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Vida de Rico » dubai

O Brasil está à venda

Sunday, January 25th, 2009

O Brasil ainda está à venda. Melhor ainda: pode-se comprar apenas o Nordeste, ou o Pantanal, ou a região de São Paulo.

Interessados devem procurar o projeto The World (O Mundo), em (onde mais?) Dubai.

The World é um arquipélago de 300 ilhas artificiais construídas de forma a replicar o mapa-múndi, construído a aproximadamente quatro quilômetros da costa de Dubai. A menor ilha tem área de 14,000 m², enquanto a maior tem 42,000 m²; a distância média entre as ilhas é de 100 metros; o arquipélago tem aproximadamente 9 km de largura por 6 km de altura, e é circundado por um quebra-mar oval de 27 km.

O projeto foi iniciativa do sheik Mohammed, de Dubai; todas as ilhas foram construídas por meio da dragagem de areia do fundo do mar (320 milhões de metros cúbicos de areia). A construção iniciou-se em 2003, e a última pedra do quebra-mar foi colocada em 10 de janeiro de 2008; o custo estimado do projeto foi US$ 14 bilhões.

Segundo essa nota, o preço varia entre US$ 15 e US$ 50 milhões, e 60% das ilhas já estavam vendidas no início de 2008; recentemente, a Grã Bretanha foi comprada por £ 43 milhões. Existe um plano diretor para o arquipélago, definindo a forma de ocupação das ilhas; algumas poucas ilhas serão de uso individual (como a que Michael Schumacher ganhou de presente); outras serão de baixa, média e alta densidade de construção (São Paulo será de média e o Nordeste será de alta densidade); haverá ainda ilhas para construção de resorts, centros comerciais e outras.

As vendas são feitas apenas por convite de Dubai.

Abu Dhabi - a cidade mais rica do mundo

Tuesday, September 2nd, 2008

Qual a cidade mais rica do mundo?

Se o critério for renda média per capita, a resposta é Zurique, na Suíça, onde cada morador ganha em média 40% do que os moradores de Nova York (para comparação, os paulistas, os mais bem pagos do Brasil, ganham apenas 36% dos nova-yorkinos). Se o critério for o produto bruto, as cidades mais ricas são, pela ordem, Tokio e Nova York, as duas únicas a terem (dados referentes a 2005), produto superiores a US$ 1 trilhão, ou seja, mais do que o PIB do Brasil. E se for número de bilionários, a resposta é Moscou.

Mas se o critério for o patrimônio médio por habitante, a cidade mais rica do mundo é Abu Dhabi; para ser preciso, Abu Dhabi não é cidade, e sim a capital e um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos. De acordo com a revista Fortune, o emirado tem 420.000 habitantes e um total de US$ 1 trilhão investidos no exterior, o que dá a cada um dos habitantes, em média, um volume de US$ 17 milhões em investimentos.

Evidentemente, a grande maioria do dinheiro pertence à família de sheiks que controla o país. Mas de qualquer forma, essa montanha de dinheiro está servindo para mudar a face de Abu Dhabi; a cidade pretende tornar-se uma referência no turismo mundial para pessoas ricas, e por isso vale a pena saber mais sobre ela.

Em primeiro lugar, deve-se evitar confundir Abu Dhabi com Dubai, outro emirado árabe que ganhou fama recentemente como centro financeiro e turístico mundial. Dubai tornou-se famosa rapidamente por grandes prédios (como o inconfundível hotel em forma de veleiro Burj Al Arab) e pelas ilhas artificiais em forma de palmeira (foto abaixo).

Em 1958, foi descoberta nos Emirados Árabes o que depois se comprovaria ser a quinta maior reserva de petróleo do mundo; noventa por cento dessa reserva localiza-se no sub-solo de Adu Dhabi.

Por décadas, os emirados mantiveram-se na posição de exploradores de petróleo e investidores inernacionais; pouco investimento foi feito, a não ser em infra-estrutura de petróleo. Um dos motivos era que, por decisão dos sheiks, nenhum pedaço de terra dos emirados poderia ser vendido a estrangeiros.

Dubai, embora tivesse menos petróleo, deu a partida no processo de modernização. Em 1997, a lei permitiu a venda de terrenos em Dubai, o que atraiu diversos investidores estrangeiros. A nova geração de sheiks, educada no exterior, financiou diversos projetos, que colocaram Dubai no mapa do turismo de luxo.

Abu Dhabi, com atraso, decidiu seguir os passos de Dubai. Em 2004, o antigo sheik faleceu, e o poder foi passado a Mohammed bin Zayed al Nahyan, então com 42 anos, formado na Inglaterra, considerado o mais ocidental dos líderes dos Emirados.

O primeiro passo de Mohammed foi criar a Etihad, empresa aérea do Abu Dhabi, com o claro propósito de competir com a Emirates, de Dubai. Para confrontar com o hotel em forma de veleiro, Abu Dhabi investiu US$ 3 bilhões no Abu Dhabi Palace, tornando-o o hotel mais caro do mundo. E se Dubai tinha ilhas em forma de palmeira, Adu Dhabi lançou a Reem Island (centro comercial) e a Saadiyat Island (Ilha Saudita), um mega projeto de US$ 28 bilhões, que visa a construir um dos maiores centros comerciais, culturais e turísticos do mundo (o Louvre e o Guggenhein já confirmaram a abertura de museus em Saadiyat).

E os sheiks ainda têm muito para investir e gastar, como mostram os diversos arranha-céus em construção, os carros esportivos nas ruas, os estrangeiros que passeiam e se mudam para Abu Dhabi. E é justamente esse enorme capital, acumulado ao longo de décadas, que atrai a atenção do mundo. Na opinião do presidente da cadeia de hotéis de luxo Hyatt, pode ser que Adu Dhabi se torne o centro financeiro do mundo, o que atrairia hordas de homens de negócios, capital e, com eles, turismo.

Ou seja: milionários do mundo passarão a se encontrar em Abu Dhabi.

Dubai

Saturday, August 30th, 2008

Até a década de 1950, o emirado de Dubai (um dos sete que compõem os Emirados Árabes Unidos) não passava de um pequeno entreposto comercial, que sobrevivia da pesca e da coleta de pérolas. Em 1958, os britânicos encontraram petróleo em Abu Dhabi e, oito anos depois, em Dubai.

A maior parte das reservas estava em Abu Dhabi; Dubai tinha reservas muito pequenas, as quais foram rapidamente exploradas: estima-se que a última gota seja tirada em menos de uma década. Segundo a mitologia nacional fervorosamente repetida , o grande feito da família Al Maktoum, que comanda o lugar há quase 200 anos, foi ter visão para perceber a necessidade de criar fontes alternativas de riqueza.

Em 1979, o xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum ordeou a criação de uma zona franca e a construção de um porto artificial em Jebel Ali; hoje, esse porto é um dos dez mais movimentados do mundo. Com isso, Dubai conseguiu se livrar da petrodependência e se abriu para o espírito empreendedor que o tornou um lugar único. Em anos recentes, a economia de Dubai cresceu a taxas superiores às da China; ver esse relatório sobre a economia de Dubai e dos Emirados Árabes Unidos.

Diz a lenda que o xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, antes de morrer, fez com que lhe prometessem que, em sua rota irrefreável rumo ao desenvolvimento econômico, Dubai ao menos não cederia à construção de cassinos. Todo o restante cardápio de tentações do consumismo e do liberalismo que os radicais islâmicos consideram atávico ao Ocidente, no entanto, pode ser encontrado ali. Isso inclui prostitutas de luxo e, com um certo esforço, drogas; bebidas alcoólicas são permitidas nos hotéis, para consumo apenas de estrangeiros.

Dubai é o lugar onde as mais exacerbadas alucinações arquitetônicas se tornam realidade. Só na construção das três ilhas artificiais de Palm Jumeirah, Palm Jebel Ali e Palm Deira será utilizado um volume de areia e pedras que seria capaz de soterrar dezenas de vezes a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Já começou a sair do papel Hidrópolis, o primeiro hotel resort subaquático do mundo, e o Burj Dubai, candidato a edifício mais alto do mundo, tem entrega marcada para 2009.

Dubai prepara-se também para ser sede dos dois maiores shopping centers do mundo. Num lugar onde as compras são paixão nacional e atração turística, os shopping centers funcionam ainda como centro da vida social, inclusive por razões climáticas – no verão, a temperatura durante o dia chega a quase 50 graus e não há quem agüente ficar na rua, longe do ar-condicionado. Resultado: os shoppings de Dubai levam ao extremo o conceito de centros de entretenimento, mais do que simplesmente de compras.

O Emirates Mall, além de oferecer hotel cinco estrelas e uma seleção das melhores lojas de luxo do mundo, terá como requinte uma pista de esqui indoor que reproduz o ambiente dos Alpes; no futuro, aliás, Dubai tem a pretensão de sediar os Jogos Olímpicos de Inverno, já que outra pista de esqui ainda maior será construída em um gigantesco parque temático chamado Dubailândia (onde os turistas poderão apreciar uma réplica dos Jardins Suspensos da Babilônia e uma da Torre Eiffel – 20 metros mais alta que a original).

O dinheiro para essas lucrativas excentricidades vem em sua maior parte do governo, que cria estatais para tocar os projetos; estima-se que os Emirados tenham mais de US$ 1 trilhão investidos no exterior, e parte dessa montanha de petrodólares está sendo investida no próprio país. Recentemente, mais e mais estrangeiros estão investindo em Dubai, graças à perspectiva de crescimento e à solidez da economia, que levam a projeções de que no futuro Dubai será um centro mundial de finanças e turismo.