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Vida de Rico » Viagem

Archive for the 'Viagem' Category

Copacabana Palace

Friday, December 19th, 2008

O Copacabana Palace é o hotel brasileiro mais conhecido no mundo, certamente um dos mais luxuosos, e possivelmente o hotel mais caro do Brasil.

O Copacabana foi construído pelo empresário Octavio Guinle e foi inaugurado em 1923; um dos sobrinhos de Octavio foi o playboy Jorginho Guinle, falecido em 2004 num quarto do Copabacana Palace, que se gabava de jamais ter trabalhado na vida. O Palace foi o primeiro edifício de grandes dimensões em Copacabana; à época de sua inauguração, estava rodeado apenas de casas e mansões.

O projeto arquitetônico seguiu o estilo de dois renomados hotéis europeus: o Negresco, em Nice, e o Carlton International, de Cannes. A decoração empregou os mais nobres dos materiais existentes, como mármores de Carrara e cristais da Boêmia.

Na década de 1980, o Copa e os Guinle passaram por um período de decadência, e cogitou-se inclusive a demolição do hotel. Em 1985, o hotel foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Em 1989, o Copa foi vendido para a cadeia de hotéis de luxo Orient Express, e retomou sua trajetória de glamour e sucesso.

Atualmente, o hotel tem 240 acomodações, sendo 112 quartos e 128 suítes, distribuídas entre o prédio principal (Main Building) e um anexo nos fundos (Tower Wing).

O valor das diárias vai de US$ 455 (mais barato, quarto no prédio principal com vista para a cidade) até US$ 2400 (penthouse, no sexto e último andar do prédio principal). A diária varia com o tamanho do quarto, andar, vista (para o mar ou cidade), conforto e serviços. O preço não inclui café da manhã, e será acrescido de taxas de serviço (10%), impostos municipais (5%) e uma taxa turística opcional de R$ 9; uma criança de até doze anos fica como cortesia no mesmo quarto dos pais; animais de estimação são admitidos, desde que pequenos e silenciosos, a uma taxa de US$ 230 por animal.

Por ocasião do show de Madonna, o Copa apresentou algumas fotos da penthouse. Segundo a revista Caras, Madonna alugou todas as sete penthouses do Copabana Palace, a um custo de R$ 35.000 por dia (valor condizente com a tabela do hotel). Abaixo, algumas fotos:

Copacabana Palace

A maior das suites penthouses tem mais de 100 m2 de área. As sete suítes podem ser conjugadas, atingindo uma área de 220 m2. Hóspedes da suíte têm acesso a privilégios como obras de arte nos quartos, piscina exclusiva, balcão com vista para o mar, serviços de mordomo 24 horas.

Rodeo Drive, Beverly Hills

Friday, October 17th, 2008

Rodeo Drive é a rua mais luxuosa de moda e acessórios de Beverly Hills, cidade da Califórnia, Estado mais rico do maior país do mundo; por isso, Rodeo Drive tem possivelmente a maior concentração de lojas de luxo do mundo.

Contribui também para essa aura de exclusividade, além da pujança das lojas, o fato de Beverly Hills ser relativamente curta, com apenas três quarteirões; outros centros de luxo, como a Champs Elysées de Paris, o bairro de Ginza no Japão, a Via Montenapoleone em Milão, e mesmo a Oscar Freire em São Paulo (um dos vértices do quadrilátero do luxo), são consideravelmente mais longos, o que permite uma mistura de lojas de luxo com lojas tradicionais.

A pronúncia correta é “Rodeio Draiv”. Os primeiros europeus a colonizarem a costa oeste americana foram os espanhóis (a Califórnia tornou-se estado americano apenas em 1850, após uma guerra entre mexicanos e americanos); em 1769, Don José Gaspar de Portola estabeleceu-se na região onde hoje é Beverly Hills. Os índios nativos chamavam a região de “El Rodeo de las Aguas”, em vista do número de rios e lagoas que ali se concentravam (naquela região árida, água era um bem muito valioso para os índios e os espanhóis); após mais de dois séculos, o espírito do nome original se manteve.

Rodeo Drive, Beverly Hills

Rodeo Drive, Beverly Hills

É difícil encontrar uma das marcas de luxo que não tenham lojas em Rodeo Drive. Algumas das marcas que podem ser visitadas: Giorgio Armani, Baccarat, Bang & Olufsen, Bottega Veneta, Bvlgari, Burberry, Cartier, Celine, Chanel, Dior, DeBeers, Dolce & Gabbana, Domenico Vacca, Ermenegildo Zegna, Etro, Fendi, Hugo Boss, Gucci, Hermès, Judith Ripka, Lacoste, La Perla, Louis Vuitton, Polo Ralph Lauren, Prada, Sergio Rossi, Tiffany & Co, Van Cleef & Arpels, Valentino, Versace e Yves Saint-Laurent.

Uma sugestão de hotel para os que pretendem visitar Rodeo Drive é o Beverly Wilshire, um dos mais luxuosos de Beverly Hills; foi nesse hotel que Uma Linda Mulher, com Julia Roberts e Richard Gere, foi filmado (no filme, Roberts visita algumas lojas e é destratada pelos esnobes atendentes). Beverly Hills e Rodeo Drive são tema também de Barrados no Baile, seriado exibido no Brasil (o nome original faz referência a 90210, o código postal de Beverly Hills).

Ainda para quem pretende viajar, outra boa notícia: o consulado do Brasil em Los Angeles localiza-se justamente em Beverly Hills; apenas outros três países têm essa primazia: Armênia, Colômbia e Equador.

Outro Pacote de Viagens para Milionários

Saturday, October 4th, 2008

Será que vai virar moda?

Há alguns meses, um hotel de Abu Dhabi anunciou que lançaria um pacote de turismo que custava US$ 1 milhão. Dessa feita, é a cadeia Leading Hotels of the World, que congrega os hotéis mais luxuosos do mundo, quem anuncia, também ao custo de US$ 1 milhão, uma Viagem ao Redor do Mundo em 80 Dias (caso a página com detalhes da Viagem torne-se indisponível, clique na imagem abaixo para ver como era o seu aspecto).

Volta ao Mundo em 80 Dias, e por US$ 1 milhão

Volta ao Mundo em 80 Dias, e por US$ 1 milhão

A explicação para o evento é esquisita: em comemoração aos 80 anos do Prêmio Oscar, a LHW vai fazer uma homenagem a um dos filmes ganhadores de Oscar: A Volta ao Mundo em 80 Dias, um filme foi baseado em um livro homônimo de Júlio Verne.

Na estória, passada em 1872, um milionário (Phileas Fogg) aposta com membros de seu clube que conseguiria dar a volta ao mundo em 80 dias gastando não mais que 20.000 libras. A viagem inicia-se e termina em Londres, passando por locais como o Canal de Suez, India, Hong Kong, Yokohama, São Francisco e Nova York, antes de retornar ao ponto de partida. Embora no filme tenha-se utilizado o balão como meio de transporte, no livro original eram utilizados apenas trens e barcos a vapor.

A idéia da LHW é reproduzir a viagem. A jornada terá os mesmos 80 dias e será feita também por milionários, mas com as diferenças de que os aventureiros viajarão em jato particular e ficarão hospedados nos melhores hotéis do mundo.

Cidades do roteiro incluem Londres, Paris, Mumbai, Hong Kong, Tóquio, Hawai, São Francisco, Chicago e Nova York. Em todas as cidades, além da hospedagem nos melhores hotéis cinco estrelas do mundo, estão programados roteiros de entretenimento, culturais e gastronômicos, todos personalizados e de altíssimo padrão (”os viajantes verão tudo que vale a pena ser visto e farão tudo que vale a pena ser feito”).

Diz o site da LHW: “Nós os convidamos a abrir suas mentes e carteiras e prepar-se para iniciar a viagem da sua vida”.

Preço: US$ 1 milhão, para duas pessoas. Contato: (212) 515 5704, em Nova York.

Cruzeiro no Mar Mediterrâneo

Wednesday, September 24th, 2008

Para algumas pessoas, mesmo os destinos mais badalados e os hotéis mais luxuosos do mundo já não são novidade; cada vez mais, essas pessoas estão migrando para um novo tipo de turismo: cruzeiros de luxo por águas internacionais.

Embora o circuito Miami-Caribe ainda seja bem frequentado, uma outra opção ganha força entre os realmente endinheirados: os cruzeiros pelo Mediterrâneo.

Iate Midlandia, acomoda onze pessoas

Iate Midlandia, acomoda onze pessoas

A costa mediterrânea permite fácil acesso tanto aos hot spots do jetset (Cote D’Azur, Barcelona, Monte Carlo), como a destinos mais calmos porém bem frequentados (a grega Mikonos, a croata Dubrovnik, a turca Bodrum) e também a praias e ilhas isoladas e particulares.

Na Teresa Perez, uma agência de viagens especializada em pacotes de luxo, a procura por aluguel de iates em águas internacionais dobrou no último ano. A Regatta, revendedora de produtos náuticos, criou há dois anos um departamento dedicado ao alugel de barcos na Europa e no Caribe; foram vendidos dez pacotes em 2007 e quase vinte neste ano.

Também esse ano, a empresa britânica Edmiston, administradora de barcos e iates de grande porte, abriu um escritório em São Paulo. “É como um hotel cinco estrelas em alto-mar. Pode-se ter à disposição manicure, cabeleireiro, massagista, escolher um menu personalizado e até jogar golfe na água, com bolinhas que bóiam e um serviçal para buscá-las”, afirma Ana Trajano, da Edmiston.

Entre os brasileiros que desfrutaram luxos do gênero no verão europeu de 2008 estão as família Birman (da Arezzo), Grendene e Guanaes. “Com o dólar baixo, e levando em conta todos os outros custos que você teria em uma viagem, alugar um iate até sai em conta”, calcula o publicitário Nizan Guanaes, que escolheu a Sardenha para, com onze pessoas, festejar o aniversário de 50 anos.

Cristina O, um dos maiores iates do mundoOs iates alugados, em geral, são propriedade particular. Como um barco parado se deteriora mais rapidamente, além de representar custos de manutenção pesados até para milionários, muitos donos aproveitam a mordomia durante algumas semanas por ano e a alugam pelo restante da temporad. Por isso, é possível ficar no barco do ator Nicolas Cage – decorado com fotos de seus filmes – ou no do empresário italiano da Fórmula 1 Flavio Briatore, ou no Christina O (foto acima), que pertenceu aos Onassis, ainda um dos maiores iates do mundo, com 325 pés.

O aluguel por uma semana de um iate médio, de 100 pés, seis cabines, custa em torno de US$ 105.000 (fora os custos com alimentação, combustível e taxas - a tripulação está incluída). “É comum o cliente confundir charter com cruzeiro e querer fazer Itália, Grécia e Turquia em uma semana. O mais indicado é ir a lugares exclusivos, ficar mais tempo, conhecer melhor cada parada”, explica Luciane Reinbrecht, da Regatta. Claro que para isso, além de dinheiro, é preciso ter tempo.

Um exemplo de roteiro seguido por quem dispõe de ambos foi o que o empresário paulista Michel Saad fez há três meses. Em companhia de amigos portugueses, ele começou no Festival de Cannes, passou pela corrida de Fórmula 1 em Mônaco e terminou em Saint-Tropez, parada obrigatória da turma dos iates. “O bom é que cada dia você vai a um lugar. Pode sair de barco de dia e tem mobilidade de dormir onde quiser. À noite, pegávamos um motorista e íamos para a boate em Mônaco”, conta ele. Tudo sem fazer e desfazer as malas, perder tempo em aeroporto ou penar no trânsito.

Quem gostou da idéia tem de se planejar. Para pegar a temporada européia, de junho a setembro, só no ano que vem. Talvez ainda haja alguma coisinha livre no Caribe (dezembro a abril). E lembre-se do sábio conselho de Teresa Perez: “Como as cabines são pequenas, sempre recomendo que se deixe uma livre para acomodar as malas”.

Abu Dhabi - a cidade mais rica do mundo

Tuesday, September 2nd, 2008

Qual a cidade mais rica do mundo?

Se o critério for renda média per capita, a resposta é Zurique, na Suíça, onde cada morador ganha em média 40% do que os moradores de Nova York (para comparação, os paulistas, os mais bem pagos do Brasil, ganham apenas 36% dos nova-yorkinos). Se o critério for o produto bruto, as cidades mais ricas são, pela ordem, Tokio e Nova York, as duas únicas a terem (dados referentes a 2005), produto superiores a US$ 1 trilhão, ou seja, mais do que o PIB do Brasil. E se for número de bilionários, a resposta é Moscou.

Mas se o critério for o patrimônio médio por habitante, a cidade mais rica do mundo é Abu Dhabi; para ser preciso, Abu Dhabi não é cidade, e sim a capital e um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos. De acordo com a revista Fortune, o emirado tem 420.000 habitantes e um total de US$ 1 trilhão investidos no exterior, o que dá a cada um dos habitantes, em média, um volume de US$ 17 milhões em investimentos.

Evidentemente, a grande maioria do dinheiro pertence à família de sheiks que controla o país. Mas de qualquer forma, essa montanha de dinheiro está servindo para mudar a face de Abu Dhabi; a cidade pretende tornar-se uma referência no turismo mundial para pessoas ricas, e por isso vale a pena saber mais sobre ela.

Em primeiro lugar, deve-se evitar confundir Abu Dhabi com Dubai, outro emirado árabe que ganhou fama recentemente como centro financeiro e turístico mundial. Dubai tornou-se famosa rapidamente por grandes prédios (como o inconfundível hotel em forma de veleiro Burj Al Arab) e pelas ilhas artificiais em forma de palmeira (foto abaixo).

Em 1958, foi descoberta nos Emirados Árabes o que depois se comprovaria ser a quinta maior reserva de petróleo do mundo; noventa por cento dessa reserva localiza-se no sub-solo de Adu Dhabi.

Por décadas, os emirados mantiveram-se na posição de exploradores de petróleo e investidores inernacionais; pouco investimento foi feito, a não ser em infra-estrutura de petróleo. Um dos motivos era que, por decisão dos sheiks, nenhum pedaço de terra dos emirados poderia ser vendido a estrangeiros.

Dubai, embora tivesse menos petróleo, deu a partida no processo de modernização. Em 1997, a lei permitiu a venda de terrenos em Dubai, o que atraiu diversos investidores estrangeiros. A nova geração de sheiks, educada no exterior, financiou diversos projetos, que colocaram Dubai no mapa do turismo de luxo.

Abu Dhabi, com atraso, decidiu seguir os passos de Dubai. Em 2004, o antigo sheik faleceu, e o poder foi passado a Mohammed bin Zayed al Nahyan, então com 42 anos, formado na Inglaterra, considerado o mais ocidental dos líderes dos Emirados.

O primeiro passo de Mohammed foi criar a Etihad, empresa aérea do Abu Dhabi, com o claro propósito de competir com a Emirates, de Dubai. Para confrontar com o hotel em forma de veleiro, Abu Dhabi investiu US$ 3 bilhões no Abu Dhabi Palace, tornando-o o hotel mais caro do mundo. E se Dubai tinha ilhas em forma de palmeira, Adu Dhabi lançou a Reem Island (centro comercial) e a Saadiyat Island (Ilha Saudita), um mega projeto de US$ 28 bilhões, que visa a construir um dos maiores centros comerciais, culturais e turísticos do mundo (o Louvre e o Guggenhein já confirmaram a abertura de museus em Saadiyat).

E os sheiks ainda têm muito para investir e gastar, como mostram os diversos arranha-céus em construção, os carros esportivos nas ruas, os estrangeiros que passeiam e se mudam para Abu Dhabi. E é justamente esse enorme capital, acumulado ao longo de décadas, que atrai a atenção do mundo. Na opinião do presidente da cadeia de hotéis de luxo Hyatt, pode ser que Adu Dhabi se torne o centro financeiro do mundo, o que atrairia hordas de homens de negócios, capital e, com eles, turismo.

Ou seja: milionários do mundo passarão a se encontrar em Abu Dhabi.

Dubai

Saturday, August 30th, 2008

Até a década de 1950, o emirado de Dubai (um dos sete que compõem os Emirados Árabes Unidos) não passava de um pequeno entreposto comercial, que sobrevivia da pesca e da coleta de pérolas. Em 1958, os britânicos encontraram petróleo em Abu Dhabi e, oito anos depois, em Dubai.

A maior parte das reservas estava em Abu Dhabi; Dubai tinha reservas muito pequenas, as quais foram rapidamente exploradas: estima-se que a última gota seja tirada em menos de uma década. Segundo a mitologia nacional fervorosamente repetida , o grande feito da família Al Maktoum, que comanda o lugar há quase 200 anos, foi ter visão para perceber a necessidade de criar fontes alternativas de riqueza.

Em 1979, o xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum ordeou a criação de uma zona franca e a construção de um porto artificial em Jebel Ali; hoje, esse porto é um dos dez mais movimentados do mundo. Com isso, Dubai conseguiu se livrar da petrodependência e se abriu para o espírito empreendedor que o tornou um lugar único. Em anos recentes, a economia de Dubai cresceu a taxas superiores às da China; ver esse relatório sobre a economia de Dubai e dos Emirados Árabes Unidos.

Diz a lenda que o xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, antes de morrer, fez com que lhe prometessem que, em sua rota irrefreável rumo ao desenvolvimento econômico, Dubai ao menos não cederia à construção de cassinos. Todo o restante cardápio de tentações do consumismo e do liberalismo que os radicais islâmicos consideram atávico ao Ocidente, no entanto, pode ser encontrado ali. Isso inclui prostitutas de luxo e, com um certo esforço, drogas; bebidas alcoólicas são permitidas nos hotéis, para consumo apenas de estrangeiros.

Dubai é o lugar onde as mais exacerbadas alucinações arquitetônicas se tornam realidade. Só na construção das três ilhas artificiais de Palm Jumeirah, Palm Jebel Ali e Palm Deira será utilizado um volume de areia e pedras que seria capaz de soterrar dezenas de vezes a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Já começou a sair do papel Hidrópolis, o primeiro hotel resort subaquático do mundo, e o Burj Dubai, candidato a edifício mais alto do mundo, tem entrega marcada para 2009.

Dubai prepara-se também para ser sede dos dois maiores shopping centers do mundo. Num lugar onde as compras são paixão nacional e atração turística, os shopping centers funcionam ainda como centro da vida social, inclusive por razões climáticas – no verão, a temperatura durante o dia chega a quase 50 graus e não há quem agüente ficar na rua, longe do ar-condicionado. Resultado: os shoppings de Dubai levam ao extremo o conceito de centros de entretenimento, mais do que simplesmente de compras.

O Emirates Mall, além de oferecer hotel cinco estrelas e uma seleção das melhores lojas de luxo do mundo, terá como requinte uma pista de esqui indoor que reproduz o ambiente dos Alpes; no futuro, aliás, Dubai tem a pretensão de sediar os Jogos Olímpicos de Inverno, já que outra pista de esqui ainda maior será construída em um gigantesco parque temático chamado Dubailândia (onde os turistas poderão apreciar uma réplica dos Jardins Suspensos da Babilônia e uma da Torre Eiffel – 20 metros mais alta que a original).

O dinheiro para essas lucrativas excentricidades vem em sua maior parte do governo, que cria estatais para tocar os projetos; estima-se que os Emirados tenham mais de US$ 1 trilhão investidos no exterior, e parte dessa montanha de petrodólares está sendo investida no próprio país. Recentemente, mais e mais estrangeiros estão investindo em Dubai, graças à perspectiva de crescimento e à solidez da economia, que levam a projeções de que no futuro Dubai será um centro mundial de finanças e turismo.

Moscou, capital dos bilionários

Saturday, August 23rd, 2008

Atualização, 18 de setembro de 2008. A reportagem abaixo está desatualizada. Ela foi publicada na revista Veja de 6 de agosto de 2008. Em 15 de setembro de 2008, o banco americano Lehman Brothers faliu, demarcando o início da maior e mais abrupta crise financeira desde 1929.

O post abaixo fica como uma registro de como era a fartura econômica em países emergentes antes da crise.

Em nenhum outro lugar do mundo a palavra novo-rico faz tanto sentido quanto na capital da Rússia, Moscou. Segundo a Forbes, a cidade tem a maior concentração de bilionários do planeta; são 74, contra 71 em Nova York (ver lista dos bilionários, publicada pela Forbes em 2008; nessa reportagem, na qual a Veja parece ter se baseado, a Forbes confirma que Moscou é a cidade com mais bilionários no mundo).

A maioria dos 103 mil milionários russos, cuja fortuna total é avaliada em 670 bilhões de dólares, vive na capital. Tanto dinheiro se traduz na exuberância do comércio de luxo. As lojas da Gucci, da Dolce & Gabbana e da Chanel em Moscou estão entre as três maiores em volume de vendas de suas cadeias internacionais. A Brioni, grife italiana de roupas masculinas cujos ternos custam 5 000 dólares, tem na cidade sua principal loja (ironicamente, a Brioni era a marca que vestia James Bond, um dos grandes inimigos dos russos).

Os ricaços moscovitas gostam de exibir o seu novo estilo de vida: a cidade é uma das seis do mundo que abrigam a Feira do Milionário, um evento anual de luxo. Na edição do ano passado, foram vendidos, em apenas quatro dias, 750 milhões de dólares em apartamentos no emirado de Dubai, iates, celulares incrustados de diamantes e outros bens. Quando viajam para o exterior, os russos também fazem questão do melhor que o dinheiro pode comprar; eles são os turistas que mais gastam com hospedagem: em média, 227 dólares por dia.

Moscou aparece, pelo terceiro ano consecutivo, como a cidade mais cara do mundo. O estudo, elaborado pela consultoria americana Mercer, leva em conta o preço de 200 itens em 143 cidades, incluindo alimentação, transporte, vestuário e habitação. Os preços em Moscou são em média doze por cento mais altos que os de Tóquio, no Japão, a segunda colocada.

Em Moscou, os estabelecimentos comerciais vazios dos tempos do comunismo foram substituídos por ornamentadas lojas de grifes estrangeiras. A vida noturna é agitada e há refinadas e caras opções de restaurantes. O dinamismo econômico e a taxa de desemprego inferior a 2% atraem para a capital da Rússia novos moradores, que aumentam a população de 13 milhões de habitantes; isso elevou a demanda por moradia e fez dobrar o preço dos imóveis nos últimos três anos - o caro aluguel residencial em Moscou só é superado pelo de Hong Kong. O rublo valorizou-se em relação ao dólar, encarecendo ainda mais o custo de vida dos moscovitas. O cafezinho sai por 10 dólares, em média.

A exuberância da capital é um retrato do crescimento econômico do país, o maior produtor mundial de gás natural e o segundo maior de petróleo (nota do blog: foi justamente essa dependência que fez da Rússia um dos países mais afetados pela crise, à medida que os preços de gás e óleo despencaram). Sob o comando do presidente Vladimir Putin, que deixou recentemente o cargo, e impulsionada pela alta no preço de gás e petróleo, a Rússia cresceu em média 7% nos últimos oito anos. A economia já apresenta sinais de superaquecimento – a inflação chegou a 12% em 2007 –, mas deve continuar crescendo mais de 6% ao ano até 2010. Estima-se que, até lá, o orçamento da prefeitura de Moscou ultrapasse o de Nova York. Desde 2003, o salário médio dos russos cresceu 30% ao ano.

É surpreendente lembrar que há apenas duas décadas a maioria dos moscovitas morava em kommunalkas, apartamentos comunitários divididos por duas ou mais famílias. Nos mercados, filas enormes disputavam os poucos produtos disponíveis. Viva o capitalismo.

Pacote de viagem de US$ 1 milhão

Thursday, August 14th, 2008

Você está disposto a pagar US$ 1 milhão por um pacote turístico?

O Emirates Palace Abu Dhabi, hotel de altíssimo padrão situado em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, está oferendo um pacote turístico de 1 milhão de dólares.

Emirates Palace Hotel

Emirates Palace Hotel

Tradução da página do site do hotel:

Emirates Palace lança um extravagante Pacote de Um Milhão de Dólares

A estonteante grandeza de um dos hotéis mais caros jamais construídos exige que se ofereçam serviços ultra-luxuosos aos hóspedes, incluindo confortos incomparáveis e incríveis pacotes feitos sob medida. O Emirates Palace excede todas as expectativas em sua última iniciativa: um fantástico pacote, a ser lembrado por toda a vida, ao pesado custo de US$ 1 milhão.

O pacote incorpora pura opulência, e inclui o seguinte, para dois hóspedes:

  • Viagem ida e volta em primeira classe até Abu Dhabi a partir de qualquer destino servido pela Etihad Airlines (infelizmente, essa companhia não voa para o Brasil; entretanto, há vôos diretos entre São Paulo e Dubai, pela Emirates, companhia aérea de Dubai).
  • Sete noites de estada na Palace Suite, com 680 metros quadrados, no Emirates Palace Hotel, com tudo incluído
  • Um Maybach com motorista à disposição durante toda a estada em Abu Dhabi
  • Tratamento todos os dias no Ananpara Spa
  • Viagem de um dia em jatinho particular até o Irã, para criação de um tapete persa individualizado, feito pelo mais exclusivo e renomado tapeceiro Iraniano
  • Viagem de um dia em jatinho particular até o Mar Morto, na Jordânia, para visitar o famoso mar e experimentar uma tarde de tratamento de Anantara spa no Kempinski Hotel Ishtar
  • Viagem de um dia em jatinho particular até o Bahrein, para uma pesca de pérola em águas profundas; as pérolas serão posteriormente trabalhadas a mão para transformação em jóias
  • Jogar golfe no Adu Dhabi Golf Club
  • Produzir o próprio perfume com experts da YAS Perfumes
  • Pesca em águas profundas
  • Diversos agrados, incluindo: champanhe ao pôr do sol; passeios em ilhas desertas; coleção das pérolas mais raras do mundo, trabalhadas por Robert Wan; coleção de armas esportivas da Holland & Holland.

Interessados, ligar para 00 971 6908888