Bebidas mais caras do Rio



January 18th, 2009

O jornal O Globo publicou uma excelente reportagem sobre as bebidas mais caras servidas nos bares e restaurantes do Rio de Janeiro; o jornal pesquisou preços de bebidas como água mineral, cafezinho, whisky, etc. e encontrou resultados interessantes.

Entretanto, assim como a maioria dos grandes jornais, O Globo tem o mau hábito de não colocar links para sites externos, que possam enriquecer a reportagem; assim, segue abaixo um trecho da reportagem d’O Globo, comentado e complementado por esse blog.

Cerveja. Apesar do nome, a cerveja Falke Tripel Monasterium é brasileira (produzida pela Falke Bier), e ainda é difícil de ser encontrada no Rio - o boteco Aconchego Carioca, na Praça da Bandeira, é um dos poucos lugares onde ela é encontrada, ao preço nada convidativo: R$ 75 a garrafa de 750ml. Quando a Falke chega à mesa, porém, vê-se logo parte da razão do seu preço: para começar, a garrafa é de champanhe, com rolha e tudo; além disso, ela é feita com ingredientes importados e fermentada na própria garrafa por muito mais tempo que uma cerveja tradicional, afirma Kátia Lopes, uma das sócias.

Café. O café Jacu Bird é produzido de forma semelhante ao Kopi Luwak, o café mais caro do mundo, com a diferença de que em vez de um mamífero, é um passáro, o Jacu, quem come e expele os grãos de café; depois de colhidos à mão entre as fezes e devidamente processados, viram a iguaria, que custa R$ 8 a xícara, no restaurante Intervinos. Existe também um café orgânico normal produzido pela mesma fazenda - a Camocim, no Espírito Santo - sai a R$ 3,50, menos da metade daquele cujos grãos são selecionados pelo jacu.

Água mineral. No cardápio do Cipriani, restaurante no Copacanaba Palace, o que chama atenção é preço o da água mineral. A nacional de 330ml mais barata custa R$ 7 (com direito a rótulo personalizado do hotel). As mais caras são as italianas Panna e San Pellegrino, com meio litro, a R$ 18. E, no meio, a clássica Perrier, francesa, sai a R$ 15 (330ml).

Conhaque. Imagine beber tão somente 50ml de um conhaque e, por esse efêmero prazer, pagar estratosféricos R$ 1.002. É o preço de uma dose do conhaque Louis XIII, produzido pela destilaria francesa Rémy Martin, no Antiquarius. Há, claro, razões alegadas para esse preço: a bebida é o resultado da combinação de 1.200 conhaques diferentes, envelhecidos por temporadas entre 40 e cem anos em barris de carvalho limousin.

Whisky. O Ballantine’s 30 anos custa R$ 110, a dose, no Esplanada Grill (essa foi a única referência a whisky na reportagem do Globo; com alguma persistência, provavelmente teriam encontrado algum Johnnie Walker Blue, que certamente custaria mais caro). Leia também: o whisky mais caro do mundo.

Cachaça. A cachaça Havana tem história. Segundo se conta, quando o produtor Anísio Santiago foi impedido de usar o nome, substituiu os rótulos por outros; rResultado: as já vendidas viraram raridade. Em 2004, dois anos depois da morte de Santiago, o restaurateur Marcelo Torres arrematou um lote de seis delas em um leilão - e pôs a dose a R$ 59,60 no Bar do Grill.

Tequila. A exclusividade de uma garrafa da tequila Jose Cuervo Reserva de la Familia é um dos fatores que fez com que o Hotel Fasano estipulasse o preço de uma dose a R$ 81. Servida no Fasano Al Mare e no Londra, a Reserva de la Familia é a única tequila do hotel que vem em taça de cristal.

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