Ouro na comida



January 26th, 2009

No Emirates Palace Hotel, em Abu Dhabi, encontra-se ouro em todos os lugares em que se espera encontrá-lo: nas cortinas, na decoração do teto, nos móveis, nas jóias, relógios e roupas dos hóspedes; mas agora o hotel está inovando com outra moda: ouro na comida.

No restaurante do hotel, pode-se consumir ouro em cappuccinos, em bolos de chocolate e em garrafas de champanhe. Uma garrafa de três litros de champanhe Pinot Noir, Chardonnay ou Pinot Meunier com pó de ouro 24 quilates sai por US$ 2.995; os milionários russos bebem essa champanhe com ostras e caviar. 

Segundo o hotel, em 2008 o restaurante consumiu 5 kg de ouro, na forma de pó ou finíssimas folhas de 1g, ao custo de US$ 100 o grama.

Esse costume originou-se com os antigos egípcios, que acreditavam quea ingerir ouro trazia melhorias à saúde. No restaurante Serendipity 3, de Nova York, há algum tempo é servido um bolo chamado Golden Opulence Sundae, preparado com diversos ingredientes de requinte e coberto com finíssimas folhas de ouro (0,07 micrômetros de espessura) de 23 quilates; o sorvete é servido em taça de cristal e tomado com colher de ouro. Quem experimentou o sorvete afirma que o ouro não tem gosto nenhum, apenas proporciona uma sensação crocante.

Hoje, sabe-se que o ouro comestível é inerte, ou seja, nenhum dos ácidos dos sistema digestivo humano consegue quebrá-lo; isso significa que o ouro é rapidamente eliminado doo organismo, de forma pura.

Se o ouro não tem gosto e é expelido integralmente do organismo, por que comê-lo então? “Por que é um sinal de excelência, que mostra o dinheiro, o poder e a importância da pessoa”, afirma o restaurante.

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