LVMH, PPR, Richemont : oligopólio no mercado de luxo

Friday, December 26th, 2008

Todos conhecem algumas razões pelas quais produtos de luxo custam caro: a alta qualidade dos produtos, o prestígio conferido a quem compra, o marketing intensivo, etc.

Mas há outra razão que contribui para o aumento de preços, essa não tanto conhecida: os oligopólios. Um oligopólio fica caracterizado quando, num certo mercado, existem muitos compradores e poucos vendedores, permitindo a esses últimos uma liberdade na determinação de preços; isso explica, por exemplo, por que, no oligopolístico mercado brasileiro de refrigerantes, Coca-Cola e Guaraná Antarctica custam muito mais caro do que uma Tubaína (ou sua equivalente nordestina, a cajuína).

Se um rico achar cara uma garrafa de Moet et Chandon e resolver, por protesto, comprar uma Veuve Clicquot, estará na verdade comprando do mesmo fornecedor, a LVHM, dona também da Louis Vuitton, e maior conglomerado de produtos de luxo do mundo.

São três os principais grupos detentores de marcas de luxo no mundo: LVHM, PPR e Richemont.

LVMH são as iniciais de Louis Vuitton, Moet et Chandon e Hennessy (não por coincidência, essas três estão incluídas entre as dez mais famosas marcas de luxo do mundo). A LVMH é proprietária também das seguintes marcas, entre diversas outras (para conhecer todas as marcas, visite essa página da LVMH): Veuve Clicquot, Chopin vodka e Mercier (bebidas); Dior, Tag Heuer, Zenith e Hublot (jóias e relógios); Louis Vuitton, Fendi, Donna Karan, Emilio Pucci, Givenchy, Kenzo e Marc Jacobs (moda e alta costura); Dior, Guerlain, Kenzo, Givenchy (perfumes).

PPR são as iniciais de Pinault-Printemps-Redoute, grupo criado pelo bilionário francês François Pinault (recentemente,  a Printemps foi vendida e desmembrou-se do grupo). Entre as marcas pertencentes à PPR, incluem-se (apenas as mais conhecidas no Brasil): Gucci, Yves Saint Laurent, Boucheron, Bottega Veneta, Alexander McQueen, Stella McCartney, Balenciaga, Fnac e Puma.

A Richemont foi criada em 1988 por um bilionário sul-africano, Johann Rupert, com o propósito de agregar marcas de luxo. Entre as marcas do grupo, incluem-se: Cartier, Van Cleef, Piaget, Vacheron Constantin, Jaeger-LeCoultre, Baume et Mercier, MontBlanc, Chloé e Polo Ralph Lauren.

Como se vê, boa parte do dinheiro gasto por consumidores do luxo acaba indo para os bolsos de algumas poucas pessoas.

Concentração de lojas de luxo em São Paulo

Tuesday, December 23rd, 2008

Embora o recente período de crescimento econômico tenha possibilitado o surgimento de novos milionários por todo o Brasil, é em São Paulo que se ainda se concentra grande parte do mercado de luxo do país; isso não é de surpreender, já que a abertura de novos pontos de marcas de luxo é muito mais seletiva do que o observado nos outros ramos do comércio (o Carrefour pode abrir uma nova unidade para atender a classe média de Fortaleza, mas a Ferrari certamente aguardará um crescimento maior).

Segundo a revista Exame 933, de dezembro de 2008, do total de US$ 1,66 bilhões do mercado de luxo, 70% são gastos em São Paulo. Mais do que isso: a maior parte desses 70% estão concentrados em quatro pontos de venda da cidade de São Paulo.

O mapa abaixo mostra o Quadrilátero do Luxo em São Paulo:


Exibir mapa ampliado

Nesse quadrado de pouco mais de 5 km de largura por 4 km de extensão, concentram-se os seguintes pontos:

Shopping Cidade Jardim (marcador azul). Principais lojas: Armani, Hermès, Louis Vuitton, Rolex, Tiffany & Co., Montblanc, Chanel, Ermenegildo Zegna, Salvatore Ferragamo, Gant e H.Stern.

Villa Daslu (marcador vermelho). Principais marcas: Louis Vuitton, Prada, Gucci, Tom Ford, Jimmi Choo, Dolce & Gabbana, Tod’s, Chanel, Valentino, Manolo Blahnik e Miu Miu.

Shopping Iguatemi (marcador verde). Principais marcas: Louis Vuitton, Gucci, Salvatore Ferragamo, Dolce & Gabbana, Ermenegildo Zegna, Bvlgari e Tiffany & Co.

Rua Oscar Freire e adjacências (marcador amarelo). Principais lojas: Cartier, Dior, Gant, Armani, H. Stern, Louis vuitton, Montblanc, Versace e Salvatore Ferragamo.

Gucci inaugura loja própria no Brasil

Monday, December 1st, 2008

Domingo, 30 de novembro, a italiana Gucci inaugurou sua flagship store (loja de referência) no Brasil e América Latina, no Shopping Iguatemi, em São Paulo; veja fotos da festa e das personalidades presentes aqui e aqui.

A loja inaugurada tem 470m2 (a maior loja da Gucci no mundo fica em Nova York e mede 45.000 pés quadrados, ou aproximadamente 4.200 m2), e sua inauguração mostra a pretensão da Gucci em expandir-se no país, onde já vendia produtos há algum tempo, através de parceria com a Daslu.

A nova loja oferecerá toda a linha Gucci, incluindo moda feminina e masculina, acessórios, sapatos, jóias e relógios. Segundo a Gucci, os lançamentos em São Paulo ocorrerão de forma concomitante com as demais flagships mundiais, como as localizadas nos Estados Unidos e Europa.

Loja da Gucci em Nova York

Loja da Gucci em Nova York

Imprensa britânica fala dos super-ricos do Brasil

Saturday, November 29th, 2008

O jornal britânico The Guardian, um dos mais importantes e influentes daquele país, publicou em 29 de novembro de 2008 uma reportagem intitulada “Super rich buck global trend and spend, spend, spend”, cuja tradução é “Super Ricos do Brasil ignoram tendência global e continuam gastando, gastando, gastando“.

Abaixo, tradução da reportagem:

A cancela de segurança move-se lentamente, abrindo passagem para mais uma luxuosa caminhonete de tração nas quatro rodas, com seus ocupantes encobertos por vidros fumê à prova de bala (nota desse blog: a reportagem refere-se ao Jardim Pernambuco, condomínio de luxo no Rio de Janeiro em que as ruas, embora públicas, foram bloqueadas por cancelas; ver, a propósito, reportagem sobre o Jardim Pernambuco).

Próximo dali, sob a sombra de uma jaqueira, um grupo de operários empoeirados dá a parada matinal de seu trabalho: construir mais uma luxuosa fortaleza cercada por palmeiras em Jardim Pernambuco, um casulo de 140 mansões de milionários situado numa colina no sul do Rio de Janeiro, o coração da alta sociedade brasileira.

Enquanto a crise de crédito causa estragos em todo lugar, os super-ricos do Brasil até agora estão relativamente incólumes. As brilhantes páginas de revistas para ricos estão cheias de anúncios de página inteira de spas de luxo, bolsas de designers e braceletes de diamante que custam mais do que muitos brasileiros ganham em toda a sua vida. Corretores de imóveis de luxo afirmam que eles estão ocupados como sempre, enquanto uma nova leva de hotéis super-luxo estão sendo lotados todos os finais de semana.

Um estudo recente conduzido pela MFC Consultoria e Conhecimento, um grupo brasileiro especializado em pesquisas sobre o mercado de luxo, mostrou que o mercado de Luxo no Brasil, conhecido no país como Mercado AAA, cresceu 17% em 2007 e espera-se que tenha taxas parecidas em 2008.

Brasil é um dos líderes mundiais no ranking de novos milionários. Nos últimos dois anos o número de milionários pulou de 130.000 para 220.000 e, até agora, a crise econômica não fez que eles parassem de consumir. “Os líderes de mercado no Brasil são Louis Vuitton, Dior, Versace, Armani, Valentino, Gucci e Prada”, afirmou um dos diretores da MFC.

Desde a cidade amazônica de Manaus até as metrópoles do sul como São Paulo e Rio de Janeiro, um número crescente de condomínios e lojas de luxo estão abrindo seus portões de segurança, quadras de tênis e piscinas para os ricos do país.

O presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, assumiu a Presidência em 2003 prometendo tirar milhões de seus compatriotas da pobreza. Mas seu tempo no poder tem coincidido com um crescimento sem precedentes no número de ricos. Atualmente, Lula goza de um índice histórico de aprovação de 57% entre os cidadão mais ricos do país.

“Do ponto de vista econômico, Lula não é um esquerdista nem um revolucionário; Lula é um conservador”, disse Lúcia Hippolito, uma conhecida comentarista política. “Ele se sente em casa quando está rodeado de empresários”.

Entretanto, há sinais crescentes de que a crise financeira começa a mostrar sua cara no Brasil. Os preços das commodities caíram apesar do avanço do Real, e em consequência espera-se que uma série de importantes projetos de infra-estrutura sofram atrasos. As classes média e baixa começam a sentir o tranco à medida que o crédito diminui. A MFC estima que o mercado de luxo comece a se retrair em 2009.

Por enquanto, contudo, a crise parece ser uma possibilidade distante em lugares como Jardim Pernambuco, onde o silêncio da tarde é quebrado apenas pelo canto dos pássaros e pelas batidas das bolas de tênis.

“Os banqueiros estão mais felizes do que nunca”, diz Hippolito; “no Brasil há uma piada que diz que Lula é pai dos pobres e mãe dos ricos”.

Rodeo Drive, Beverly Hills

Friday, October 17th, 2008

Rodeo Drive é a rua mais luxuosa de moda e acessórios de Beverly Hills, cidade da Califórnia, Estado mais rico do maior país do mundo; por isso, Rodeo Drive tem possivelmente a maior concentração de lojas de luxo do mundo.

Contribui também para essa aura de exclusividade, além da pujança das lojas, o fato de Beverly Hills ser relativamente curta, com apenas três quarteirões; outros centros de luxo, como a Champs Elysées de Paris, o bairro de Ginza no Japão, a Via Montenapoleone em Milão, e mesmo a Oscar Freire em São Paulo (um dos vértices do quadrilátero do luxo), são consideravelmente mais longos, o que permite uma mistura de lojas de luxo com lojas tradicionais.

A pronúncia correta é “Rodeio Draiv”. Os primeiros europeus a colonizarem a costa oeste americana foram os espanhóis (a Califórnia tornou-se estado americano apenas em 1850, após uma guerra entre mexicanos e americanos); em 1769, Don José Gaspar de Portola estabeleceu-se na região onde hoje é Beverly Hills. Os índios nativos chamavam a região de “El Rodeo de las Aguas”, em vista do número de rios e lagoas que ali se concentravam (naquela região árida, água era um bem muito valioso para os índios e os espanhóis); após mais de dois séculos, o espírito do nome original se manteve.

Rodeo Drive, Beverly Hills

Rodeo Drive, Beverly Hills

É difícil encontrar uma das marcas de luxo que não tenham lojas em Rodeo Drive. Algumas das marcas que podem ser visitadas: Giorgio Armani, Baccarat, Bang & Olufsen, Bottega Veneta, Bvlgari, Burberry, Cartier, Celine, Chanel, Dior, DeBeers, Dolce & Gabbana, Domenico Vacca, Ermenegildo Zegna, Etro, Fendi, Hugo Boss, Gucci, Hermès, Judith Ripka, Lacoste, La Perla, Louis Vuitton, Polo Ralph Lauren, Prada, Sergio Rossi, Tiffany & Co, Van Cleef & Arpels, Valentino, Versace e Yves Saint-Laurent.

Uma sugestão de hotel para os que pretendem visitar Rodeo Drive é o Beverly Wilshire, um dos mais luxuosos de Beverly Hills; foi nesse hotel que Uma Linda Mulher, com Julia Roberts e Richard Gere, foi filmado (no filme, Roberts visita algumas lojas e é destratada pelos esnobes atendentes). Beverly Hills e Rodeo Drive são tema também de Barrados no Baile, seriado exibido no Brasil (o nome original faz referência a 90210, o código postal de Beverly Hills).

Ainda para quem pretende viajar, outra boa notícia: o consulado do Brasil em Los Angeles localiza-se justamente em Beverly Hills; apenas outros três países têm essa primazia: Armênia, Colômbia e Equador.

Lojas de luxo se expandem no Brasil

Tuesday, September 30th, 2008

Reportagem da revista Veja trata do crescimento do segmento de lojas de luxo no Brasil. Abaixo, transcrição do texto, com comentários.

O laranja intenso das embalagens da grife francesa Hermès (não confundir com hermes.com.br, uma empresa brasileira que vende produtos populares) costuma provocar taquicardia nos aficionados de moda. Um tapume na cor laranja anuncia que, no início de 2009, a Hermès, marca conhecida por seus produtos caros (e pelas embalagens na cor laranja) e à prova de crises econômicas abrirá sua primeira loja no Brasil, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

Sala vip da nova loja Louis Vuitton

Sala vip da nova loja Louis Vuitton

E a Hermès não será a única loja de luxo naquele shopping. Perto dali, os emblemáticos dois cês em interseção anunciam uma loja da Maison Chanel na cidade, o segundo da marca em São Paulo, que será inaugurado em novembro de 2008. No Iguatemi, templo do luxo paulistano, a nova loja da italiana Gucci ocupará 470 metros quadrados, tomando umespaço hoje ocupado pela popular Lojas Americanas.

Não é coincidência a chegada de tantas grifes estrangeiras ao país. Segundo levantamento da Merrill Lynch, no fim de 2007 havia no Brasil 143 mil pessoas com patrimônio financeiro (ou seja, apenas dinheiro, sem contar com imóveis e outros bens) acima de 1 milhão de dólares; esse número é superior ao de outros países com economias em crescimento, como Rússia (136 000) e Índia (123 000). A isso se soma o comportamento do consumidor brasileiro: atento aos lançamentos e familiarizado com os mecanismos da moda, ele chega às lojas com a referência exata do último desfile. E a novidade é a alma do negócio das grifes. Por isso o país se tornou endereço obrigatório das principais marcas de luxo internacionais.

Em 2007, abriram lojas por aqui as bolsas da italiana Furla e da francesa Longchamp.

bolsa Longchamp

bolsa Longchamp

Também vieram os ternos sob medida da americana Tom Ford e as cobiçadas coleções da espanhola Balenciaga; essas duas últimas grifes ganharam um dentro da Daslu, que também abrigará a Emilio Pucci (italiana), conhecida pelas estampas originais, e a Goyard (francesa), a marca de acessórios favorita entre os milionários mais discretos.

“As nossas clientes brasileiras acompanham os desfiles de Paris pela imprensa e logo procuram as lojas para fazer suas encomendas”, diz Frédéric Morelle, presidente da Louis Vuitton para a América Latina. Em outros países emergentes, como China e Rússia, há também dinheiro e ostentação, mas falta informação sobre moda (resquício dos tempos de comunismo).

Não é por acaso que as vendas da Vuitton do Brasil (que inaugurou sua quarta loja em São Paulo neste ano - em Moscou há apenas duas lojas), crescem quatro vezes mais do que a média mundial. O produto mais procurado pelas consumidoras brasileiras atualmente é a bolsa Neverfull, com preço ao redor de US$ 650 (ao câmbio de hoje, aproximadamente R$ 1.770). Os três relógios Emprise que vieram para São Paulo, a R$ 36.800 cada um, voaram da prateleira em dez dias.

Curioso é que os itens básicos da Luis Vuitton não têm a mesma receptividade. E isso

Jeans Diesel

Jeans Diesel

ocorre também com as calças da Diesel: os jeans básicos de US$ 150 nem chegam por aqui, enquanto os modelos de US$ 1.100 (R$ 2 000), da edição limitada Diesel Denim Gallery, se esgotam rapidamente.

“Os brasileiros conhecem o luxo e investem em arte; por isso queremos criar raízes aqui”, afirma Bertrand Stalla-Bourdillon, executivo da grife Marc Jacobs, uma das marcas mais desejadas e copiadas do planeta, cuja primeira loja em São Paulo será inaugurada em dezembro de 2008.

Curiosamente, quem responderá pela operação comercial da Marca Jacobs no Brasil será Natalie Klein, filha de Michael Klein, dono das Casas Bahia, a maior rede de lojas populares do país. A mesma Natalie inaugurará, neste mês de setembro, espaços das grifes Stella McCartney e Missoni em sua loja, a NK Store.

Natalie diz não ter medo de se arriscar, mesmo sabendo que os produtos vendidos aqui custam quase o dobro, por causa taxas de importação. “Hoje nosso maior concorrente é o avião”, diz ela.

Relogio Emprise, Louis Vuitton

Relogio Emprise, Louis Vuitton

É aí que entra em ação, como diferencial, outra especialidade do segmento de luxo no Brasil: a cultura de oferecer serviços e agrados, como salas vips, copeiras, manobristas e vendedoras dispostas a ouvir problemas afetivos.

O jeito brasileiro de fazer negócios leva vantagem também por outro fator: a possibilidade de parcelamento das compras. Mesmo quem pode pagar à vista prefere dividir, o que as lojas fazem prontamente. “Com isso, abrimos nosso leque de clientes”, diz Rosangela Lyra, diretora-geral da Dior no Brasil.

Em 2007, a indústria do luxo faturou 5 bilhões de dólares no país, segundo dados da MCF Consultoria. Segundo a empresa, esse valor é 17% maior que em 2006. E, para 2008, a tendência é ainda de crescimento.

As marcas de luxo mais poderosas do mundo

Sunday, August 10th, 2008

A revista Forbes publicou recentemente um artigo chamado As Mais Poderosas Marcas de Luxo do Mundo (World’s Most Powerful Luxury Brands).

Esse tipo de lista depende de diversos fatores; nesse trabalho da Forbes (que a própria revista declara ter sido baseada em outro trabalho de uma agência de publicidade que tem contratos com diversas das marcas escolhidas), o principal fator foi supostamente a força da marca, ou seja, o quanto elas conseguem influenciar seus consumidores (o usuário é fiel? ele continuará consumindo a marca? ele acredita no futuro da marca?). Além disso, embora isso não tenho ficado explícito, a Forbes levou em conta também o faturamento de cada marca (a reportagem informa qual foi o volume total de vendas de cada marca).

De qualquer forma, é evidente que as dez marcas escolhidas, se não são as mais poderosas, estão certamente colocadas entre as marcas de mais prestígo no mundo, e por isso vale a pena conhecê-las.  ei-las, em ordem decrescente, com alguns comentários:

10) Fendi. Marca italiana de bolsas. O modelo Baguette ganhou fama no final dos anos 90, e atualmente a principal peça é a B Bag. A Baguette ganhou nova vida graças ao Sex and the City, onde a bolsa é usada pela protagonista.

9) Moet Chandon. Champanhe. Enquanto outras marcas vêm e vão, a Moet continua presente nas principais festas e eventos do mundo (por exemplo, é sempre uma Moet que os vencedores dos GPs de Fórmula 1 estouram).

8) Armani. Embora sofra concorrência e assédio de grandes marcas, o bilionário estilista Giorgio Armani consegue manter sua própria empresa individual. Recentemente, Armani cedeu seu nome para a Samsung, e também abriu restaurantes e hotéis com sua marca.

7) Hennessy. Conhaque. Apresenta grande crescimento entre novos milionários da Rússia, China e Vietnam; uma garrafa de Hennessy é um presente muito bem recebido por noivos chineses.

6) Rolex. A famosa marca de relógios suíça é possivelmente, de acordo com a Forbes, o produto mais falsificado do planeta. Sua força depende também muito dos novos ricos russos e chineses.

5) Chanel. A marca francesa de alta costura, acessórios, perfumes e produtos de beleza continua a manter suas fiéis clientes de meia idade, e consegue atrair mais e mais clientes jovens. Os produtos de alta costura estão vendendo como nunca, enquanto o setor de acessórios deve beneficiar-se da recente união com a Luxottica.

4) Cartier. Os diamantes da Cartier são provavelmente os mais brilhantes de todos. A Cartier é dona de outras marcas como Van Cleef e Arpels.

3) Gucci. Embora o faturamento recente tenha diminuído, a marca permanece uma das mais poderosas do mundo. A Gucci é dona de outras marcas de prestígio como Alexander McQueen, Stella McCartney (estilista inglesa, filha de Paul McCartney) e Bottega Veneta.

2) Hermès. A empresa tem ações na bolsa, mas o controle ainda é da família Hermès, o que seria, segundo especialistas, garantia da qualidade da marca. As bolsas são ainda projetadas, cortadas e costuradas manualmente na França, o que explica por que uma versão básica da conhecida Birkin custa US$ 8.000.

1) Louis Vuitton. A marca Louis Vuitton é apenas a mais conhecida do grupo LVHM, que inclui também, entre outras, a Fendi, a Moet Chandom e a Hennessy. Segundo a Forbes, a Louis Vuitton foi fundada em 1834, e desde então tem feito sucesso porque se dedica a produzir artigos de qualidade, e não produtos da moda.