhone (ou outros modelos de celular) com ornamentos em ouro e diamante.

A Goldstriker oferece diversas possibilidades de negócio, como informa essa página:

“Telefones celulares são sem dúvida um acessório indispensável, e o iPod está também se tornando um. Embora você possa sempre se presentear com o melhor celular ou iPod disponível no mercado, você nunca conseguirá ganhar destaque ou ser original, já que esses aparelhos estão à venda para todo mundo. A Goldstriker propicia agora a oportunidade para você ressaltar sua individualidade e destacar-se da multidão.

Nós temos a maior seleção de celulares e acessórios trabalhados em ouro 18 quilates rosa, ouro 24 quilates e platina existentes no mercado hoje; ademais, se nós não tivermos o que você procura, faça contato e estaremos satisfeitos em tentar atender seus desejos.

Se você já possui um iPhone ou algum dos celulares mostrados nessa página e não quiser adquirir outro, você pode encomendar apenas os invólucros e adaptar o aparelho que você possui. Ou você pode ainda nos remeter o seu aparelho, para que o trabalhemos com o acabamento que você deseje.”

A imagem abaixo mostra o iPhone em ouro 24 quilates:

O aparelho vem folheado a ouro 24 quilates com índice de pureza de 0.999; vem desbloqueado para o Brasil, tem 16 GB de memória e a versão mais recente de firmware. Preço: £ 1.495.