Bolsas mais caras do mundo

Tuesday, September 29th, 2009

Recebi por email:

As 10 bolsas mais caras do mundo

10 º– Marc Jacobs Carolyn Crocodile,
R$ 63.360,00 - é feita de couro roxo de crocodilo.

9 º – Nancy Gonzalez Porousus
R$ 63.360,00 - feita de peles e couros exóticos.

8 º – Fendi Selleria
R$ 80.256,00 - feita de couros chinchila e zibelina. ( Essa dá cadeia! )

7 º – Gadino Handbag de Hilde Palladino
R$ 81.249,00 - bolsa que traz 39 diamantes e detalhes em ouro.

6 º – Louis Vuitton Tribute Patchwork Bag
R$ 88.704,00 - bolsa de edição limitada, feita de 15 partes das melhores bolsas de Louis Vuitton.
( Uma melancia faz o mesmo efeito! )

5 º – Leiber Precious Rose Handbag
R$ 194.304,00 - A única (isso, tem só uma) bolsa do mundo feita a mão com 1.016 diamantes, 1.169 safiras Rosa e 800 turmalinas.

4 º – Lana J. Marks Cleopatra Bag
R$ 211.200,00 - usada por Angelina Jolie na entrega do Oscar em 2009.

3 º – Hermès Matte Crocodile Birkin Bag
R$ 253.440,00 - bolsa de 30 centímetros feita de couro de crocodilo e com 10 quilates de diamantes.

2 º – The Urban Satchel Louis Vuitton Bag
R$ 316.780,00 - Foram feitas somente 2 dúzias.
( Quer uma dica? Vai numa lixeira perto da sua casa, cate tudo quanto é bagulho,
compre um litro de cola e faça você mesmo! )

1 º – The Chanel Diamond Forever Classic Bag
R$ 551.232,00 - tinha que ser da Chanel. É feita de 334 diamantes com ouro branco.
Somente 13 foram feitas no mundo inteiro.

AGORA, A “HORS CONCOURS” !!!!
A mais cara de todas:
Mais de 11 bilhões de reais.
BOLSA FAMÍLIA

Feita com o mais puro couro da classe média brasileira, que deverá ser paga anualmente!! (não é vendida, a não ser em prestações compulsórias infindáveis).

Onde comprar bolsas Louis Vuitton no Brasil

Sunday, January 4th, 2009

Muitos visitantes chegam a esse blog após pesquisa por termos como “onde comprar bolsas Louis Vuitton” e suas variações.

O site da Louis Vuitton responde a essa e outras perguntas em sua seção de Perguntas Frequentes:

Onde comprar um produto da Louis Vuitton?
1. Em nossas lojas. Produtos Louis Vuitton são vendidos apenas em lojas da Louis Vuitton.
2. Vendas à distância. Produtos Louis Vuitton são vendidos também via nosso Departamento ao Consumidor, no site www.louisvuitton.com para clientes da França e Reino Unido, e no site www.eluxury.com para clientes dos Estados Unidos.

Ccomo se vê, no Brasil não é possível comprar oficialmente um produto Louis Vuitton pela internet (a não ser que o comprador tenha um endereço para entrega na França, Reino Unido ou Estados Unidos). Existem, entretanto, algumas pessoas e empresas que vendem bolsas e acessórios anunciados como Louis Vuitton em sites da internet no Brasil (principalmente sites de leilão); recomenda-se tomar cuidado redobrado ao se comprar desses sites - que, repetindo, não têm endosso oficial da Louis Vuitton.

No Brasil, existem cinco lojas da Louis Vuitton. Quatro lojas são em São Paulo: no Shopping Cidade Jardim, no Shopping Iguatemi, na Daslu e na rua Haddock Lobo; a outra loja fica no Rio, na rua Garcia D’Ávilla, Ipanema.

Outras perguntas respondidas no site da Louis Vuitton:

Onde reparar os produtos da Louis Vuitton?
Todas as lojas Louis Vuitton têm um departamento de reparos. Para maiores informações, contacte a loja diretamente.

Onde os produtos da Louis Vuitton são manufaturados?
Os produtos de couro da Louis Vuitton são produzidos em nossas oficinas localizadas na França, Espanha e Estados Unidos.
A manufatura de sapatos e roupa pronta para vestir (pret-a-porter) ocorre na França e Itália.
Os relógios são produzidos exclusivamente na Suíça.
As coleções de jóias são feitas na França, Itália e Suíça.
Óculos de sol são fabricados na França e Itália.
Em todas essas oficinas, a seleção dos materiais mais refinados, os artesão mais habilidosos e experientes, e o extremo cuidado devotado a todas as fases de manufatura de nossos itens perpetuam e renovam nossa tradição de excelência e refinamento.

É possível ter um produto sob encomenda?
Nossos artesãos, sob encomenda, podem personalizar alguns produtos Louis Vuitton, como baús, algumas bolsas e certos acessórios. Se houver interesse, favor contactar o Departamento ao Consumidor, para informações sobre possibilidade e custo da encomenda.

Marc Jacobs

Saturday, January 3rd, 2009

Marc Jacobs é um desenhista e estilista de moda e acessórios de alto luxo, nascido em 1963 na cidade de Nova York. Marc é o desenhista chefe da marca que leva seu nome e também da Marc by Marc Jacbos; desde 1997, é também diretor de criação da Louis Vuitton, e principal responsável pelo recente crescimento da marca.

Marc Jacobs

Marc Jacobs

Com 15 anos, Jacobs conseguiu um emprego como estoquista na Charivari, uma então importante boutique de Nova York, precursora das grandes lojas de luxo (segundo o New York Times, o fechamento da Charivari, em 1997, marcou o fim de uma era); pouco depois, Jacobs entrou para a Perry Ellis, importante empresa de design americana.

A empresa deu oportunidades a Marc (Ellis falecera pouco antes da chegada de Jacobs), que desde cedo ganhou diversos prêmios; entretanto, em 1992, quando Marc foi nomeado estilista do ano pelo Conselho de Designers de Moda Americano, a Perry Ellis despediu Marc Jacobs.

Em 1994, Marc lançou sua marca própria; duas de suas amigas, Naomi Campbell e Linda Evangelista, desfilaram gratuitamente. Em 1997, Marc assumiu a direção de criação da Louis Vuitton.

Marc Jacobs, assumidamente gay, tem há algum tempo relação com o brasileiro Lorenzo Martone; em meados de 2008, circularam boatos de que os dois teriam se casado.

No Brasil, produtos da Marc Jacobs são vendidos na NK Store; alguns acessórios, como óculos e perfumes, são vendidos em outras lojas, inclusive pela internet. Havia planos de abertura de uma loja Marc Jacbos nesse início de 2009.

LVMH, PPR, Richemont : oligopólio no mercado de luxo

Friday, December 26th, 2008

Todos conhecem algumas razões pelas quais produtos de luxo custam caro: a alta qualidade dos produtos, o prestígio conferido a quem compra, o marketing intensivo, etc.

Mas há outra razão que contribui para o aumento de preços, essa não tanto conhecida: os oligopólios. Um oligopólio fica caracterizado quando, num certo mercado, existem muitos compradores e poucos vendedores, permitindo a esses últimos uma liberdade na determinação de preços; isso explica, por exemplo, por que, no oligopolístico mercado brasileiro de refrigerantes, Coca-Cola e Guaraná Antarctica custam muito mais caro do que uma Tubaína (ou sua equivalente nordestina, a cajuína).

Se um rico achar cara uma garrafa de Moet et Chandon e resolver, por protesto, comprar uma Veuve Clicquot, estará na verdade comprando do mesmo fornecedor, a LVHM, dona também da Louis Vuitton, e maior conglomerado de produtos de luxo do mundo.

São três os principais grupos detentores de marcas de luxo no mundo: LVHM, PPR e Richemont.

LVMH são as iniciais de Louis Vuitton, Moet et Chandon e Hennessy (não por coincidência, essas três estão incluídas entre as dez mais famosas marcas de luxo do mundo). A LVMH é proprietária também das seguintes marcas, entre diversas outras (para conhecer todas as marcas, visite essa página da LVMH): Veuve Clicquot, Chopin vodka e Mercier (bebidas); Dior, Tag Heuer, Zenith e Hublot (jóias e relógios); Louis Vuitton, Fendi, Donna Karan, Emilio Pucci, Givenchy, Kenzo e Marc Jacobs (moda e alta costura); Dior, Guerlain, Kenzo, Givenchy (perfumes).

PPR são as iniciais de Pinault-Printemps-Redoute, grupo criado pelo bilionário francês François Pinault (recentemente,  a Printemps foi vendida e desmembrou-se do grupo). Entre as marcas pertencentes à PPR, incluem-se (apenas as mais conhecidas no Brasil): Gucci, Yves Saint Laurent, Boucheron, Bottega Veneta, Alexander McQueen, Stella McCartney, Balenciaga, Fnac e Puma.

A Richemont foi criada em 1988 por um bilionário sul-africano, Johann Rupert, com o propósito de agregar marcas de luxo. Entre as marcas do grupo, incluem-se: Cartier, Van Cleef, Piaget, Vacheron Constantin, Jaeger-LeCoultre, Baume et Mercier, MontBlanc, Chloé e Polo Ralph Lauren.

Como se vê, boa parte do dinheiro gasto por consumidores do luxo acaba indo para os bolsos de algumas poucas pessoas.

Concentração de lojas de luxo em São Paulo

Tuesday, December 23rd, 2008

Embora o recente período de crescimento econômico tenha possibilitado o surgimento de novos milionários por todo o Brasil, é em São Paulo que se ainda se concentra grande parte do mercado de luxo do país; isso não é de surpreender, já que a abertura de novos pontos de marcas de luxo é muito mais seletiva do que o observado nos outros ramos do comércio (o Carrefour pode abrir uma nova unidade para atender a classe média de Fortaleza, mas a Ferrari certamente aguardará um crescimento maior).

Segundo a revista Exame 933, de dezembro de 2008, do total de US$ 1,66 bilhões do mercado de luxo, 70% são gastos em São Paulo. Mais do que isso: a maior parte desses 70% estão concentrados em quatro pontos de venda da cidade de São Paulo.

O mapa abaixo mostra o Quadrilátero do Luxo em São Paulo:


Exibir mapa ampliado

Nesse quadrado de pouco mais de 5 km de largura por 4 km de extensão, concentram-se os seguintes pontos:

Shopping Cidade Jardim (marcador azul). Principais lojas: Armani, Hermès, Louis Vuitton, Rolex, Tiffany & Co., Montblanc, Chanel, Ermenegildo Zegna, Salvatore Ferragamo, Gant e H.Stern.

Villa Daslu (marcador vermelho). Principais marcas: Louis Vuitton, Prada, Gucci, Tom Ford, Jimmi Choo, Dolce & Gabbana, Tod’s, Chanel, Valentino, Manolo Blahnik e Miu Miu.

Shopping Iguatemi (marcador verde). Principais marcas: Louis Vuitton, Gucci, Salvatore Ferragamo, Dolce & Gabbana, Ermenegildo Zegna, Bvlgari e Tiffany & Co.

Rua Oscar Freire e adjacências (marcador amarelo). Principais lojas: Cartier, Dior, Gant, Armani, H. Stern, Louis vuitton, Montblanc, Versace e Salvatore Ferragamo.

Imprensa britânica fala dos super-ricos do Brasil

Saturday, November 29th, 2008

O jornal britânico The Guardian, um dos mais importantes e influentes daquele país, publicou em 29 de novembro de 2008 uma reportagem intitulada “Super rich buck global trend and spend, spend, spend”, cuja tradução é “Super Ricos do Brasil ignoram tendência global e continuam gastando, gastando, gastando“.

Abaixo, tradução da reportagem:

A cancela de segurança move-se lentamente, abrindo passagem para mais uma luxuosa caminhonete de tração nas quatro rodas, com seus ocupantes encobertos por vidros fumê à prova de bala (nota desse blog: a reportagem refere-se ao Jardim Pernambuco, condomínio de luxo no Rio de Janeiro em que as ruas, embora públicas, foram bloqueadas por cancelas; ver, a propósito, reportagem sobre o Jardim Pernambuco).

Próximo dali, sob a sombra de uma jaqueira, um grupo de operários empoeirados dá a parada matinal de seu trabalho: construir mais uma luxuosa fortaleza cercada por palmeiras em Jardim Pernambuco, um casulo de 140 mansões de milionários situado numa colina no sul do Rio de Janeiro, o coração da alta sociedade brasileira.

Enquanto a crise de crédito causa estragos em todo lugar, os super-ricos do Brasil até agora estão relativamente incólumes. As brilhantes páginas de revistas para ricos estão cheias de anúncios de página inteira de spas de luxo, bolsas de designers e braceletes de diamante que custam mais do que muitos brasileiros ganham em toda a sua vida. Corretores de imóveis de luxo afirmam que eles estão ocupados como sempre, enquanto uma nova leva de hotéis super-luxo estão sendo lotados todos os finais de semana.

Um estudo recente conduzido pela MFC Consultoria e Conhecimento, um grupo brasileiro especializado em pesquisas sobre o mercado de luxo, mostrou que o mercado de Luxo no Brasil, conhecido no país como Mercado AAA, cresceu 17% em 2007 e espera-se que tenha taxas parecidas em 2008.

Brasil é um dos líderes mundiais no ranking de novos milionários. Nos últimos dois anos o número de milionários pulou de 130.000 para 220.000 e, até agora, a crise econômica não fez que eles parassem de consumir. “Os líderes de mercado no Brasil são Louis Vuitton, Dior, Versace, Armani, Valentino, Gucci e Prada”, afirmou um dos diretores da MFC.

Desde a cidade amazônica de Manaus até as metrópoles do sul como São Paulo e Rio de Janeiro, um número crescente de condomínios e lojas de luxo estão abrindo seus portões de segurança, quadras de tênis e piscinas para os ricos do país.

O presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, assumiu a Presidência em 2003 prometendo tirar milhões de seus compatriotas da pobreza. Mas seu tempo no poder tem coincidido com um crescimento sem precedentes no número de ricos. Atualmente, Lula goza de um índice histórico de aprovação de 57% entre os cidadão mais ricos do país.

“Do ponto de vista econômico, Lula não é um esquerdista nem um revolucionário; Lula é um conservador”, disse Lúcia Hippolito, uma conhecida comentarista política. “Ele se sente em casa quando está rodeado de empresários”.

Entretanto, há sinais crescentes de que a crise financeira começa a mostrar sua cara no Brasil. Os preços das commodities caíram apesar do avanço do Real, e em consequência espera-se que uma série de importantes projetos de infra-estrutura sofram atrasos. As classes média e baixa começam a sentir o tranco à medida que o crédito diminui. A MFC estima que o mercado de luxo comece a se retrair em 2009.

Por enquanto, contudo, a crise parece ser uma possibilidade distante em lugares como Jardim Pernambuco, onde o silêncio da tarde é quebrado apenas pelo canto dos pássaros e pelas batidas das bolas de tênis.

“Os banqueiros estão mais felizes do que nunca”, diz Hippolito; “no Brasil há uma piada que diz que Lula é pai dos pobres e mãe dos ricos”.

História da Louis Vuitton

Sunday, October 19th, 2008

Como nasceu a Louis Vuitton, marca de luxo mais famosa e valiosa do mundo? Abaixo, a primeira parte da História da Louis Vuitton, cobrindo desde a criação da empresa até a Segunda Guerra Mundial.

Louis Vuitton nasceu de família humilde em Jura, França, (próximo à fronteira com a Suíça), em 4 de agosto de 1821.

Em 1835, com catorze anos, decidiu mudar-se para Paris. Louis viajou os mais de 400 km entre Jura e Paris a pé. Ao longo do caminho, arrumou diversos trabalhos temporários para sustentar-se. Habilidoso, Louis rapidamente aprendeu como construir baús e bagagens, que à época eram indispensáveis para as viagens (em carroças) das famílias ricas (os profissionais desse ofício eram denominados Layetier ou Malletier em francês, e Trunk maker em inglês; ver, sobre o assunto, essa página sobre história dos baús antigos).

As habilidades de Louis chegaram aos ouvidos de Napoleão III (último Imperador e primeiro Presidente da República da França), que o nomeou para maleiro oficial da imperatriz Eugénie. Louis Vuitton entrou assim em contato com a aristocracia francesa, e teve oportunidade de aperfeiçoar suas habilidades e refinar seu estilo, lançando as bases de sua empresa.

A empresa Louis Vuitton: Malletier foi fundada em 1853 na rua Neuve de Capucines, em Paris, e rapidamente ganhou sucesso. Em 1858, Vuitton lançou um modelo de baú revolucionário, leve e à prova d’água, com tampo plano (antes desse modelo, os baús tinham tampo arredondado, para permitir o escoamento da água da chuva). Em 1867, a empresa participou da Feira Mundial de Paris. Em 1885, foi aberta a primeira loja em Londers, na Oxford Street.

Louis Vuitton

Louis Vuitton

Em 1888, a Louis Vuitton já tinha problemas com imitadores e falsificadores; naquele ano, Louis criou o primeiro logo para a máquina e passou a estampar todos os seus produtos com “marque L. Vouitton déposée”, ou o equivalente a “marca registrada Louis Vuitton”.

Louis morreu em 1893, e o comando da empresa passou a seu filho, George Vuitton. George fez um esforço para expandir mundialmente o alcance da marca. Em 1893, os produtos Vouitton foram apresentados na Feira Mundial de Chicago; em 1936, quando George faleceu, havia lojas da Vouitton em locais como Nova York, Washington, Alexandria, Bombaim e Buenos Aires.

George Vuitton faleceu em 1936, e o comando passou para seu filho, Gaston-Louis Vuitton. Na gestão de Gaston, durante a Segunda Guerra Mundial, a Louis Vuitton colaborou com o regime nazista que ocupou a França.

A Louis Vuitton notabilizou-se por lançamentos de qualidade e que atendessem às necessidades dos seus usuários. Em 1901, foi lançado o steamer bag (atualmente muito utilizadas por executivos), cujo propósito era abrigar objetos específicos dentro de baús da Louis Vuitton. Na década de 1930, foram lançados os modelos Keepall, Noé e Speedy; esses dois últimos modelos estão presentes até hoje na linha de vendas da empresa.

Rodeo Drive, Beverly Hills

Friday, October 17th, 2008

Rodeo Drive é a rua mais luxuosa de moda e acessórios de Beverly Hills, cidade da Califórnia, Estado mais rico do maior país do mundo; por isso, Rodeo Drive tem possivelmente a maior concentração de lojas de luxo do mundo.

Contribui também para essa aura de exclusividade, além da pujança das lojas, o fato de Beverly Hills ser relativamente curta, com apenas três quarteirões; outros centros de luxo, como a Champs Elysées de Paris, o bairro de Ginza no Japão, a Via Montenapoleone em Milão, e mesmo a Oscar Freire em São Paulo (um dos vértices do quadrilátero do luxo), são consideravelmente mais longos, o que permite uma mistura de lojas de luxo com lojas tradicionais.

A pronúncia correta é “Rodeio Draiv”. Os primeiros europeus a colonizarem a costa oeste americana foram os espanhóis (a Califórnia tornou-se estado americano apenas em 1850, após uma guerra entre mexicanos e americanos); em 1769, Don José Gaspar de Portola estabeleceu-se na região onde hoje é Beverly Hills. Os índios nativos chamavam a região de “El Rodeo de las Aguas”, em vista do número de rios e lagoas que ali se concentravam (naquela região árida, água era um bem muito valioso para os índios e os espanhóis); após mais de dois séculos, o espírito do nome original se manteve.

Rodeo Drive, Beverly Hills

Rodeo Drive, Beverly Hills

É difícil encontrar uma das marcas de luxo que não tenham lojas em Rodeo Drive. Algumas das marcas que podem ser visitadas: Giorgio Armani, Baccarat, Bang & Olufsen, Bottega Veneta, Bvlgari, Burberry, Cartier, Celine, Chanel, Dior, DeBeers, Dolce & Gabbana, Domenico Vacca, Ermenegildo Zegna, Etro, Fendi, Hugo Boss, Gucci, Hermès, Judith Ripka, Lacoste, La Perla, Louis Vuitton, Polo Ralph Lauren, Prada, Sergio Rossi, Tiffany & Co, Van Cleef & Arpels, Valentino, Versace e Yves Saint-Laurent.

Uma sugestão de hotel para os que pretendem visitar Rodeo Drive é o Beverly Wilshire, um dos mais luxuosos de Beverly Hills; foi nesse hotel que Uma Linda Mulher, com Julia Roberts e Richard Gere, foi filmado (no filme, Roberts visita algumas lojas e é destratada pelos esnobes atendentes). Beverly Hills e Rodeo Drive são tema também de Barrados no Baile, seriado exibido no Brasil (o nome original faz referência a 90210, o código postal de Beverly Hills).

Ainda para quem pretende viajar, outra boa notícia: o consulado do Brasil em Los Angeles localiza-se justamente em Beverly Hills; apenas outros três países têm essa primazia: Armênia, Colômbia e Equador.

Lojas de luxo se expandem no Brasil

Tuesday, September 30th, 2008

Reportagem da revista Veja trata do crescimento do segmento de lojas de luxo no Brasil. Abaixo, transcrição do texto, com comentários.

O laranja intenso das embalagens da grife francesa Hermès (não confundir com hermes.com.br, uma empresa brasileira que vende produtos populares) costuma provocar taquicardia nos aficionados de moda. Um tapume na cor laranja anuncia que, no início de 2009, a Hermès, marca conhecida por seus produtos caros (e pelas embalagens na cor laranja) e à prova de crises econômicas abrirá sua primeira loja no Brasil, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

Sala vip da nova loja Louis Vuitton

Sala vip da nova loja Louis Vuitton

E a Hermès não será a única loja de luxo naquele shopping. Perto dali, os emblemáticos dois cês em interseção anunciam uma loja da Maison Chanel na cidade, o segundo da marca em São Paulo, que será inaugurado em novembro de 2008. No Iguatemi, templo do luxo paulistano, a nova loja da italiana Gucci ocupará 470 metros quadrados, tomando umespaço hoje ocupado pela popular Lojas Americanas.

Não é coincidência a chegada de tantas grifes estrangeiras ao país. Segundo levantamento da Merrill Lynch, no fim de 2007 havia no Brasil 143 mil pessoas com patrimônio financeiro (ou seja, apenas dinheiro, sem contar com imóveis e outros bens) acima de 1 milhão de dólares; esse número é superior ao de outros países com economias em crescimento, como Rússia (136 000) e Índia (123 000). A isso se soma o comportamento do consumidor brasileiro: atento aos lançamentos e familiarizado com os mecanismos da moda, ele chega às lojas com a referência exata do último desfile. E a novidade é a alma do negócio das grifes. Por isso o país se tornou endereço obrigatório das principais marcas de luxo internacionais.

Em 2007, abriram lojas por aqui as bolsas da italiana Furla e da francesa Longchamp.

bolsa Longchamp

bolsa Longchamp

Também vieram os ternos sob medida da americana Tom Ford e as cobiçadas coleções da espanhola Balenciaga; essas duas últimas grifes ganharam um dentro da Daslu, que também abrigará a Emilio Pucci (italiana), conhecida pelas estampas originais, e a Goyard (francesa), a marca de acessórios favorita entre os milionários mais discretos.

“As nossas clientes brasileiras acompanham os desfiles de Paris pela imprensa e logo procuram as lojas para fazer suas encomendas”, diz Frédéric Morelle, presidente da Louis Vuitton para a América Latina. Em outros países emergentes, como China e Rússia, há também dinheiro e ostentação, mas falta informação sobre moda (resquício dos tempos de comunismo).

Não é por acaso que as vendas da Vuitton do Brasil (que inaugurou sua quarta loja em São Paulo neste ano - em Moscou há apenas duas lojas), crescem quatro vezes mais do que a média mundial. O produto mais procurado pelas consumidoras brasileiras atualmente é a bolsa Neverfull, com preço ao redor de US$ 650 (ao câmbio de hoje, aproximadamente R$ 1.770). Os três relógios Emprise que vieram para São Paulo, a R$ 36.800 cada um, voaram da prateleira em dez dias.

Curioso é que os itens básicos da Luis Vuitton não têm a mesma receptividade. E isso

Jeans Diesel

Jeans Diesel

ocorre também com as calças da Diesel: os jeans básicos de US$ 150 nem chegam por aqui, enquanto os modelos de US$ 1.100 (R$ 2 000), da edição limitada Diesel Denim Gallery, se esgotam rapidamente.

“Os brasileiros conhecem o luxo e investem em arte; por isso queremos criar raízes aqui”, afirma Bertrand Stalla-Bourdillon, executivo da grife Marc Jacobs, uma das marcas mais desejadas e copiadas do planeta, cuja primeira loja em São Paulo será inaugurada em dezembro de 2008.

Curiosamente, quem responderá pela operação comercial da Marca Jacobs no Brasil será Natalie Klein, filha de Michael Klein, dono das Casas Bahia, a maior rede de lojas populares do país. A mesma Natalie inaugurará, neste mês de setembro, espaços das grifes Stella McCartney e Missoni em sua loja, a NK Store.

Natalie diz não ter medo de se arriscar, mesmo sabendo que os produtos vendidos aqui custam quase o dobro, por causa taxas de importação. “Hoje nosso maior concorrente é o avião”, diz ela.

Relogio Emprise, Louis Vuitton

Relogio Emprise, Louis Vuitton

É aí que entra em ação, como diferencial, outra especialidade do segmento de luxo no Brasil: a cultura de oferecer serviços e agrados, como salas vips, copeiras, manobristas e vendedoras dispostas a ouvir problemas afetivos.

O jeito brasileiro de fazer negócios leva vantagem também por outro fator: a possibilidade de parcelamento das compras. Mesmo quem pode pagar à vista prefere dividir, o que as lojas fazem prontamente. “Com isso, abrimos nosso leque de clientes”, diz Rosangela Lyra, diretora-geral da Dior no Brasil.

Em 2007, a indústria do luxo faturou 5 bilhões de dólares no país, segundo dados da MCF Consultoria. Segundo a empresa, esse valor é 17% maior que em 2006. E, para 2008, a tendência é ainda de crescimento.

Marcas de Luxo na Internet

Thursday, September 4th, 2008

Um dos principais fatores associados a empresas e lojas que vendem produtos de alto luxo é o chamado “atendimento pessoal e diferenciado”. Nesse setor, as lojas são decoradas com esmero, os funcionários (levemente esnobes) são criteriosamente selecionados (a gerente do Daslu é filha de um ex-Governador), e os potenciais compradores são paparicados

Notebook de Ouro

Notebook de Ouro

com atendentimento individual, sala vip, horário agendado, aperitivos e canapés, e tudo o mais que possa dar a eles a sensação de que não são clientes comuns.

Mas os tempos estão mudando; mesmo os milionários são atraídos pelas comodidades da internet: poupar tempo de escolha e economizar dinheiro na compra.

Reportagem do Wall Street Journal informa que mais e mais os ricos estão comprando produtos de luxo pela internet. A reportagem baseia-se em uma pesquisa conduzida pela Google e pela Unity Marketing (duas empresas, saliente-se, altamente interessadas no crescimento do comércio pela internet), a qual concluiu que 95% das pessoas com renda acima de US$ 1 milhão por ano fizeram sua última compra de produtos de luxo utilizando a internet; em média, cada um dos entrevistados gastou um montante de US$ 114.632 por ano em compras de produtos de luxo pela internet.

Para esses compradores, comprar um Patek Philippe ou um Louis Vuitton online não desvaloriza a marca. Aproximadamente 94% dos compradores entrevistados afirmaram que não vêem rebaixamento da marca por terem comprado pela internet, e 91% afirmaram que gostariam de ver outros de seus produtos de luxo favoritos disponibilizados online.

“Essas pessoas têm mais dinheiro do que tempo livre”, declara um dos dirigentes da Unity Marketing; “algumas vezes, é melhor fazer compras através do computador do que deslocar-se até as lojas”.

O crescimento desse segmento é confirmado por outra pesquisa feita pela Bain & Co. (firma de consultoria de vendas), que concluiu que as vendas de bens de luxo pela internet cresceram 65% em 2007, em comparação com 2006; do total global de vendas, 65% foram feitas para clientes americanos.

Isso significa que a H Stern vai adotar os métodos (e preços) do Atacado Biju? Certamente não. Mas provavelmente significa que, além de ourives e vendedores multilíngues, a HStern provavelmente estará contratando alguns bons webdesigners e programadores no futuro.