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Abu Dhabi - a cidade mais rica do mundo

Tuesday, September 2nd, 2008

Qual a cidade mais rica do mundo?

Se o critério for renda média per capita, a resposta é Zurique, na Suíça, onde cada morador ganha em média 40% do que os moradores de Nova York (para comparação, os paulistas, os mais bem pagos do Brasil, ganham apenas 36% dos nova-yorkinos). Se o critério for o produto bruto, as cidades mais ricas são, pela ordem, Tokio e Nova York, as duas únicas a terem (dados referentes a 2005), produto superiores a US$ 1 trilhão, ou seja, mais do que o PIB do Brasil. E se for número de bilionários, a resposta é Moscou.

Mas se o critério for o patrimônio médio por habitante, a cidade mais rica do mundo é Abu Dhabi; para ser preciso, Abu Dhabi não é cidade, e sim a capital e um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos. De acordo com a revista Fortune, o emirado tem 420.000 habitantes e um total de US$ 1 trilhão investidos no exterior, o que dá a cada um dos habitantes, em média, um volume de US$ 17 milhões em investimentos.

Evidentemente, a grande maioria do dinheiro pertence à família de sheiks que controla o país. Mas de qualquer forma, essa montanha de dinheiro está servindo para mudar a face de Abu Dhabi; a cidade pretende tornar-se uma referência no turismo mundial para pessoas ricas, e por isso vale a pena saber mais sobre ela.

Em primeiro lugar, deve-se evitar confundir Abu Dhabi com Dubai, outro emirado árabe que ganhou fama recentemente como centro financeiro e turístico mundial. Dubai tornou-se famosa rapidamente por grandes prédios (como o inconfundível hotel em forma de veleiro Burj Al Arab) e pelas ilhas artificiais em forma de palmeira (foto abaixo).

Em 1958, foi descoberta nos Emirados Árabes o que depois se comprovaria ser a quinta maior reserva de petróleo do mundo; noventa por cento dessa reserva localiza-se no sub-solo de Adu Dhabi.

Por décadas, os emirados mantiveram-se na posição de exploradores de petróleo e investidores inernacionais; pouco investimento foi feito, a não ser em infra-estrutura de petróleo. Um dos motivos era que, por decisão dos sheiks, nenhum pedaço de terra dos emirados poderia ser vendido a estrangeiros.

Dubai, embora tivesse menos petróleo, deu a partida no processo de modernização. Em 1997, a lei permitiu a venda de terrenos em Dubai, o que atraiu diversos investidores estrangeiros. A nova geração de sheiks, educada no exterior, financiou diversos projetos, que colocaram Dubai no mapa do turismo de luxo.

Abu Dhabi, com atraso, decidiu seguir os passos de Dubai. Em 2004, o antigo sheik faleceu, e o poder foi passado a Mohammed bin Zayed al Nahyan, então com 42 anos, formado na Inglaterra, considerado o mais ocidental dos líderes dos Emirados.

O primeiro passo de Mohammed foi criar a Etihad, empresa aérea do Abu Dhabi, com o claro propósito de competir com a Emirates, de Dubai. Para confrontar com o hotel em forma de veleiro, Abu Dhabi investiu US$ 3 bilhões no Abu Dhabi Palace, tornando-o o hotel mais caro do mundo. E se Dubai tinha ilhas em forma de palmeira, Adu Dhabi lançou a Reem Island (centro comercial) e a Saadiyat Island (Ilha Saudita), um mega projeto de US$ 28 bilhões, que visa a construir um dos maiores centros comerciais, culturais e turísticos do mundo (o Louvre e o Guggenhein já confirmaram a abertura de museus em Saadiyat).

E os sheiks ainda têm muito para investir e gastar, como mostram os diversos arranha-céus em construção, os carros esportivos nas ruas, os estrangeiros que passeiam e se mudam para Abu Dhabi. E é justamente esse enorme capital, acumulado ao longo de décadas, que atrai a atenção do mundo. Na opinião do presidente da cadeia de hotéis de luxo Hyatt, pode ser que Adu Dhabi se torne o centro financeiro do mundo, o que atrairia hordas de homens de negócios, capital e, com eles, turismo.

Ou seja: milionários do mundo passarão a se encontrar em Abu Dhabi.

Dubai

Saturday, August 30th, 2008

Até a década de 1950, o emirado de Dubai (um dos sete que compõem os Emirados Árabes Unidos) não passava de um pequeno entreposto comercial, que sobrevivia da pesca e da coleta de pérolas. Em 1958, os britânicos encontraram petróleo em Abu Dhabi e, oito anos depois, em Dubai.

A maior parte das reservas estava em Abu Dhabi; Dubai tinha reservas muito pequenas, as quais foram rapidamente exploradas: estima-se que a última gota seja tirada em menos de uma década. Segundo a mitologia nacional fervorosamente repetida , o grande feito da família Al Maktoum, que comanda o lugar há quase 200 anos, foi ter visão para perceber a necessidade de criar fontes alternativas de riqueza.

Em 1979, o xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum ordeou a criação de uma zona franca e a construção de um porto artificial em Jebel Ali; hoje, esse porto é um dos dez mais movimentados do mundo. Com isso, Dubai conseguiu se livrar da petrodependência e se abriu para o espírito empreendedor que o tornou um lugar único. Em anos recentes, a economia de Dubai cresceu a taxas superiores às da China; ver esse relatório sobre a economia de Dubai e dos Emirados Árabes Unidos.

Diz a lenda que o xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, antes de morrer, fez com que lhe prometessem que, em sua rota irrefreável rumo ao desenvolvimento econômico, Dubai ao menos não cederia à construção de cassinos. Todo o restante cardápio de tentações do consumismo e do liberalismo que os radicais islâmicos consideram atávico ao Ocidente, no entanto, pode ser encontrado ali. Isso inclui prostitutas de luxo e, com um certo esforço, drogas; bebidas alcoólicas são permitidas nos hotéis, para consumo apenas de estrangeiros.

Dubai é o lugar onde as mais exacerbadas alucinações arquitetônicas se tornam realidade. Só na construção das três ilhas artificiais de Palm Jumeirah, Palm Jebel Ali e Palm Deira será utilizado um volume de areia e pedras que seria capaz de soterrar dezenas de vezes a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Já começou a sair do papel Hidrópolis, o primeiro hotel resort subaquático do mundo, e o Burj Dubai, candidato a edifício mais alto do mundo, tem entrega marcada para 2009.

Dubai prepara-se também para ser sede dos dois maiores shopping centers do mundo. Num lugar onde as compras são paixão nacional e atração turística, os shopping centers funcionam ainda como centro da vida social, inclusive por razões climáticas – no verão, a temperatura durante o dia chega a quase 50 graus e não há quem agüente ficar na rua, longe do ar-condicionado. Resultado: os shoppings de Dubai levam ao extremo o conceito de centros de entretenimento, mais do que simplesmente de compras.

O Emirates Mall, além de oferecer hotel cinco estrelas e uma seleção das melhores lojas de luxo do mundo, terá como requinte uma pista de esqui indoor que reproduz o ambiente dos Alpes; no futuro, aliás, Dubai tem a pretensão de sediar os Jogos Olímpicos de Inverno, já que outra pista de esqui ainda maior será construída em um gigantesco parque temático chamado Dubailândia (onde os turistas poderão apreciar uma réplica dos Jardins Suspensos da Babilônia e uma da Torre Eiffel – 20 metros mais alta que a original).

O dinheiro para essas lucrativas excentricidades vem em sua maior parte do governo, que cria estatais para tocar os projetos; estima-se que os Emirados tenham mais de US$ 1 trilhão investidos no exterior, e parte dessa montanha de petrodólares está sendo investida no próprio país. Recentemente, mais e mais estrangeiros estão investindo em Dubai, graças à perspectiva de crescimento e à solidez da economia, que levam a projeções de que no futuro Dubai será um centro mundial de finanças e turismo.

Moscou, capital dos bilionários

Saturday, August 23rd, 2008

Atualização, 18 de setembro de 2008. A reportagem abaixo está desatualizada. Ela foi publicada na revista Veja de 6 de agosto de 2008. Em 15 de setembro de 2008, o banco americano Lehman Brothers faliu, demarcando o início da maior e mais abrupta crise financeira desde 1929.

O post abaixo fica como uma registro de como era a fartura econômica em países emergentes antes da crise.

Em nenhum outro lugar do mundo a palavra novo-rico faz tanto sentido quanto na capital da Rússia, Moscou. Segundo a Forbes, a cidade tem a maior concentração de bilionários do planeta; são 74, contra 71 em Nova York (ver lista dos bilionários, publicada pela Forbes em 2008; nessa reportagem, na qual a Veja parece ter se baseado, a Forbes confirma que Moscou é a cidade com mais bilionários no mundo).

A maioria dos 103 mil milionários russos, cuja fortuna total é avaliada em 670 bilhões de dólares, vive na capital. Tanto dinheiro se traduz na exuberância do comércio de luxo. As lojas da Gucci, da Dolce & Gabbana e da Chanel em Moscou estão entre as três maiores em volume de vendas de suas cadeias internacionais. A Brioni, grife italiana de roupas masculinas cujos ternos custam 5 000 dólares, tem na cidade sua principal loja (ironicamente, a Brioni era a marca que vestia James Bond, um dos grandes inimigos dos russos).

Os ricaços moscovitas gostam de exibir o seu novo estilo de vida: a cidade é uma das seis do mundo que abrigam a Feira do Milionário, um evento anual de luxo. Na edição do ano passado, foram vendidos, em apenas quatro dias, 750 milhões de dólares em apartamentos no emirado de Dubai, iates, celulares incrustados de diamantes e outros bens. Quando viajam para o exterior, os russos também fazem questão do melhor que o dinheiro pode comprar; eles são os turistas que mais gastam com hospedagem: em média, 227 dólares por dia.

Moscou aparece, pelo terceiro ano consecutivo, como a cidade mais cara do mundo. O estudo, elaborado pela consultoria americana Mercer, leva em conta o preço de 200 itens em 143 cidades, incluindo alimentação, transporte, vestuário e habitação. Os preços em Moscou são em média doze por cento mais altos que os de Tóquio, no Japão, a segunda colocada.

Em Moscou, os estabelecimentos comerciais vazios dos tempos do comunismo foram substituídos por ornamentadas lojas de grifes estrangeiras. A vida noturna é agitada e há refinadas e caras opções de restaurantes. O dinamismo econômico e a taxa de desemprego inferior a 2% atraem para a capital da Rússia novos moradores, que aumentam a população de 13 milhões de habitantes; isso elevou a demanda por moradia e fez dobrar o preço dos imóveis nos últimos três anos - o caro aluguel residencial em Moscou só é superado pelo de Hong Kong. O rublo valorizou-se em relação ao dólar, encarecendo ainda mais o custo de vida dos moscovitas. O cafezinho sai por 10 dólares, em média.

A exuberância da capital é um retrato do crescimento econômico do país, o maior produtor mundial de gás natural e o segundo maior de petróleo (nota do blog: foi justamente essa dependência que fez da Rússia um dos países mais afetados pela crise, à medida que os preços de gás e óleo despencaram). Sob o comando do presidente Vladimir Putin, que deixou recentemente o cargo, e impulsionada pela alta no preço de gás e petróleo, a Rússia cresceu em média 7% nos últimos oito anos. A economia já apresenta sinais de superaquecimento – a inflação chegou a 12% em 2007 –, mas deve continuar crescendo mais de 6% ao ano até 2010. Estima-se que, até lá, o orçamento da prefeitura de Moscou ultrapasse o de Nova York. Desde 2003, o salário médio dos russos cresceu 30% ao ano.

É surpreendente lembrar que há apenas duas décadas a maioria dos moscovitas morava em kommunalkas, apartamentos comunitários divididos por duas ou mais famílias. Nos mercados, filas enormes disputavam os poucos produtos disponíveis. Viva o capitalismo.

Pacote de viagem de US$ 1 milhão

Thursday, August 14th, 2008

Você está disposto a pagar US$ 1 milhão por um pacote turístico?

O Emirates Palace Abu Dhabi, hotel de altíssimo padrão situado em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, está oferendo um pacote turístico de 1 milhão de dólares.

Emirates Palace Hotel

Emirates Palace Hotel

Tradução da página do site do hotel:

Emirates Palace lança um extravagante Pacote de Um Milhão de Dólares

A estonteante grandeza de um dos hotéis mais caros jamais construídos exige que se ofereçam serviços ultra-luxuosos aos hóspedes, incluindo confortos incomparáveis e incríveis pacotes feitos sob medida. O Emirates Palace excede todas as expectativas em sua última iniciativa: um fantástico pacote, a ser lembrado por toda a vida, ao pesado custo de US$ 1 milhão.

O pacote incorpora pura opulência, e inclui o seguinte, para dois hóspedes:

  • Viagem ida e volta em primeira classe até Abu Dhabi a partir de qualquer destino servido pela Etihad Airlines (infelizmente, essa companhia não voa para o Brasil; entretanto, há vôos diretos entre São Paulo e Dubai, pela Emirates, companhia aérea de Dubai).
  • Sete noites de estada na Palace Suite, com 680 metros quadrados, no Emirates Palace Hotel, com tudo incluído
  • Um Maybach com motorista à disposição durante toda a estada em Abu Dhabi
  • Tratamento todos os dias no Ananpara Spa
  • Viagem de um dia em jatinho particular até o Irã, para criação de um tapete persa individualizado, feito pelo mais exclusivo e renomado tapeceiro Iraniano
  • Viagem de um dia em jatinho particular até o Mar Morto, na Jordânia, para visitar o famoso mar e experimentar uma tarde de tratamento de Anantara spa no Kempinski Hotel Ishtar
  • Viagem de um dia em jatinho particular até o Bahrein, para uma pesca de pérola em águas profundas; as pérolas serão posteriormente trabalhadas a mão para transformação em jóias
  • Jogar golfe no Adu Dhabi Golf Club
  • Produzir o próprio perfume com experts da YAS Perfumes
  • Pesca em águas profundas
  • Diversos agrados, incluindo: champanhe ao pôr do sol; passeios em ilhas desertas; coleção das pérolas mais raras do mundo, trabalhadas por Robert Wan; coleção de armas esportivas da Holland & Holland.

Interessados, ligar para 00 971 6908888