Archive for the 'Livro' Category

Gloria Kalil - Chic, Chic Homem, Chic[érrimo]

Thursday, February 5th, 2009

Glória Kalil é provavelmente a mais conceituada consultora de moda e estilo brasileira.

Confira preços dos livros de Gloria Kalil.

Apesar de ter formação em Sociologia Política, Gloria fez carreira no mundo da moda; foi produtora de moda, redatora de textos, passou para o marketing. Foi a responsável pela entrada da italiana Fiorucci no Brasil, numa época em que a importação de têxteis era proibida (Kalil e a Fiorucci tinham que assimilar o design na Itália e reproduzi-lo nos produtos fabricados no Brasil); a Fiorucci foi uma das pioneiras no mercado de jeans de grife (seria seguida por marcas nacionais como Forum e Zoomp).

Há alguns anos, Gloria Kalil tornou-se consultoras de moda e comportamento, dando dicas sobre como evitar as chamadas gafes. Seus livros mais conhecidos são Chic - Um Guia Básico de Moda e Estilo e Chic Homem - Manual de Moda e Estilo. Confira preço dos livros de Gloria Kalil.

Recentemente, foi relançada nova edição, revista e atualizada, do livro Chic[érrimo], originalmente publicado em 2004. Alguns trechos do Comunicado à Imprensa sobre o livro:

“Não é um vexame usar um talher errado para comer um molusco raro que você nunca viu mais gordo; ou não ter uma panela de fondue em casa para ser usada numa única noite de inverno. Bom humor e simplicidade resolvem qualquer situação.”

Nas 240 páginas do livro, Gloria Kalil ajuda o leitor a responder de maneira simples às dúvidas de comportamento que surgem nas situações mais corriqueiras - quem apresenta quem, como convidar e ser convidado - e também nas ocasiões importantes - o que vestir nos casamentos, o que servir nas festas, como arrumar a mala para um cruzeiro, etc.

“Chic[érrimo]” traz ainda uma retrospectiva dos códigos de convivência ao longo do tempo e sugere um novo jeito de se comportar em tempos de supervalorização da imagem e excesso de narcisimo.  Por isso mesmo, além de repensar os códigos de etiqueta para homens e mulheres, propõem outros para serem adotados pelas celebridades: esse grupo de pessoas tão valorizadas hoje em dia e que freqüentam páginas de revistas (e nossa imaginação) como se fossem exemplos de comportamento.

Sem estabelecer regras rígidas, Gloria Kalil mostra a etiqueta como manifestação de civilidade e a moda como expressão da personalidade e valorização da identidade. Etiqueta e moda como formas de inclusão, não de discriminação.

Livro: A Bola de Neve - Warren Buffett e o negócio da vida

Sunday, December 21st, 2008

Já está disponível nas livrarias a biografia de Warren Buffett. O livro chama-se A Bola de Neve - Warren Buffett e o Negócio da Vida. Confira preços do livro à venda pela internet no Brasil.

Warren Buffett - Bola de Neve

Warren Buffett - Bola de Neve

O título deriva de um dos pensamentos de Buffett: “A vida é como uma bola de neve. O importante é encontrar neve úmida e uma colina bem longa.”

A autora é Alice Schroeder, uma ex-analista de Wall Street; Alice não apenas foi autorizada por Buffett, como teve todo seu apoio, e foi ainda orientada a “quando se deparar com duas versões sobre um mesmo fato, registrar no livro a menos lisongeira delas”.

Duas características do livro chamam de imediato a atenção: a grossura (950 páginas) e o baixo preço. Na Saraiva, o livro sai por R$ 55,90; vários livros com muito menos volume (custo menor) e muito menos relevância (menos valor) costumam ter preço mais alto.

Após ler o livro, apresentarei minha opinião. Por enquanto, confira as resenhas, em inglês, da Amazon e da Barnes&Noble.

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O brasileiro mais rico de todos os tempos: Barão de Mauá

Saturday, November 8th, 2008

Esse post é sobre o brasileiro mais rico e empreendedor de todos os tempos, assim como sobre o livro que relata sua biografia.

Em 2008, a lista de bilionários brasileiros abrangia menos de vinte nomes, entre pessoas e famílias; no topo da lista estava a família Ermírio de Moraes, com fortuna estimada em US$ 10 bilhões.

Esse valor astronômico torna-se pequeno perto do patrimônio amealhado por Irineu Evangelista de Sousa, o barão de Mauá.

Em 1867, Mauá fez um levantamento de todo o seu patrimônio (espalhado por diversos empreendimentos) e chegou ao total de 115 mil contos de réis. Esse valor era superior ao orçamento do Império daquele ano, que chegou a 97 mil contos. Convertido para libras esterlinas, o patrimônio chegava a 12 milhões de libras, o que era comparável ao total dos ativos do Banco da Inglaterra, de 43 milhões de libras. E convertido para dólares, o patrimônio equivalia a US$ 60 milhões, comparável à herança deixada por Cornelius Vanderbilt, de US$ 100 milhões (Vanderbilt ficou rico graças a seus negócios com estradas de ferro, nos quais houve, sabidamente, favorecimentos políticos; Mauá fez sua fortuna apesar dos contratempos políticos).

Falo primeiro do livro, Mauá - Empresário do Império, de autoria de Jorge Caldeira, ISBN 978-85-7164-436-6. Trata-se, em minha opinião, da melhor biografia escrita em língua portuguesa.

Jorge Caldeira foi jornalista e editor econômico de veículos como Folha de São Paulo e Exame. Em 1986, revirando os baús da vovó, deparou-se com uma edição de Exposição aos Credores, de autoria do próprio Mauá, na qual explica suas venturas e desventuras empresariais. Caldeira apaixonou-se por Mauá e, percebendo que não poderia ao mesmo tempo escrever sobre ele e manter um emprego, abandonou este.

Por anos, Caldeira pesquisou sobre a vida de Mauá. Gastou todas suas economias; foi salvo da falência pelo próprio pai; e afinal conseguiu um patrocínio para terminar a obra (o mecenas foi Cândido Bracher e seu banco BBA). Esse périplo é completamente diferente das biografias de autores profissionais, como, por exemplo, Fernando Morais ou Ruy Castro; esses pesquisam apenas o mínimo suficiente para criar um produto comercializável (com apoio pesado, claro, da mídia e patrocinadores), e por isso conseguem produzir rapidamente biografias de figuras tão díspares como Olga Prestes, Paulo Coelho e Casimiro Montenegro (sim, eu li todas).

E o esforço de Caldeira transparece no livro. Para narrar a vida de Mauá, Caldeira fez pesquisas sobre toda a vida econômica e política do segundo Império. Há explicações detalhadas sobre as causas da ascensão e queda de Mauá, situadas no contexto da evolução política e econômica do Brasil. Caldeira não diz apenas o quê ocorreu, mas por quê ocorreu. Confira o preço do livro sobre a biografia do Barão de Mauá.

Falando agora sobre o Barão: Irineu nasceu pobre, em Arroio Grande, na fronteira do Rio Grande do Sul, que seu pai fora desbravar. Órfão aos cinco anos, foi enviado pela mãe para trabalhar num armazém do Rio de Janeiro. Além de alfabetizar-se sozinho, Irineu aprendeu contabilidade e inglês por conta própria; logo, era braço direito de Richard Carruthers, inglês, então um dos mais prósperos comerciantes ingleses no Brasil. Carruthers retornou à Europa e deixou Mauá como seu sócio e preposto; logo Mauá era o maior comerciante do Brasil.

Mauá percebeu que havia fonte de riqueza maior que o comércio: o capital. Mauá desfez-se do comércio e comprou o controle do Banco do Brasil, que havia decretado falência; Mauá reergueu o Banco e, atuando no mercado de câmbio, tornou-se o maior capitalista do Brasil.

Após viagem à Inglaterra, onde a Revolução Industrial estava florescendo, Mauá percebeu que o Brasil poderia seguir o mesmo caminho, e começou a direcionar capital para atividades industriais. Mauá investiu em diversos setores, como metalurgia, construção de navios, estradas de ferro, iluminação a gás, transportes aquáticos, etc. Em todos os setores, empregando técnicas inovadoras de gestão e tecnologia, Mauá obteve sucesso comercial e financeiro.

Isso explica a fortuna de Mauá: ele foi pioneiro em diversos setores de infra-estrutura no Brasil, como bancos, siderurgia, energia, transportes. Mauá fez sozinho o que nos Estados Unidos foi feito por por pessoas diferentes, todas as quais se tornaram bilionárias: JP Morgan (bancos), Carnegie (siderurgia), Rockfeller (petróleo) e Vanderbilt (transportes). Se fossem americanos, os Evangelistas de Sousa seriam provavelmente a família mais rica do mundo hoje.

Entretanto, eles eram brasileiros. Mauá foi reconhecido em vida como empresário e político (recebeu os títulos de Barão e Visconde, além de ter sido eleito Deputado); não apenas conviveu com o Imperador D. Pedro II, mas colaborou com o Império em eventos históricos relevantes, como a Guerra do Paraguai e extinção do tráfico.

Caldeira explica no livro como a aversão ao empreendedorismo, as motivações políticas, a falta de democracia provocaram a queda de Mauá. Mauá faleceu em 1889, pouco antes da Proclamação da República; não estava pobre, mas seu patrimônio estava distante do que antes fora. O Barão, que foi honesto toda a sua vida, orgulhava-se de ter recebido carta de quitação oficial, que comprovava que havia pago todas as suas dívidas.

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Livro: Riquistão

Friday, August 8th, 2008

Título: Riquistão. Como vivem os novos-ricos e como construíram suas megafortunas.

Original em inglês: Richistan: a journey through the American wealth boom and the lives of the new rich.

Autor: Robert Frank. Editora Manole. ISBN 978-85-204-2727-9.

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O livro tem aproximadamente 230 páginas e 11 capítulos.

Abaixo, os títulos dos capítulos e breve resumo dos seis primeiros.

Cap. 1. Campo de treinamento de mordomos. Os novos ricos são exigentes com mão de obra; “se os patrões tiverem quatro residências, provavelmente exigirão que as gavetas das cômodas e os armários dos banheiros sejam organizados exatamente da mesma forma em todas as casas para que não tenham de perder tempo procurando meias ou comprimidos.” Diversos negócios surgiram para dar treinamento aos serviçais de milionários; a Starkey International dá treinamento militar aos futuros mordomos (salário estimado para um mordomo: US$ 80 mil mensais).

Cap. 2. A Terceira Onda. Até hoje, houve dois períodos que viram o surgimento de muitos milionários nos Estados Unidos: a Era da Corrida do Ouro e a Década de 20; na primeira, formaram-se as fortunas dos milionários das ferrovias, do petróleo e do aço, enquanto na segunda vieram os milionáris do rádio, dos automóveis e dos telefones. A onda atual é devida principalmente aos setores do mercado financeiro e de novas tecnologias (internet), que permitem um livre fluxo de informações e dinheiro ao redor do mundo.

Cap 3. Construindo a riqueza. No quadro atual, os milionários podem surgir em qualquer segmento econômico ou social. O livro cita exemplos de pessoas e famílias que se tornaram milionários em setores tão díspares como materiais para telhado (John Menard), comércio de batatas (J. R. Simplot), açougues (família Tyson), padarias (família Schwebel),  bichos de pelúcia (Ty Warner).

Cap. 4. Aproveitando a riqueza. “Pouco antes do amanhecer, Tim Blixseth está parado no convés de seu iate de 157 pés em seu roupão de banho. No dia seguinte ele acordou em seus aposentos de 280 m2 no Yellowstone Club, clube privado de golfe e esqui fundado por ele em Montana Rockies. No dia seguinte, acordou nas luxuosas instalações de sua fazenda de pesca, de 1.200 hectares, em Wyoming”. Como os ricos fazem para ganhar e dinheiro e ao mesmo tempo desfrutar dele.

Cap. 5. Perdendo a riqueza. O capítulo fala de diversos bilionários como Pete Musser, que perderam a maior parte de sua fortuna.

Cap. 6. Bárbaros no salão de baile. Os ricos tradicionais vêem com reservas a chegada dos novos ricos. Em Palm Beach, lar dos mais ricos entre os ricos, a tradicional festa da Cruz Vermelha era organizada há décadas por Marjorie Merriweather Post, até que há alguns anos o novo-rico Simon Fireman fez uma doação milionária e tornou-se o novo patrono. Diversos ricos das antigas deixaram de frequentar a festa.

Cap. 7. Tamanho é documento.

Cap. 8. Filantropia performática.

Cap. 9. Abra Alas, Coalizão Cristã.

Cap. 10. Os Ricos preocupados.

Cap. 11. Aristokids.

Cap. 12. Desigualdade Social e o Futuro do Riquistão.

Confira preço do livro Riquistão à venda pela internet.