Archive for the 'Marcas' Category

Johnnie Walker

Sunday, October 5th, 2008

Johnnie Walker é uma marca de whisky escocês produzido em Kilmarnock, na Escócia. É a marca de whisky mais distribuída do mundo, com vendas em praticamente todos os países, em volume aproximado de 120 milhões de garrafas.

A empresa foi fundada em 1820 por John Walker (John é o equivalente a João, em Português, e Johnnie é o equivalente a Joãozinho; Johnnie Walker significa Joãozinho Andador ou Joãozinho Caminhador); John abriu uma mercearia, e logo se especializou na fabricação de whisky, conhecido como Walker’s Kilmarnock Whisky. Após a morte de John em 1857, o negócio foi assumido pelo filho, Alexander Walker, e posteriormente pelo neto, Alexander Walker II.

Em 1865, Alexander produziu o primeiro whisky blend; os blend são produzidos a partir da mistura de diferentes tipos de malte, enquanto os whiskies single malt (como o Macallan) são produzidos com apenas um tipo de malte. Em 1870, foi lançada a característica garrafa quadrada (uma maneira de facilitar a estocagem das mesmas).

Em 1908, uma série de mudanças significativas. O nome foi alterado para Johnnie Walker, foi lançado o logo do Homem Caminhando (Striding Man), e a classificação por cores foi consolidada. Atualmente, os Johnnie Walker existem nas seguintes colorações:

Johnnie Walker Red & Cola. Mistura de Johnnie Walker Red Label e um refrigerante similar à Coca-Cola; não é vendido no Brasil.

Johnnie Walker Red Label. Envelhecido no mínimo oito anos. Veja preços do Johnnie Walker Red.

Johnnie Walker Black Label. Envelhecido no mínimo doze anos. Veja preços do Johnnie Walker Black.

Johnnie Walker Green Label. Envelhecido quinze anos. Os maltes que compõem o blend são também mais selecionados; o Green é composto de quinze maltes, contra 35 do Red e 40 do Black; o Green tem também teor alcoólico mais alto: 43 graus, contra 40 dos demais labels. Pesquise preços do Johnnie Walker Green Label.

Johnnie Walker Gold Label. Maltes envelhecidos entre quinze e dezoito anos. Também com apenas quinze maltes, ainda mais selecionados que os do Green. O Gold foi criado por Alexander II no início do século 20, para comemorar o centenário da Johnnie Walker; entretanto, a produção foi afetada, por conta da Primeira Guerra, justamente pela escassez de alguns dos maltes mais nobres. Veja preços do Johnnie Walker Gold Label.

Johnnie Walker Swing. A palavra swing significa “balanço”, e é uma referência ao formato da garrafa, com fundo abaulado, que lhe permite balançar para frente e para trás quando empurrado.  É um pouco mais doce que os demais, lembrando o bourbon. Foi o último blend criado por Alexander II. Pesquise preços do Johnnie Walker Swing.

Johnnie Walker Blue Label. O mais caro dos Johnnie Walker, preparado a partir dos melhores maltes. Produção limitada, cada garrafa é numerada individualmente, embalada em caixa com adornos em seda, acompanhada de certificado de autenticidade. Não há referência oficial à idade dos maltes, mas os folhetos da Johnnie Walker falam em maltes de “até 60 anos”. Confira os preços do Johnnie Walker Blue Label.

Feira de Milionários

Saturday, October 4th, 2008

Não deve surpreender ninguém a informação de que milionários não frequentam a 25 de março ou a rua da Alfândega, nem vão às promoções das Casas Bahia no Anhembi ou Rio Centro.

Mas o que muita gente desconhece é que existe um evento mundial chamado Feira dos Milionários. A primeira Feira foi realizada em 2002, em Amsterdam, organizada pelos editores de uma revista holandesa especializada em luxo chamada Milionario.

Do site da Feira:

Feira dos Milionários

Feira dos Milionários

“Em 2002, os organizadores da Feira dos Milionários abalou as estruturadas da Holanda ao apresentar um evento sem paralelos, tanto em tamanho como em luxuosidade. Um conto de fadas para os afluentes, uma cornucópia para os fãs de culinária, uma festa de superlativos, foram as descrições da imprensa.

O evento de Amsterdam abriu o caminho para uma jornada de sucesso. Em 2003, a Feira quadruplicou em tamanho e em número de visitantes. Em 2005, foi realizada a primeira versão internacional do evento, em Moscou. Desde então, esse glamuroso espetáculo vem conquistando o mundo, atraindo mais e mais pessoas interessadas na Feira Mundial da Luxuosidade. Um local onde o melhor da indústria internacional do luxo se encontra para apresentar os melhores produtos e serviços de luxo.”

Para esse ano de 2008 e 2009, estão previstas feiras em Amsterdam, Shangai, Moscou, Kortrijk (Bélgica), Munique e Istambul. Entre os participantes, incluem-se (ver relação de Exhibitors no site do evento): Cartier, Breitling, Breguet, Jaeger Le-Coultre e Rolex (relógios); Gassan, Bulgari e Chopard (jóias e diamantes); Hastens e Vi-spring (colchões); LaMer e Lancaster (produtos de beleza); Riva e Ferretti (iates);  Maybach e Bentley (carros); Remy Martin e Johnnie Walker (bebidas); Bang & Olufsen (som e imagem).

O evento é pago, mas o site não informa quanto custa a entrada (embora informe que as entradas são vendidas na entrada dos respectivos eventos ou ainda por telefone). Outras dúvidas são esclarecidas na seção de Perguntas do site.

Atualização, 30 de novembro: o jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem sobre a Feira dos Milionários em Moscou. Parece que a crise econômica mundial tirou um pouco do ânimo do evento, o que por sua vez gerou boas oportunidades de compra. Por exemplo, o representante da Premium Yachts estava oferecendo, a quem comprasse um iate de 18 metros,  um outro iate de 10 metros, totalmente grátis; uma verdadeira pechincha - que ninguém ainda havia aceitado.

Lojas de luxo se expandem no Brasil

Tuesday, September 30th, 2008

Reportagem da revista Veja trata do crescimento do segmento de lojas de luxo no Brasil. Abaixo, transcrição do texto, com comentários.

O laranja intenso das embalagens da grife francesa Hermès (não confundir com hermes.com.br, uma empresa brasileira que vende produtos populares) costuma provocar taquicardia nos aficionados de moda. Um tapume na cor laranja anuncia que, no início de 2009, a Hermès, marca conhecida por seus produtos caros (e pelas embalagens na cor laranja) e à prova de crises econômicas abrirá sua primeira loja no Brasil, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

Sala vip da nova loja Louis Vuitton

Sala vip da nova loja Louis Vuitton

E a Hermès não será a única loja de luxo naquele shopping. Perto dali, os emblemáticos dois cês em interseção anunciam uma loja da Maison Chanel na cidade, o segundo da marca em São Paulo, que será inaugurado em novembro de 2008. No Iguatemi, templo do luxo paulistano, a nova loja da italiana Gucci ocupará 470 metros quadrados, tomando umespaço hoje ocupado pela popular Lojas Americanas.

Não é coincidência a chegada de tantas grifes estrangeiras ao país. Segundo levantamento da Merrill Lynch, no fim de 2007 havia no Brasil 143 mil pessoas com patrimônio financeiro (ou seja, apenas dinheiro, sem contar com imóveis e outros bens) acima de 1 milhão de dólares; esse número é superior ao de outros países com economias em crescimento, como Rússia (136 000) e Índia (123 000). A isso se soma o comportamento do consumidor brasileiro: atento aos lançamentos e familiarizado com os mecanismos da moda, ele chega às lojas com a referência exata do último desfile. E a novidade é a alma do negócio das grifes. Por isso o país se tornou endereço obrigatório das principais marcas de luxo internacionais.

Em 2007, abriram lojas por aqui as bolsas da italiana Furla e da francesa Longchamp.

bolsa Longchamp

bolsa Longchamp

Também vieram os ternos sob medida da americana Tom Ford e as cobiçadas coleções da espanhola Balenciaga; essas duas últimas grifes ganharam um dentro da Daslu, que também abrigará a Emilio Pucci (italiana), conhecida pelas estampas originais, e a Goyard (francesa), a marca de acessórios favorita entre os milionários mais discretos.

“As nossas clientes brasileiras acompanham os desfiles de Paris pela imprensa e logo procuram as lojas para fazer suas encomendas”, diz Frédéric Morelle, presidente da Louis Vuitton para a América Latina. Em outros países emergentes, como China e Rússia, há também dinheiro e ostentação, mas falta informação sobre moda (resquício dos tempos de comunismo).

Não é por acaso que as vendas da Vuitton do Brasil (que inaugurou sua quarta loja em São Paulo neste ano - em Moscou há apenas duas lojas), crescem quatro vezes mais do que a média mundial. O produto mais procurado pelas consumidoras brasileiras atualmente é a bolsa Neverfull, com preço ao redor de US$ 650 (ao câmbio de hoje, aproximadamente R$ 1.770). Os três relógios Emprise que vieram para São Paulo, a R$ 36.800 cada um, voaram da prateleira em dez dias.

Curioso é que os itens básicos da Luis Vuitton não têm a mesma receptividade. E isso

Jeans Diesel

Jeans Diesel

ocorre também com as calças da Diesel: os jeans básicos de US$ 150 nem chegam por aqui, enquanto os modelos de US$ 1.100 (R$ 2 000), da edição limitada Diesel Denim Gallery, se esgotam rapidamente.

“Os brasileiros conhecem o luxo e investem em arte; por isso queremos criar raízes aqui”, afirma Bertrand Stalla-Bourdillon, executivo da grife Marc Jacobs, uma das marcas mais desejadas e copiadas do planeta, cuja primeira loja em São Paulo será inaugurada em dezembro de 2008.

Curiosamente, quem responderá pela operação comercial da Marca Jacobs no Brasil será Natalie Klein, filha de Michael Klein, dono das Casas Bahia, a maior rede de lojas populares do país. A mesma Natalie inaugurará, neste mês de setembro, espaços das grifes Stella McCartney e Missoni em sua loja, a NK Store.

Natalie diz não ter medo de se arriscar, mesmo sabendo que os produtos vendidos aqui custam quase o dobro, por causa taxas de importação. “Hoje nosso maior concorrente é o avião”, diz ela.

Relogio Emprise, Louis Vuitton

Relogio Emprise, Louis Vuitton

É aí que entra em ação, como diferencial, outra especialidade do segmento de luxo no Brasil: a cultura de oferecer serviços e agrados, como salas vips, copeiras, manobristas e vendedoras dispostas a ouvir problemas afetivos.

O jeito brasileiro de fazer negócios leva vantagem também por outro fator: a possibilidade de parcelamento das compras. Mesmo quem pode pagar à vista prefere dividir, o que as lojas fazem prontamente. “Com isso, abrimos nosso leque de clientes”, diz Rosangela Lyra, diretora-geral da Dior no Brasil.

Em 2007, a indústria do luxo faturou 5 bilhões de dólares no país, segundo dados da MCF Consultoria. Segundo a empresa, esse valor é 17% maior que em 2006. E, para 2008, a tendência é ainda de crescimento.

Ferrari

Tuesday, September 16th, 2008

A Ferrari é conhecida principalmente como fabricante de carros esportivos de luxo e por sua equipe de competição em corridas de Fórmula 1. A Ferrari foi fundada por Enzo Ferrari em 1928, com o nome de Scuderia Ferrari, já com o propósito de participar de corridas de automóvel; em 1947, a Ferrari passou a produzir carros esportivos; em 1969, a Ferrari foi adquirida pela também italiana Fiat (Fabrica Italiana de Automóveis de Turim).

Ao criar a scuderia, a pretensão de Enzo Ferrari era participar de corridas, e não fabricar carros de rua (até a morte de Enzo, em 1988, as vendas de carros eram principalmente uma maneira de financiar a participação em corridas); a Ferrari tornou-se desde então a maior vencedora de corridas da História, deixando sua marca tanto em corridas como as 24 Horas de Le Mans como no circuito da Fórmula 1.

Apenas em 1947, quase vinte anos após criar a escuderia, a Ferrari apresentou o 125 S, primeiro carro da marca; a beleza e velocidade dos carros rapidamente conquistaram o status de excelência para a Ferrari, mas Enzo sempre manteve uma imagem de distância dos clientes.

Em 1923, Enzo conheceu um Conde, piloto italiano, herói da Primeira Guerra, que tinha um cavalo empinado estampado em seu avião; Enzo solicitou autorização ao Conde para colocar uma imagem semelhante em seus carros, como símbolo de sorte, ousadia, força e velocidade. O Cavalinho Empinado tem sido o símbolo da Ferrari desde 1929.

Ao longo das décadas, a Ferrari consolidou a imagem de marca de automóveis mais exclusiva do mundo. Apenas 4.000 Ferraris são produzidas anualmente, de forma semi-artesanal, o que garante qualidade e exclusividade. Cada modelo da Ferrari tem um projeto próprio, que incorpora inovações de engenharia (muitas trazidas dos carros de Fórmula 1) nos sistemas de mecânica, elétrico, freios, etc.

A Ferrari é a marca de carros com mais admiradores no mundo, e portanto a marca com mais sites na internet. Esse fã clube Ferrari traz novidades, fotos e vídeos; a Ferrari mantém um blog com notícias de bastidores; alguns foruns, como esse e esse, reúnem aficcionados Ferrari para trocas de idéia.

No Brasil, a única concessionária da Ferrari é a Via Italia (ex Via Europa), com show room na Avenida Europa 110, em São Paulo. Entretanto, supreendentemente, existe um grande número de Ferraris usadas à venda no Brasil; confira preço de Ferrari à venda no Brasil.

Marcas de Luxo na Internet

Thursday, September 4th, 2008

Um dos principais fatores associados a empresas e lojas que vendem produtos de alto luxo é o chamado “atendimento pessoal e diferenciado”. Nesse setor, as lojas são decoradas com esmero, os funcionários (levemente esnobes) são criteriosamente selecionados (a gerente do Daslu é filha de um ex-Governador), e os potenciais compradores são paparicados

Notebook de Ouro

Notebook de Ouro

com atendentimento individual, sala vip, horário agendado, aperitivos e canapés, e tudo o mais que possa dar a eles a sensação de que não são clientes comuns.

Mas os tempos estão mudando; mesmo os milionários são atraídos pelas comodidades da internet: poupar tempo de escolha e economizar dinheiro na compra.

Reportagem do Wall Street Journal informa que mais e mais os ricos estão comprando produtos de luxo pela internet. A reportagem baseia-se em uma pesquisa conduzida pela Google e pela Unity Marketing (duas empresas, saliente-se, altamente interessadas no crescimento do comércio pela internet), a qual concluiu que 95% das pessoas com renda acima de US$ 1 milhão por ano fizeram sua última compra de produtos de luxo utilizando a internet; em média, cada um dos entrevistados gastou um montante de US$ 114.632 por ano em compras de produtos de luxo pela internet.

Para esses compradores, comprar um Patek Philippe ou um Louis Vuitton online não desvaloriza a marca. Aproximadamente 94% dos compradores entrevistados afirmaram que não vêem rebaixamento da marca por terem comprado pela internet, e 91% afirmaram que gostariam de ver outros de seus produtos de luxo favoritos disponibilizados online.

“Essas pessoas têm mais dinheiro do que tempo livre”, declara um dos dirigentes da Unity Marketing; “algumas vezes, é melhor fazer compras através do computador do que deslocar-se até as lojas”.

O crescimento desse segmento é confirmado por outra pesquisa feita pela Bain & Co. (firma de consultoria de vendas), que concluiu que as vendas de bens de luxo pela internet cresceram 65% em 2007, em comparação com 2006; do total global de vendas, 65% foram feitas para clientes americanos.

Isso significa que a H Stern vai adotar os métodos (e preços) do Atacado Biju? Certamente não. Mas provavelmente significa que, além de ourives e vendedores multilíngues, a HStern provavelmente estará contratando alguns bons webdesigners e programadores no futuro.

Marcas de luxo brasileiras

Thursday, August 21st, 2008

Não é surpresa que entre as dez marcas de luxo mais famosas do mundo nenhuma seja brasileira; e se expandirmos a amostra, é provável que mesmo entre as cem marcas de luxo de mais peso no mundo nenhuma seja brasileira.

Existem diversas barreiras para se alcançar o status de marca de luxo global. O mais importante de todos os critérios é oferecer um produto ou serviço de indiscutível alta qualidade, que seja aprovado pelo consumidor mais exigente, consumidor esse do tipo que tem facilidades para conhecer o mercado de Paris, Nova York, Toquio, São Paulo. Depois, esse padrão de qualidade deve ser mantido por longo tempo, de forma que conquiste a confiança e fidelização dos consumidores; e para solidificar essa fidelização, é conveniente manter a marca na mente dos usuários por meio de campanhas impactantes de marketing.

No Brasil, uma barreira adicional é a distribuição desigual de renda. Apenas o topo da pirâmide social brasileira é mercado potencial para produtos de alto luxo, e esse topo é pouco numeroso (em países com melhor distribuição de renda, existe uma classe rica mais numerosa).

Mesmo com essas barreiras, há algumas marcas que, embora sem o mesmo prestígio dos grandes nomes internacionais, como Louis Vuitton, Ferrari ou Rolex, estão bastante associadas ao mercado de alto luxo.

A joalheria H. Stern é provavelmente a marca brasileira mais conhecida no exterior, graças à estratégia da empresa de emprestar jóias a atrizes para uso em aparições públicas (em 2004, Angelina Jolie apareceu na cerimônia do Oscar com uma jóia H. Stern no valor de 10 milhões de dólares, e em 2008 foi a vez, entre outras, de Helen Mirren, que ganhou o Oscar em 2007). A H. Stern foi fundada pelo alemão Hans Stern no Rio de Janeiro em 1945, e graças à beleza das pedras brasileiras, já em 1960 tinha atuação internacional.

Outra marca associada ao luxo é a do Copacabana Palace; embora talvez já não seja o cinco estrelas mais requintado do Rio (pois há aqui certa subjetividade por conta das necessidades de cada hóspede), é certamente o hotel mais conhecido e procurado por milionários estrangeiros. Não é à toa que Madonna ficou no Copa na turnê recente pelo Brasil, e não por acaso foi lá também que os Rolling Stones se hospedaram no mega show de 2006; além deles, diversos reis, rainhas e presidentes já se hospedaram no Copacabana Palace.

No mercado brasileiro, a marca de luxo mais conhecida é a Daslu. A Daslu começou como uma boutique que importava e vendia grifes internacionais, mas sua imagem ficou tão associada àquelas marcas que logo se tornou ela própria uma grife de luxo. Atualmentet, a Daslu vende tambem produtos com sua própria marca.

Outras marcas brasileiras começam a despontar como preferidas entre os ricaços brasileiros, mesmo os que poderiam optar por concorrentes estrangeiros. É o caso, por exemplo, da Schaefer Yachts, de Santa Catarina, que especializou-se no projeto de iates adaptados à costa brasileira; ou, para continuar no terreno dos meios de transporte, do Phenon 100, jatinho executivo da Embraer eleito o mais luxuoso de sua categoria; ou da Chocolat du Jour, que produz chocolates comparáveis aos melhors do mundo; ou ainda da Cyrela, construtora de imóveis de alto padrão que tornou seu proprietário, Elie Horn, um dos membros do restrito clube dos bilionários brasileiros.

É de se esperar que, à medida que a economia brasileira aumente sua importância global, essas marcas conquistem, consolidem ou ampliem seu prestígio como marca de luxo global.

As marcas de luxo mais poderosas do mundo

Sunday, August 10th, 2008

A revista Forbes publicou recentemente um artigo chamado As Mais Poderosas Marcas de Luxo do Mundo (World’s Most Powerful Luxury Brands).

Esse tipo de lista depende de diversos fatores; nesse trabalho da Forbes (que a própria revista declara ter sido baseada em outro trabalho de uma agência de publicidade que tem contratos com diversas das marcas escolhidas), o principal fator foi supostamente a força da marca, ou seja, o quanto elas conseguem influenciar seus consumidores (o usuário é fiel? ele continuará consumindo a marca? ele acredita no futuro da marca?). Além disso, embora isso não tenho ficado explícito, a Forbes levou em conta também o faturamento de cada marca (a reportagem informa qual foi o volume total de vendas de cada marca).

De qualquer forma, é evidente que as dez marcas escolhidas, se não são as mais poderosas, estão certamente colocadas entre as marcas de mais prestígo no mundo, e por isso vale a pena conhecê-las.  ei-las, em ordem decrescente, com alguns comentários:

10) Fendi. Marca italiana de bolsas. O modelo Baguette ganhou fama no final dos anos 90, e atualmente a principal peça é a B Bag. A Baguette ganhou nova vida graças ao Sex and the City, onde a bolsa é usada pela protagonista.

9) Moet Chandon. Champanhe. Enquanto outras marcas vêm e vão, a Moet continua presente nas principais festas e eventos do mundo (por exemplo, é sempre uma Moet que os vencedores dos GPs de Fórmula 1 estouram).

8) Armani. Embora sofra concorrência e assédio de grandes marcas, o bilionário estilista Giorgio Armani consegue manter sua própria empresa individual. Recentemente, Armani cedeu seu nome para a Samsung, e também abriu restaurantes e hotéis com sua marca.

7) Hennessy. Conhaque. Apresenta grande crescimento entre novos milionários da Rússia, China e Vietnam; uma garrafa de Hennessy é um presente muito bem recebido por noivos chineses.

6) Rolex. A famosa marca de relógios suíça é possivelmente, de acordo com a Forbes, o produto mais falsificado do planeta. Sua força depende também muito dos novos ricos russos e chineses.

5) Chanel. A marca francesa de alta costura, acessórios, perfumes e produtos de beleza continua a manter suas fiéis clientes de meia idade, e consegue atrair mais e mais clientes jovens. Os produtos de alta costura estão vendendo como nunca, enquanto o setor de acessórios deve beneficiar-se da recente união com a Luxottica.

4) Cartier. Os diamantes da Cartier são provavelmente os mais brilhantes de todos. A Cartier é dona de outras marcas como Van Cleef e Arpels.

3) Gucci. Embora o faturamento recente tenha diminuído, a marca permanece uma das mais poderosas do mundo. A Gucci é dona de outras marcas de prestígio como Alexander McQueen, Stella McCartney (estilista inglesa, filha de Paul McCartney) e Bottega Veneta.

2) Hermès. A empresa tem ações na bolsa, mas o controle ainda é da família Hermès, o que seria, segundo especialistas, garantia da qualidade da marca. As bolsas são ainda projetadas, cortadas e costuradas manualmente na França, o que explica por que uma versão básica da conhecida Birkin custa US$ 8.000.

1) Louis Vuitton. A marca Louis Vuitton é apenas a mais conhecida do grupo LVHM, que inclui também, entre outras, a Fendi, a Moet Chandom e a Hennessy. Segundo a Forbes, a Louis Vuitton foi fundada em 1834, e desde então tem feito sucesso porque se dedica a produzir artigos de qualidade, e não produtos da moda.