Archive for the 'Marcas' Category

Clive Christian - o perfume mais caro do mundo

Wednesday, December 31st, 2008

O perfume mais caro do mundo é produzido pela Clive Christian: trata-se do Clive Christian Imperial Majesty, uma versão estilizada do perfume Christian Nº 1.

O Nº 1 é o mais tradicional da casa Christian. Os ingredientes do Nº 1 são da mais alta qualidade e mais alta concentração existentes, o que significa que a produção é limitadíssima; apenas 1000 frascos para mulheres e 1000 frascos para homens são produzidos por ano, o que faz desse perfume um dos mais exclusivos, desejados e caros do mundo (a imagem abaixo, na qual se lê “O Perfume Mais Caro do Mundo”, foi retirada do site da Clive).

Para os ainda mais exigentes, a Christian oferece o Nº 1 Imperial Majesty, em uma apresentação especial. O perfume (com 16 onças, ou 473 ml) vem em um frasco de cristal Baccarat, encrustado com um diamante branco de 5 quilates, com adornos da coroa da Rainha Vitória, tudo envolto em um colar de ouro.

O preço do frasco é £ 115.000 (mais de R$ 500 mil); a entrega é personalizada, com um Bentley. Apenas dez frascos foram produzidos; um dos frascos está à venda na beautique.com.

A página da beautique com informações está aqui. Como é possível que página seja removida (após as vendas se esgotarem), segue abaixo uma imagem da mesma.

LVMH, PPR, Richemont : oligopólio no mercado de luxo

Friday, December 26th, 2008

Todos conhecem algumas razões pelas quais produtos de luxo custam caro: a alta qualidade dos produtos, o prestígio conferido a quem compra, o marketing intensivo, etc.

Mas há outra razão que contribui para o aumento de preços, essa não tanto conhecida: os oligopólios. Um oligopólio fica caracterizado quando, num certo mercado, existem muitos compradores e poucos vendedores, permitindo a esses últimos uma liberdade na determinação de preços; isso explica, por exemplo, por que, no oligopolístico mercado brasileiro de refrigerantes, Coca-Cola e Guaraná Antarctica custam muito mais caro do que uma Tubaína (ou sua equivalente nordestina, a cajuína).

Se um rico achar cara uma garrafa de Moet et Chandon e resolver, por protesto, comprar uma Veuve Clicquot, estará na verdade comprando do mesmo fornecedor, a LVHM, dona também da Louis Vuitton, e maior conglomerado de produtos de luxo do mundo.

São três os principais grupos detentores de marcas de luxo no mundo: LVHM, PPR e Richemont.

LVMH são as iniciais de Louis Vuitton, Moet et Chandon e Hennessy (não por coincidência, essas três estão incluídas entre as dez mais famosas marcas de luxo do mundo). A LVMH é proprietária também das seguintes marcas, entre diversas outras (para conhecer todas as marcas, visite essa página da LVMH): Veuve Clicquot, Chopin vodka e Mercier (bebidas); Dior, Tag Heuer, Zenith e Hublot (jóias e relógios); Louis Vuitton, Fendi, Donna Karan, Emilio Pucci, Givenchy, Kenzo e Marc Jacobs (moda e alta costura); Dior, Guerlain, Kenzo, Givenchy (perfumes).

PPR são as iniciais de Pinault-Printemps-Redoute, grupo criado pelo bilionário francês François Pinault (recentemente,  a Printemps foi vendida e desmembrou-se do grupo). Entre as marcas pertencentes à PPR, incluem-se (apenas as mais conhecidas no Brasil): Gucci, Yves Saint Laurent, Boucheron, Bottega Veneta, Alexander McQueen, Stella McCartney, Balenciaga, Fnac e Puma.

A Richemont foi criada em 1988 por um bilionário sul-africano, Johann Rupert, com o propósito de agregar marcas de luxo. Entre as marcas do grupo, incluem-se: Cartier, Van Cleef, Piaget, Vacheron Constantin, Jaeger-LeCoultre, Baume et Mercier, MontBlanc, Chloé e Polo Ralph Lauren.

Como se vê, boa parte do dinheiro gasto por consumidores do luxo acaba indo para os bolsos de algumas poucas pessoas.

Concentração de lojas de luxo em São Paulo

Tuesday, December 23rd, 2008

Embora o recente período de crescimento econômico tenha possibilitado o surgimento de novos milionários por todo o Brasil, é em São Paulo que se ainda se concentra grande parte do mercado de luxo do país; isso não é de surpreender, já que a abertura de novos pontos de marcas de luxo é muito mais seletiva do que o observado nos outros ramos do comércio (o Carrefour pode abrir uma nova unidade para atender a classe média de Fortaleza, mas a Ferrari certamente aguardará um crescimento maior).

Segundo a revista Exame 933, de dezembro de 2008, do total de US$ 1,66 bilhões do mercado de luxo, 70% são gastos em São Paulo. Mais do que isso: a maior parte desses 70% estão concentrados em quatro pontos de venda da cidade de São Paulo.

O mapa abaixo mostra o Quadrilátero do Luxo em São Paulo:


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Nesse quadrado de pouco mais de 5 km de largura por 4 km de extensão, concentram-se os seguintes pontos:

Shopping Cidade Jardim (marcador azul). Principais lojas: Armani, Hermès, Louis Vuitton, Rolex, Tiffany & Co., Montblanc, Chanel, Ermenegildo Zegna, Salvatore Ferragamo, Gant e H.Stern.

Villa Daslu (marcador vermelho). Principais marcas: Louis Vuitton, Prada, Gucci, Tom Ford, Jimmi Choo, Dolce & Gabbana, Tod’s, Chanel, Valentino, Manolo Blahnik e Miu Miu.

Shopping Iguatemi (marcador verde). Principais marcas: Louis Vuitton, Gucci, Salvatore Ferragamo, Dolce & Gabbana, Ermenegildo Zegna, Bvlgari e Tiffany & Co.

Rua Oscar Freire e adjacências (marcador amarelo). Principais lojas: Cartier, Dior, Gant, Armani, H. Stern, Louis vuitton, Montblanc, Versace e Salvatore Ferragamo.

Abertura de loja Chanel

Monday, December 22nd, 2008

Em dezembro de 2008, a Chanel abriu sua nova loja no Brasil, situada dentro da Daslu do Shopping Center Cidade Jardim (a Chanel tem outra loja dentro do Villa Daslu, e a parceria entre as marcas vem desde a década de 90).

A nova loja foi desenhada e mobiliada por Paris; o chão é em mármore bege, a mobília em preto, estilo clássico e sofisticado. Em comparação com a loja da Villa, nessa nova haverá maior oferta de acessórios, incluindo relógios; destaque também para a seção de cosméticos e maquiagem, que poderão ser provados em um estúdio.

Os preços das bolsas variam de R$ 4.680 a R$ 13.460 (um modelo com pêlo de pônei); para algo com preço mais módico, mas sempre ostentando o símbolo da Chanel, o broche de tecido em formato de camélia sai por R$ 680.

E como será a receptividade do público a essa nova loja, nesses tempos de crise?

O jornal O Estado de São Paulo este presente à abertura da nova loja e escreveu artigo com o título: Muita Festa, Pouco Consumo. Segue um trecho: “A abertura de uma loja das grandes grifes internacionais é motivo de euforia entre os brasileiros da classe A. As festas são abastecidas de espumante e canapés e a clientela costuma se esbaldar e sair carregada de sacolas. Mas o clima foi outro na abertura da Chanel no Shopping Cidade Jardim, um dos endereços do luxo de São Paulo. O que se via na semana passada era muita gente e poucas compras. Sinal de alerta na alta renda. A aversão ao endividamento nesses dias de crise econômica global, mesmo diante de modelos Chanel, é fácil de entender.”

Mas Eliana Tranchesi, dona da Daslu, afirmou não estar sentindo a crise, numa entrevista recente à Gazeta Mercantil: “Essa semana tivemos três mil pessoas na Villa Daslu, e quase mil na loja do Shopping Cidade Jardim. E nós temos uma porcentagem altíssima de vendas: 40% de quem entra na Daslu passa no caixa; no comércio em geral, essa porcentagem é muito menor”, garante Eliana. E ela tem explicação: “Em tempos de crise, a mulher que vai gastar não pode errar. Ela tem de apostar em qualidade por melhor preço. Além de ter a garantia que está realmente comprando moda e tendência. Por isso ela procura a Daslu e outras grifes de renome internacional”.

Dolce & Gabbana

Friday, December 12th, 2008

A Dolce & Gabbana foi criada pelos italianos Domenico Dolce (nascido em Palermo, Sicília, em 1958) e Steffano Gabbana (nascido em Milão, em 1962). No início, havia também uma relação conjugal; em 2005, Dolce e Gabbana se separaram,  e continuaram tocando o negócio como sócios e amigos.

Dolce (esquerda) e Gabbana (direita)

Dolce (esquerda) e Gabbana (direita)

O temperamento amigável da dupla conquistou popularidade entre diversas celebridades, incluindo Naomi Campbell, Gisele Bundchen, Isabella Rossellini, Madonna e muitas outras, o que ajudou muito no sucesso da marca. Já em 1997, o faturamento da Dolce & Gabbana era de £ 400 milhões, o que levou a dupla a declarar que estava pensando em se aposentar ao atingir 40 anos, plano depois abandonado; em 2005, o faturamento atingiu quase £ 600 milhões (mais de R$ 2 bilhões).

A empresa Dolce & Gabbana mantém na verdade duas marcas: a Dolce&Gabbana e a D&G.

A Dolce&Gabbana é dedicada ao mercado de luxo; os produtos têm design clássico, e a pretensão é que sejam utilizados por longo tempo, e não apenas na próxima estação da moda; a marca Dolce&Gabbana disponibiliza, além de moda, diversos outros produtos, como perfumes, roupa íntima, óculos corretivos, óculos de sol e bolsas.

A D&G é mais dedicada ao consumo de massas; é sob essa marca que os estilistas lançam os novos produtos para a próxima estação, procurando criar tendências, e não segui-las. A D&G oferece também diversos acessórios, como perfumes, óculos, material de praia, relógios e outros produtos. Além disso, existe também a D&G Junior, a versão D&G para crianças.

Há algum tempo, a marca ganhou destaque por um anúncio polêmico, que mostrava um homem agarrando uma mulher ao solo, enquanto outros observavam. Apenas reclamações de diversas entidades, a D&G resolveu tirar o anúncio de circulação.

Gucci inaugura loja própria no Brasil

Monday, December 1st, 2008

Domingo, 30 de novembro, a italiana Gucci inaugurou sua flagship store (loja de referência) no Brasil e América Latina, no Shopping Iguatemi, em São Paulo; veja fotos da festa e das personalidades presentes aqui e aqui.

A loja inaugurada tem 470m2 (a maior loja da Gucci no mundo fica em Nova York e mede 45.000 pés quadrados, ou aproximadamente 4.200 m2), e sua inauguração mostra a pretensão da Gucci em expandir-se no país, onde já vendia produtos há algum tempo, através de parceria com a Daslu.

A nova loja oferecerá toda a linha Gucci, incluindo moda feminina e masculina, acessórios, sapatos, jóias e relógios. Segundo a Gucci, os lançamentos em São Paulo ocorrerão de forma concomitante com as demais flagships mundiais, como as localizadas nos Estados Unidos e Europa.

Loja da Gucci em Nova York

Loja da Gucci em Nova York

Daslu

Tuesday, November 18th, 2008

Quando se fala no mercado brasileiro de luxo, a primeira marca que vem à cabeça é a Daslu.

A Daslu foi fundada em 1958 pelas sócias Lúcia Piva de Albuquerque e Lourdes Aranha; como ambas eram conhecidas por Lu, a loja foi batizada de Daslu (”das Lu”). Desde a fundação, a Daslu procurava destacar-se no mercado brasileiro de moda, apurando detalhes que mais tarde pavimentariam o caminho para o sucesso: qualidade, bom gosto e atendimento personalizado.

Atualização, dezembro de 2008: nessa entrevista de Eliana Tranchesi à Gazeta Mercantil, ela declarou: “Tem compradora do tempo da minha mãe que vem hoje aqui com a bisneta! Isso é fidelidade. Minha mãe começou vendendo conjuntos de cashmere com saia igual. Aí começou aquele tempo em que o Rio fazia a moda. Era preciso ir buscar lá as marcas boas nacionais. E a cliente gostava da seleção que a Daslu fazia. Mesmo quando começaram os estilistas paulistas, a cliente Daslu apostava no nosso olho, na sensibilidade da nossa escolha. Até hoje, esse é o sucesso do nosso mix.”

No final da década de 70, Eliana Piva de Albuquerque Tranchesi, filha de Lúcia, assumiu o comando da Daslu. No início da década de 90, Eliana deu início à estratégia de formar parcerias com marcas de prestígio internacional; a primeira parceria foi com a Maison Chanel.

Logo em seguida, chegaram também a Christian Dior, Dolce & Gabbana, Prada e Gucci (por vários anos, a Daslu foi revendedora exclusiva dessas marcas no Brasil). Depois, foi a vez do mercado masculino; sob a bandeira da Daslu Homem, começaram a ser vendidos produtos da Ermenegildo Zegna, Salvatore Ferragamo e outros.

Nesse novo milênio, a Daslu teve crescimento explosivo, juntamente com o mercado de luxo no Brasil. Em 2005, a Daslu mudou-se para uma nova loja, a Villa Daslu, um prédio em estilo neoclássico com quase 60.000 metros quadrados de área construída; a nova loja ganhou comentários elogiosos no New York Times. Nessa mesma época, a dona da Daslu foi presa, acusada de cometer crimes fiscais; o episódio, entretanto, não afetou o nome e o crescimento da marca.

No Villa Daslu, a empresa continua com uma boutique própria, a Daslu, e, além das parcerias que já tinha, houve a chegada de diversas outras marcas, como Goyard, Pucci e Tom Ford, entre várias outras; segundo recente informe, a Villa Daslu abriga cerca de  110 grifes internacionais e 90 marcas nacionais, além dos espaços destinados para as diversas marca Daslu - Daslu Feminino, Daslu Couture, Daslu Homem, Daslu Boys and Girls, Daslu Kids, Daslu Bebe e Daslu Casa.

O mapa abaixo mostra a localização da Daslu (o marcador vermelho), em meio a outros importantes centros de comércio de luxo em São Paulo:


Exibir mapa ampliado

Em 2008, buscando ampliar seu mercado, a Daslu inaugurou sua primeira filial em shopping centers, no Shopping Cidade Jardim, ocupando um espaço de 2.400 metros quadrados; nessa loja, há predominância de produtos com a etiqueta da própria Daslu, enquanto na Villa há maior presença das importadas.

A Daslu continua a crescer, e há boatos de futuras expansões; segundo reportagem recente, o faturamento da Daslu em 2008 pode chegar a R$ 320 milhões, o maior da História.

Por enquanto, a Daslu não tem rivais no mercado de marcas de luxo no Brasil.

História da Louis Vuitton

Sunday, October 19th, 2008

Como nasceu a Louis Vuitton, marca de luxo mais famosa e valiosa do mundo? Abaixo, a primeira parte da História da Louis Vuitton, cobrindo desde a criação da empresa até a Segunda Guerra Mundial.

Louis Vuitton nasceu de família humilde em Jura, França, (próximo à fronteira com a Suíça), em 4 de agosto de 1821.

Em 1835, com catorze anos, decidiu mudar-se para Paris. Louis viajou os mais de 400 km entre Jura e Paris a pé. Ao longo do caminho, arrumou diversos trabalhos temporários para sustentar-se. Habilidoso, Louis rapidamente aprendeu como construir baús e bagagens, que à época eram indispensáveis para as viagens (em carroças) das famílias ricas (os profissionais desse ofício eram denominados Layetier ou Malletier em francês, e Trunk maker em inglês; ver, sobre o assunto, essa página sobre história dos baús antigos).

As habilidades de Louis chegaram aos ouvidos de Napoleão III (último Imperador e primeiro Presidente da República da França), que o nomeou para maleiro oficial da imperatriz Eugénie. Louis Vuitton entrou assim em contato com a aristocracia francesa, e teve oportunidade de aperfeiçoar suas habilidades e refinar seu estilo, lançando as bases de sua empresa.

A empresa Louis Vuitton: Malletier foi fundada em 1853 na rua Neuve de Capucines, em Paris, e rapidamente ganhou sucesso. Em 1858, Vuitton lançou um modelo de baú revolucionário, leve e à prova d’água, com tampo plano (antes desse modelo, os baús tinham tampo arredondado, para permitir o escoamento da água da chuva). Em 1867, a empresa participou da Feira Mundial de Paris. Em 1885, foi aberta a primeira loja em Londers, na Oxford Street.

Louis Vuitton

Louis Vuitton

Em 1888, a Louis Vuitton já tinha problemas com imitadores e falsificadores; naquele ano, Louis criou o primeiro logo para a máquina e passou a estampar todos os seus produtos com “marque L. Vouitton déposée”, ou o equivalente a “marca registrada Louis Vuitton”.

Louis morreu em 1893, e o comando da empresa passou a seu filho, George Vuitton. George fez um esforço para expandir mundialmente o alcance da marca. Em 1893, os produtos Vouitton foram apresentados na Feira Mundial de Chicago; em 1936, quando George faleceu, havia lojas da Vouitton em locais como Nova York, Washington, Alexandria, Bombaim e Buenos Aires.

George Vuitton faleceu em 1936, e o comando passou para seu filho, Gaston-Louis Vuitton. Na gestão de Gaston, durante a Segunda Guerra Mundial, a Louis Vuitton colaborou com o regime nazista que ocupou a França.

A Louis Vuitton notabilizou-se por lançamentos de qualidade e que atendessem às necessidades dos seus usuários. Em 1901, foi lançado o steamer bag (atualmente muito utilizadas por executivos), cujo propósito era abrigar objetos específicos dentro de baús da Louis Vuitton. Na década de 1930, foram lançados os modelos Keepall, Noé e Speedy; esses dois últimos modelos estão presentes até hoje na linha de vendas da empresa.

Rodeo Drive, Beverly Hills

Friday, October 17th, 2008

Rodeo Drive é a rua mais luxuosa de moda e acessórios de Beverly Hills, cidade da Califórnia, Estado mais rico do maior país do mundo; por isso, Rodeo Drive tem possivelmente a maior concentração de lojas de luxo do mundo.

Contribui também para essa aura de exclusividade, além da pujança das lojas, o fato de Beverly Hills ser relativamente curta, com apenas três quarteirões; outros centros de luxo, como a Champs Elysées de Paris, o bairro de Ginza no Japão, a Via Montenapoleone em Milão, e mesmo a Oscar Freire em São Paulo (um dos vértices do quadrilátero do luxo), são consideravelmente mais longos, o que permite uma mistura de lojas de luxo com lojas tradicionais.

A pronúncia correta é “Rodeio Draiv”. Os primeiros europeus a colonizarem a costa oeste americana foram os espanhóis (a Califórnia tornou-se estado americano apenas em 1850, após uma guerra entre mexicanos e americanos); em 1769, Don José Gaspar de Portola estabeleceu-se na região onde hoje é Beverly Hills. Os índios nativos chamavam a região de “El Rodeo de las Aguas”, em vista do número de rios e lagoas que ali se concentravam (naquela região árida, água era um bem muito valioso para os índios e os espanhóis); após mais de dois séculos, o espírito do nome original se manteve.

Rodeo Drive, Beverly Hills

Rodeo Drive, Beverly Hills

É difícil encontrar uma das marcas de luxo que não tenham lojas em Rodeo Drive. Algumas das marcas que podem ser visitadas: Giorgio Armani, Baccarat, Bang & Olufsen, Bottega Veneta, Bvlgari, Burberry, Cartier, Celine, Chanel, Dior, DeBeers, Dolce & Gabbana, Domenico Vacca, Ermenegildo Zegna, Etro, Fendi, Hugo Boss, Gucci, Hermès, Judith Ripka, Lacoste, La Perla, Louis Vuitton, Polo Ralph Lauren, Prada, Sergio Rossi, Tiffany & Co, Van Cleef & Arpels, Valentino, Versace e Yves Saint-Laurent.

Uma sugestão de hotel para os que pretendem visitar Rodeo Drive é o Beverly Wilshire, um dos mais luxuosos de Beverly Hills; foi nesse hotel que Uma Linda Mulher, com Julia Roberts e Richard Gere, foi filmado (no filme, Roberts visita algumas lojas e é destratada pelos esnobes atendentes). Beverly Hills e Rodeo Drive são tema também de Barrados no Baile, seriado exibido no Brasil (o nome original faz referência a 90210, o código postal de Beverly Hills).

Ainda para quem pretende viajar, outra boa notícia: o consulado do Brasil em Los Angeles localiza-se justamente em Beverly Hills; apenas outros três países têm essa primazia: Armênia, Colômbia e Equador.

Valentino

Saturday, October 11th, 2008

Valentino Clemente Ludovico Garavani, ou simplesmente Valentino,  nasceu em 1932 em Voghera, norte da Itália, próxima a Milão.

Tendo demonstrado talento precoce para desenho, Valentino fez seus primeiros estudos de moda e língua francesa na Academia de Artes de Milão, de onde seguiu para a Câmara Sindical de Costura Parisiense; ainda como estudante, Valentino ganhou um prêmio de design em moda concecido pela Secretaria Internacional da Lã (o mesmo prêmio seria mais tarde concedido a Yves Saint-Laurent e Karl Lagerfeld).

Aos 18 anos, obteve o primeiro emprego, com o couturier Jean Desses, e a seguir trabalharia com Guy Laroche.

Valentino lançou sua primeira coleção em 1960. Desde o princípio, mostrou preferência por saias longas, em detrimento das míni-saias: “eu não acho que algum homem queira sair com uma mulher que se veste como um garoto”, afirmava ele. Por décadas, Valentino foi figura importante no jet set internacional; suas festas, fossem na suíça Gstaad ou na italiana Capri, cidades onde tinha residência, ou em Roma, onde ficava seu escritório, eram famosas.

Em 1991, para celebrar trinta anos de carreira, Valentino promoveu uma festa que durou três dias, custou US$ 5 milhões e teve a presença de mulheres ilustres que vestiram seus modelos. Os modelos Valentino encantaram tanto damas à antiga da estirpe de Jackie Onassis e Elizabeth Taylor como estrelas atuais do brilho de Julia Roberts e Claudia Schiffer.

Valentino fez algumas fortes amizades, criando o que ele chamou de família; essa família inclui nomes como a modelo Nati Abascal, a princesa Rosario da Bulgaria e uma estilista franco-brasileira, Georgina Brandolini, que trabalhou como porta-voz de Valentino por dezoito anos antes de abrir sua própria marca. Além dessas, é notório também o apego do estilista por suas cachorrinhas de estimação.

Em 1998, Valentino vendeu seu império por £211 milhões (aproximadamente R$ 800 milhões). Em 2006, houve uma breve aparição, no papel dele mesmo, no filme O Diabo Veste Prada. Em 2008, foi filmado um documentário chamado Valentino: O Último Imperador, que mostrou a vida do estilista e ganhou alguns prêmios internacionais.